De 4 a 28 de julho, o Largo de São Carlos torna-se lugar de descoberta, de encontro entre o clássico e o contemporâneo, entre a herança literária de Camões e a arte em palco. O Millennium Festival ao Largo é um evento cultural gratuito que anima as noites de verão da cidade de Lisboa, transformando o Largo de São Carlos num palco ao ar livre para espetáculos de música clássica, ópera e dança.
Na 17ª edição, mantemos o espírito de partilha e de uma cultura acessível e gratuita que nos tem guiado desde a primeira edição.
No ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de uma figura transversal à sociedade e à cultura portuguesas, capaz de atrair a admiração de gerações, propomos um mosaico de obras inspiradas em Luís Vaz de Camões. Figura incontornável da sociedade portuguesa, Camões foi quase tudo quanto um homem podia ser no tempo em que viveu. Um estudioso e um humanista. Com enfoque em obras dos séculos XIX a XXI, destacamos a estreia absoluta de uma nova criação de dança e percorremos o repertório de grandes compositores portugueses, apresentado por formações corais, orquestrais e de música de câmara.
Aos concertos, às óperas e aos espetáculos de dança juntamos nesta edição dois dias de programação e ateliers dedicados aos mais novos. Convidamos-vos a juntarem-se à Orquestra Sinfónica Portuguesa, ao Coro do Teatro Nacional de São Carlos, à Companhia Nacional de Bailado e aos Estúdios Victor Córdon para desfrutarem de mais um festival ao Largo.
O Festival é um conceito desenvolvido e produzido pelo OPART e pelas três estruturas artísticas que gere - o Teatro Nacional de São Carlos, a Companhia Nacional de Bailado e os Estúdios Victor Córdon – que fazem do Largo um espaço comum de celebração e participação. O Millennium bcp é o mecenas principal do Festival.
Consulte o dossier de imprensa aqui.
Conselho de Administração do OPART
Conceição Amaral
Presidente
Rui Morais
Vogal
Sofia Meneses
Vogal
Direção Artística do festival
João Paulo Santos coordenador
Antonio Pirolli
Giampaolo Vessella
Teatro Nacional de São Carlos
Fernando Duarte
Companhia Nacional de Bailado
Rui Lopes Graça
Estúdios Victor Córdon
Apresentação do Festival
Inês Thomas Almeida
Programação
Numa edição que celebra Camões, o concerto de abertura do Millennium Festival ao Largo convoca tenores, barítonos e doze instrumentos de sopro para interpretação da obra encomendada pela Secretaria de Estado da Cultura a Fernando Lopes-Graça (1906-1994), por ocasião do Quarto Centenário da morte de Luís de Camões. Estreada em 20 de agosto de 1980, no então denominado Festival de Música da Costa do Estoril, a peça reúne passagens do mais celebrizado poema épico do poeta português. Dos dez cantos da epopeia, o compositor extraiu sete passagens nas quais o poeta medita sobre os males do mundo e se insurge contra a corrupção pelo dinheiro, a sede de poder, a cobiça e a vaidade.
Bohuslav Martinů (1890-1959), afirmou-se pela confluência na sua obra de ritmos da música tradicional checa e de singularidades da música francesa. Estreada em 1939, a sua Missa campal reúne textos litúrgicos intercalados com poemas de Jiří Mucha, em que reflete sobre a condição dos combatentes checos que lutaram pelo exército francês durante a Segunda Guerra Mundial.
O concerto inicia-se com a Abertura para orquestra de sopros Op. 24, escrita por Felix Mendelssohn (1809-1847) quando tinha apenas 15 anos. Peça importante do repertório para sopros, apresenta um notável cuidado no equilíbrio e musicalidade.
Felix Mendelssohn Abertura para sopros em Dó Maior, op. 24Ludwig van Beethoven Marcha n.º 2 em Fá Maior, WoO 19; Marcha em Dó Maior «Zapfenstreich», WoO 20
Fernando Lopes-Graça Sete predicações de «Os Lusíadas» [Números 1 e 4]
Bohuslav Martinu Missa campal
Ernst Toch Spiel para orquestra de sopros, op. 39
Tenor Leonel Pinheiro
Barítono Ricardo Panela
Direção musical Fernando Marinho
Coro masculino do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coprodução com o Festival Estoril Lisboa
Pelo V centenário do nascimento de Luís de Camões
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
A obra que dá título ao concerto constitui uma evocação das conhecidas obras de Luís de Freitas Branco (1890-1955) sobre poesia de Camões, neste caso para Coro feminino. Este programa surge, aliás, no seguimento de um outro apresentado no final de 2024, para coro misto, no âmbito das celebrações do V centenário do nascimento de Luís de Camões.
O programa abre e fecha com canções do francês Léo Delibes (1836-1891), compositor conhecido pela escrita de outros géneros musicais, como ópera (Lakmé) ou bailado (Coppélia) que, neste concerto, demonstra a beleza da sua escrita para diferentes formações de vozes femininas.
Ainda no domínio dos compositores franceses, o programa completa-se com canções de Cécile Chaminade (1857-1944), umas das primeiras mulheres pianistas a ter obra editada, projeção internacional e a ser reconhecida pelos seus pares, designadamente por Maurice Ravel.
V Centenário de Camões
Camões / Compositoras
Léo Delibes Messe breve, Les trois oiseaux, Les Norwegiennes, Les nymphes des bois
Luís de Freitas Branco, Pois dano me faz, Falso cavaleiro ingrato, Apartaram-se os meus olhos
Cécile Chaminade Sous l’aile blanche, Les filles d’Arles, Les elfes des bois, Le Noël des marins, Ronde du crépuscule
Soprano Carolina Raposo
Meio-soprano Natália Brito
Piano Kodo Yamagishi
Direção musical e maestro titular Giampaolo Vessella
Coro feminino do Teatro Nacional de São Carlos
Data
Preço
Class. etária
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
A existência é, antes de tudo, tempo.
O tempo, sem que o possamos alterar, é movimento, é mudança.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… assim se imortaliza o pensamento de Camões e a inevitabilidade de estarmos em permanente mudança.
Uma lúcida constatação, escrita em tempos por uma leve pena, sem que para isso, tenhamos de sentir pesada pena. É o nosso (in)constante avanço.
Quatro cantos, quatro figuras,
Quatro vozes, quatro versos,
Quatro ou mais histórias de amor, almas gentis que cabem num só par.
Sem esquecer o nosso luso mito, só Inês ou Inês só…
Quatro cantos num soneto, porque tempo é também uma forma de poesia.
Fernando Duarte
Junho 2025
Conceito e coreografia Fernando Duarte, em cocriação com Ana Lacerda, Inês Amaral, Isabel Galriça e Paulina Santos
Textos Luís de Camões, obra lírica e excertos de Os Lusíadas
Música John Dowland, Diego Pisador, Luys de Milán, Alonso Mudarra e música ibérica anónima do séc. XVI
Seleção musical Ricardo Leitão Pedro
Figurinos Ana Lacerda
Desenho de luz Fernando Duarte e Pedro Mendes
Ensaiadora Peggy Konik
Mestra de costura Paula Marinho
Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB
Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta Sintra, Ciclo de Bailado em Seteais. Palácio de Seteais, 06 de julho de 2025
Em 1941, Balanchine coreografou Balustrade para o Ballet Russe, ao som de Concerto para Violino em Ré, de Stravinski. Três décadas depois volta a esta mesma partitura, mas sem conseguir lembrar-se da coreografia original. Este evento conduz à criação de toda uma nova obra, que segue de forma fiel a partitura: uma abertura, Toccata, e um final, Capriccio, encerram duas árias centrais, que formam pas-de-deux contrastantes para dois casais.
George Balanchine é um dos grandes nomes da dança do século XX. A sua visão contribuiu para o desenvolvimento da técnica de dança clássica, sendo pioneiro do estilo neoclássico. Destaca-se pela sua abordagem mais abstrata e menos narrativa da dança e uma ligação inequívoca à música, que se traduz, nas suas próprias palavras, em “ver a música, ouvir a dança”. A sua obra e visão são uma base inspiradora para a criação artística da dança desde a segunda metade do século XX até aos dias de hoje, continuando a influenciar bailarinos, coreógrafos, autores e o público.
Coreografia George Balanchine
Música Igor Stravinski
Desenho de luz Mark Stanley
Remontagem coreográfica Maria Calegari e Bart Cook
Ensaiadores Barbora Hruskova, Filipe Macedo e Rui Alexandre
Mestra de costura Paula Marinho
Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB
Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB
Produção OPART | Companhia Nacional de Bailado
Estreia Nova Iorque, EUA, New York City Ballet, Stravinsky Festival, New York State Theatre, 18 de junho de 1972
Estreia na CNB Lisboa, Teatro Camões, 19 de fevereiro de 2025
Data
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
No ano em que se comemora os 500 anos de Luís Vaz de Camões, e celebrando a reabertura do nosso teatro, a Companhia Nacional de Bailado propõe um atelier de movimento onde mergulhamos no fantástico oceano de palavras daquele que é sem
dúvida alguma, um dos grandes nomes da literatura portuguesa.
Destinado a crianças e jovens dos 8 aos 13 anos, o atelier leva-nos a navegar pelo universo Camoniano através dos heróis e heroínas, deuses, ninfas e sereias, monstros marinhos, rimas com versos e gestos e muito mais.
Uma epopeia sem fim, onde através das personagens a palavra escrita se transforma em movimento(s) dançado(s).
Conceção e Cocriação Sílvia Santos e Filipa Pinhão
Interpretação Filipa Pinhão, Sílvia Santos, Emma Sicilia, Gonçalo Andrade e Mar Escoda
Inserido nas comemorações do V centenário do nascimento de Luís de Camões.
Data
Preço
Duração
Class. etária
Orientadores
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
Aida, cuja trama evidencia relações conflituosas entre a vida privada e o desejo de poder, é talvez a mais espetacular ópera de Verdi.
Em 1869, ano de inauguração do Canal do Suez, Giuseppe Verdi (1813-1909) foi convidado pelo quediva Ismail Pasha para compor uma ópera a ser estreada na inauguração do Teatro de Ópera do Cairo.
Aida é escrava de Amnéris, filha do faraó, embora todas ignorem que é uma princesa etíope. Ambas se apaixonam por Radamés, comandante do exército egípcio, embora apenas Aida seja retribuída. Instigada pelo pai, Amonasro, Aida convence Radamés a fugir com ela e a revelar um segredo militar, que o rei etíope usa a seu favor. Descoberta a sua traição à pátria, Radamés é sentenciado à morte. No entanto, Amnéris propõe-se interceder pelo condenado, caso este renuncie ao amor por Aida. Radamés recusa e acaba sepultado com a sua amada, consagrando a união de ambos à beira da morte.
O compositor foi mais longe que nunca no exotismo musical, nas harmonias e na orquestração, para dar uma coloração própria à narrativa desenrolada no Antigo Egito. O final sintetiza os diversos elementos usados por Verdi: cenas intimistas de grande profundidade em contraste com imponentes coros e grandiosa orquestra, como é exemplo a célebre Marcha Triunfal no 2.º ato, um dos pontos altos desta obra-prima.
Giuseppe Verdi
Momentos mais importantes da ópera em versão de concerto
Ópera em quatro atos
Libreto de Antonio Ghislanzoni (1871)
Direção musical Antonio Pirolli
Aida Cristiana Oliveira
Amnéris Cátia Moreso
Radamès Carlos Cardoso
Amonasro Luis Cansino
Ramfis Fabrizio Beggi
O rei Luís Rodrigues
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Data
Class. etária
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
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Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, grandes embaixadores do repertório lírico no nosso país, apresentam neste concerto uma inesquecível jornada pelos mais belos e populares coros de ópera.
É o caso do imponente coro inaugural da ópera Nabucco (1842), que serviu de rampa de lançamento de Giuseppe Verdi (1813–1901), o mais importante compositor da ópera italiana. A Abertura da ópera Der fliegende Holländer (1843) e o Coro dos Convidados, do 2º ato da ópera Tannhäuser, são páginas musicais icónicas assinadas por Richard Wagner (1813-1883).
Les voici é um dos mais famosos coros de ópera de sempre, parte integrante do 4º ato de Carmen (1874), a obra-prima e derradeira ópera de Georges Bizet (1838-1875).
Do compositor português Alfredo Keil (1850-1907), apresentaremos dois coros da sua mais célebre ópera, Serrana, estreada em 1899, e baseada no conto Como ela o amava! de Camilo Castelo Branco.
O programa integra, por último, repertório russo, com as imponentes «Danças polovtsianas», da ópera Príncipe Igor de Alexandr Borodin (1833-1887), estreada postumamente em 1890.
Vincenzo Bellini La straniera «Voga, voga, il vento tace…»
Giuseppe Verdi Nabucco «Gli arredi festivi»
Giuseppe Verdi Ernani «Si ridesti il Leon di Castiglia»
Alfredo Keil Serrana «Coro das fiandeiras»
Alfredo Keil Serrana «Nascida no meio da Serra»
Richard Wagner Der fliegende Holländer: Abertura
Richard Wagner Tannhäuser «Freudig begrüssen wir»
Giuseppe Verdi Macbeth «Patria oppressa»
Giuseppe Verdi Otello «Fuoco di gioia»
Gaetano Donizetti Don Pasquale «Che interminabile andirivieni»
Georges Bizet Carmen «Les voici»
Alexander Borodin Príncipe Igor «Danças polovtsianas»
Direção musical Antonio Pirolli
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestro Titular Antonio Pirolli
Data
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
La bohème, de Giacomo Puccini (1858-1924) continua a ser a ópera da juventude!
Baseada nas Cenas da Vida Boémia de Henri Murger e estreada em 1896 sob a direção de um (muito jovem) Arturo Toscanini, a obra é um enérgico e poético retrato do quotidiano de um grupo de jovens amigos artistas que vivem, amam e morrem (sempre loucamente!) na Paris do século XIX.
Coexistem nesta obra cenas de lírico e depurado intimismo, centradas na história de amor entre o poeta Rodolfo e a costureira Mimì, e cenas de fervilhantes multidões, apresentadas essencialmente no Ato II.
Nesta produção encenada pelo consagrado Emilio Sagi, o elenco maioritariamente português é liderado por Susana Gaspar.
A récita que apresentamos foi gravada em 20 de março de 2022 e realizada de forma solidária pelo povo ucraniano. A receita reverteu integralmente para a UNICEF e para a Cruz Vermelha, instituições que prestam apoio às pessoas deslocadas.
Giacomo Puccini, La bohème
Libreto de Giuseppe Giacosa e Luigi Illica, segundo Scènes de la vie bohème, de Henri Murger
Direção Musical Domenico Longo
Encenação Emilio Sagi
Assistente de encenação Javier Ulacia
Figurinos Pepa Ojanguren
Responsável de figurinos Nadia Balada
Desenho de luz Eduardo Bravo
Mimì Susana Gaspar
Rodolfo Juan Noval Moro
Marcello Christian Luján
Musetta Bárbara Barradas
Colline André Henriques
Schaunard Diogo Oliveira
Benoît / Alcindoro João Merino
Parpignol Miguel Reis
Sargento Costa Campos
Guarda de alfândega João Oliveira
Vendedor de ameixas Nuno Cardoso
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música
Maestro titular Vítor Paiva
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Colaboração com a RTP
Data
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
Território é um programa dedicado a jovens bailarinos e bailarinas com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, provenientes de escolas de dança de todo o país. Ao longo das várias temporadas, o programa já acolheu mais de 90 jovens, provenientes de cerca de 40 escolas de dança. Acolhendo anualmente coreógrafos(as) de relevância internacional, este ano o programa propõe a remontagem de Smokey Sarah (2014) do coreógrafo Marco Goecke, e uma nova criação do coreógrafo Nadav Zelner.
Marco Goecke, coreógrafo presente nas mais importantes companhias de dança, é portador de uma linguagem que desconstrói uma certa ideia de vocabulário estabelecido, determinando na sua prática corpos altamente treinados. Com isto, abre-se um caminho para um léxico surpreendentemente inesperado, exato e desprovido de elementos decorativos. Já com Nadav Zelner, coreógrafo em rápida ascensão, os intérpretes terão a oportunidade de experienciar um processo de procura intenso, cruzando várias áreas da criação artística, e que refletirá uma visão de um gesto coreográfico em profunda mudança, em resposta às rápidas e dramáticas transformações do mundo em que vivemos.
Esta edição contará ainda com um filme realizado por Alexia Fernandes, vencedora do prémio Território | Estúdios Victor Córdon na categoria de Melhor Realizador Português do InShadow — Lisbon ScreenDance Festival 2024.
Coreografia Marco Goecke
Música Keith Jarrett – Carnegie Hall Concert, partes I e III, Sarah Vaughan – Once in a While
Transmissão e remontagem Nicole Kohlmann
Estreia 2014, NDT Summer Intensive 2014
Realização & Produção Alexia Fernandes
Direção de fotografia Victor Neves Ferreira
Direção de som Pedro Balazeiro
Pós-produção Alexia Fernandes
Coreografia Nadav Zelner
Música Buddha's Lounge - The Secret Of Peace, Neha Bhassin - Lut Kut Bajra, Bickram Ghosh - Drums of Victory
Figurinos Nadav Zelner
Execução de guarda-roupa BALLETTO
Desenho de luz João Chicó
Intérpretes Afonso Ferreira, Alice Antunes, Alice Neto, Ana Sol Campos, Angel Gomes, Carolina Corvelo, Francisca Lopes, Francisco Teixeira, Hugo Biltes, Maria Miguel Santos, Natalia López, Tomás Correia
Apoio ao programa e ensaiadores Abel Rojo, Sara Schürmann
Direção técnica João Chicó
Produção OPART / Estúdios Victor Córdon
Mecenas principal do programa Fundação Millennium bcp
Parceiros Inshadow — Lisbon Screendance Festival, Teatro Nacional São João, Teatro Aveirense, Nederlands Dans Theater NDT 2, Companhia Nacional de Bailado
Escolas de dança representadas Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, Dance Spot - Conservatório de Dança, Dna- Dance N´Arts School, EDD-Escola Domus Dança, Ent´Artes - Escola de Dança, Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, Escola de Ballet do Porto, Ginasiano Escola de Dança
Data
Preço
Duração
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria
A ópera Thaïs, de Jules Massenet (1842-1912), é uma luxuriante obra dramática que assenta em polos que se repudiam, atraem e, no fim, se invertem, celebrizada pela Meditação para violino solo, tocada amiúde em recital.
Sonhos, pulsões, religião, moralidade – eis as temáticas que atravessaram o fin de siècle europeu e que o psicanalista austríaco Sigmund Freud analisou nas suas teorias. O romance Thaïs, do escritor francês Anatole France, inclui tudo isto. Publicado em 1891, o livro baseia-se em Santa Thaïs, que terá vivido no Egito copta no século IV.
Com libreto de Louis Gallet a partir do romance Thaïs, a ópera composta em 1894 por Massenet conta-nos dois percursos espirituais opostos: de um lado, está o monge Athanaël, que em sonhos revê Thaïs e assume como missão converter a cortesã pagã ao Cristianismo; do outro, está a pecadora Thaïs, desencantada com o vazio da sua vida hedonista e que, após meditar no assunto, aceita os argumentos de Athanaël e entra no convento à procura do amor divino... para morrer pouco depois nos braços do monge que abandonou os votos, perdido de amores por ela.
O erotismo em torno da religião fez com que a ópera fosse recebida com um misto de escândalo e admiração. Atualmente, Thaïs é consensualmente considerada uma sofisticada joia musical que merece ser redescoberta.
Jules Massenet
Momentos mais importantes da ópera em versão de concerto
Comédie lyrique em três atos e sete quadros
Libreto de Louis Gallet
Baseada no romance de Anatole France (1894)
Direção musical Renato Balsadonna
Thaïs Axelle Fanyo
Athanaël Pierre-Yves Pruvot
Nicias Luís Gomes
Palémon François Lis
Crobyle Filipa Portela
Myrtale/Albine Carolina Figueiredo
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Data
Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.
Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão
Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.
A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste
Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.
O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.
Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).
Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.
Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.
Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR
Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR
Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.
Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.
Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.
Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.
A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.
De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.
Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves
Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.
Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular.
© David Rodrigues
Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot
Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.
Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.
A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.
Foto © DR
Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.
Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.
Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.
A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).
Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.
Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.
Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
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Largo de São Carlos, Lisboa
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O Millennium Festival ao Largo tem entrada gratuita. O número de lugares sentados é limitado.
A participação nos ateliers está sujeita a uma inscrição prévia online.
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Autocarro: 714, 728, 732, 736, 758, 760, 12E, 24E, 28E, 22B, 53E, 202
Elétrico: 15E, 28
Comboio (CO): estação de Cais do Sodré e estação do Rossio (Linha Sintra, Linha Cascais, Linha Verde)
Barco: Barreiro > Terreiro do Paço
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Estacionamento Baixa-Chiado (Largo da Boa Hora)
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