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De 4 a 28 de julho, o Largo de São Carlos torna-se lugar de descoberta, de encontro entre o clássico e o contemporâneo, entre a herança literária de Camões e a arte em palco. O Millennium Festival ao Largo é um evento cultural gratuito que anima as noites de verão da cidade de Lisboa, transformando o Largo de São Carlos num palco ao ar livre para espetáculos de música clássica, ópera e dança.


Na 17ª edição, mantemos o espírito de partilha e de uma cultura acessível e gratuita que nos tem guiado desde a primeira edição.

No ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de uma figura transversal à sociedade e à cultura portuguesas, capaz de atrair a admiração de gerações, propomos um mosaico de obras inspiradas em Luís Vaz de Camões. Figura incontornável da sociedade portuguesa, Camões foi quase tudo quanto um homem podia ser no tempo em que viveu. Um estudioso e um humanista. Com enfoque em obras dos séculos XIX a XXI, destacamos a estreia absoluta de uma nova criação de dança e percorremos o repertório de grandes compositores portugueses, apresentado por formações corais, orquestrais e de música de câmara.

Aos concertos, às óperas e aos espetáculos de dança juntamos nesta edição dois dias de programação e ateliers dedicados aos mais novos. Convidamos-vos a juntarem-se à Orquestra Sinfónica Portuguesa, ao Coro do Teatro Nacional de São Carlos, à Companhia Nacional de Bailado e aos Estúdios Victor Córdon para desfrutarem de mais um festival ao Largo.

 

O Festival é um conceito desenvolvido e produzido pelo OPART e pelas três estruturas artísticas que gere - o Teatro Nacional de São Carlos, a Companhia Nacional de Bailado e os Estúdios Victor Córdon – que fazem do Largo um espaço comum de celebração e participação. O Millennium bcp é o mecenas principal do Festival.

Consulte o dossier de imprensa aqui.

Conselho de Administração do OPART


Conceição Amaral

Presidente

Rui Morais

Vogal
Sofia Meneses

Vogal

Direção Artística do festival

João Paulo Santos coordenador
Antonio Pirolli
Giampaolo Vessella
Teatro Nacional de São Carlos
Fernando Duarte
Companhia Nacional de Bailado
Rui Lopes Graça
Estúdios Victor Córdon

Apresentação do Festival

Inês Thomas Almeida

Programação

4 JUL, 21h30
Largo de São Carlos
Concerto

Concerto de Sopros e Coro Masculino

Concerto de Sopros e Coro Masculino

Numa edição que celebra Camões, o concerto de abertura do Millennium Festival ao Largo convoca tenores, barítonos e doze instrumentos de sopro para interpretação da obra encomendada pela Secretaria de Estado da Cultura a Fernando Lopes-Graça (1906-1994), por ocasião do Quarto Centenário da morte de Luís de Camões. Estreada em 20 de agosto de 1980, no então denominado Festival de Música da Costa do Estoril, a peça reúne passagens do mais celebrizado poema épico do poeta português. Dos dez cantos da epopeia, o compositor extraiu sete passagens nas quais o poeta medita sobre os males do mundo e se insurge contra a corrupção pelo dinheiro, a sede de poder, a cobiça e a vaidade.

Bohuslav Martinů (1890-1959), afirmou-se pela confluência na sua obra de ritmos da música tradicional checa e de singularidades da música francesa. Estreada em 1939, a sua Missa campal reúne textos litúrgicos intercalados com poemas de Jiří Mucha, em que reflete sobre a condição dos combatentes checos que lutaram pelo exército francês durante a Segunda Guerra Mundial.

O concerto inicia-se com a Abertura para orquestra de sopros Op. 24, escrita por Felix Mendelssohn (1809-1847) quando tinha apenas 15 anos. Peça importante do repertório para sopros, apresenta um notável cuidado no equilíbrio e musicalidade.

Felix Mendelssohn Abertura para sopros em Dó Maior, op. 24Ludwig van Beethoven Marcha n.º 2 em Fá Maior, WoO 19; Marcha em Dó Maior «Zapfenstreich», WoO 20  
Fernando Lopes-Graça Sete predicações de «Os Lusíadas» [Números 1 e 4]
Bohuslav Martinu Missa campal
Ernst Toch Spiel para orquestra de sopros, op. 39

 

Tenor Leonel Pinheiro

Barítono Ricardo Panela

Direção musical Fernando Marinho

Coro masculino do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular Giampaolo Vessella

Orquestra Sinfónica Portuguesa

 

Coprodução com o Festival Estoril Lisboa

Pelo V centenário do nascimento de Luís de Camões


Data

4 JUL, 21h30

Preço

Acesso gratuito

Class. etária

+ 6 anos
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL2025
Graça Castanheira
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5 JUL, 21H30
Largo de São Carlos
Concerto

Madrigais Camonianos II

Madrigais Camonianos II

A obra que dá título ao concerto constitui uma evocação das conhecidas obras de Luís de Freitas Branco (1890-1955) sobre poesia de Camões, neste caso para Coro feminino. Este programa surge, aliás, no seguimento de um outro apresentado no final de 2024, para coro misto, no âmbito das celebrações do V centenário do nascimento de Luís de Camões.
O programa abre e fecha com canções do francês Léo Delibes (1836-1891), compositor conhecido pela escrita de outros géneros musicais, como ópera (Lakmé) ou bailado (Coppélia) que, neste concerto, demonstra a beleza da sua escrita para diferentes formações de vozes femininas.

Ainda no domínio dos compositores franceses, o programa completa-se com canções de Cécile Chaminade (1857-1944), umas das primeiras mulheres pianistas a ter obra editada, projeção internacional e a ser reconhecida pelos seus pares, designadamente por Maurice Ravel.

 V Centenário de Camões

Camões / Compositoras

Léo Delibes Messe breve, Les trois oiseaux, Les Norwegiennes, Les nymphes des bois

Luís de Freitas Branco, Pois dano me faz, Falso cavaleiro ingrato, Apartaram-se os meus olhos

Cécile Chaminade Sous l’aile blanche, Les filles d’Arles, Les elfes des bois, Le Noël des marins, Ronde du crépuscule

 

Soprano Carolina Raposo
Meio-soprano Natália Brito
Piano Kodo Yamagishi

Direção musical e maestro titular Giampaolo Vessella

Coro feminino do Teatro Nacional de São Carlos

Data

5 JUL, 21H30

Preço

Acesso gratuíto

Class. etária

+ 6 anos
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
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Graça Castanheira
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Graça Castanheira
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10, 11 e 12 JUL, 22H00
Largo de São carlos
Dança

Companhia Nacional de Bailado

Companhia Nacional de Bailado
Hugo David/ CNB

QUATRO CANTOS NUM SONETO

 

A existência é, antes de tudo, tempo.

O tempo, sem que o possamos alterar, é movimento, é mudança.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… assim se imortaliza o pensamento de Camões e a inevitabilidade de estarmos em permanente mudança.

Uma lúcida constatação, escrita em tempos por uma leve pena, sem que para isso, tenhamos de sentir pesada pena. É o nosso (in)constante avanço.

Quatro cantos, quatro figuras,

Quatro vozes, quatro versos,

Quatro ou mais histórias de amor, almas gentis que cabem num só par.

Sem esquecer o nosso luso mito, só Inês ou Inês só…

Quatro cantos num soneto, porque tempo é também uma forma de poesia.

 

Fernando Duarte

Junho 2025

 

 

Conceito e coreografia Fernando Duarte, em cocriação com Ana Lacerda, Inês Amaral, Isabel Galriça e Paulina Santos

Textos Luís de Camões, obra lírica e excertos de Os Lusíadas

Música John Dowland, Diego Pisador, Luys de Milán, Alonso Mudarra e música ibérica anónima do séc. XVI

Seleção musical Ricardo Leitão Pedro

Figurinos Ana Lacerda

Desenho de luz Fernando Duarte e Pedro Mendes

Ensaiadora Peggy Konik

Mestra de costura Paula Marinho

Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB

Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB

Produção Companhia Nacional de Bailado

Estreia absoluta Sintra, Ciclo de Bailado em Seteais. Palácio de Seteais, 06 de julho de 2025


 


STRAVINSKY VIOLIN CONCERTO

Em 1941, Balanchine coreografou Balustrade para o Ballet Russe, ao som de Concerto para Violino em Ré, de Stravinski. Três décadas depois volta a esta mesma partitura, mas sem conseguir lembrar-se da coreografia original. Este evento conduz à criação de toda uma nova obra, que segue de forma fiel a partitura: uma abertura, Toccata, e um final, Capriccio, encerram duas árias centrais, que formam pas-de-deux contrastantes para dois casais.

George Balanchine é um dos grandes nomes da dança do século XX. A sua visão contribuiu para o desenvolvimento da técnica de dança clássica, sendo pioneiro do estilo neoclássico. Destaca-se pela sua abordagem mais abstrata e menos narrativa da dança e uma ligação inequívoca à música, que se traduz, nas suas próprias palavras, em “ver a música, ouvir a dança”. A sua obra e visão são uma base inspiradora para a criação artística da dança desde a segunda metade do século XX até aos dias de hoje, continuando a influenciar bailarinos, coreógrafos, autores e o público.

 

Coreografia George Balanchine

Música Igor Stravinski

Desenho de luz Mark Stanley

Remontagem coreográfica Maria Calegari e Bart Cook

Ensaiadores Barbora Hruskova, Filipe Macedo e Rui Alexandre

Mestra de costura Paula Marinho

Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB

Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB

Produção OPART | Companhia Nacional de Bailado

Estreia Nova Iorque, EUA, New York City Ballet, Stravinsky Festival, New York State Theatre, 18 de junho de 1972
Estreia na CNB Lisboa, Teatro Camões, 19 de fevereiro de 2025


 

Data

10, 11 e 12 JUL, 22H00
Entrada Livre
+ 6 anos
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_2
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_2
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_3
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_5
Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL2025
Graça Castanheira
NULL (Não apagar!)
12 JUL, 15H
Estúdios Victor Córdon
Ateliers familias

Epopeia …? Rima com baleia!

No ano em que se comemora os 500 anos de Luís Vaz de Camões, e celebrando a reabertura do nosso teatro, a Companhia Nacional de Bailado propõe um atelier de movimento onde mergulhamos no fantástico oceano de palavras daquele que é sem
dúvida alguma, um dos grandes nomes da literatura portuguesa.

Destinado a crianças e jovens dos 8 aos 13 anos, o atelier leva-nos a navegar pelo universo Camoniano através dos heróis e heroínas, deuses, ninfas e sereias, monstros marinhos, rimas com versos e gestos e muito mais.
Uma epopeia sem fim, onde através das personagens a palavra escrita se transforma em movimento(s) dançado(s).

Conceção e Cocriação Sílvia Santos e Filipa Pinhão
Interpretação Filipa Pinhão, Sílvia Santos, Emma Sicilia, Gonçalo Andrade e Mar Escoda


 

Inserido nas comemorações do V centenário do nascimento de Luís de Camões.

Data

12 JUL, 15H

Preço

Entrada gratuita, mediante inscrição

Duração

1h30

Class. etária

dos 8 aos 13 anos

Orientadores

Sílvia Santos, Filipa Pinhão
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_2
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_2
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_3
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_5
Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL2025
Graça Castanheira
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15 e 16 JUL, 21H30
Largo de São Carlos
Ópera

Aida

Aida

Aida, cuja trama evidencia relações conflituosas entre a vida privada e o desejo de poder, é talvez a mais espetacular ópera de Verdi.

Em 1869, ano de inauguração do Canal do Suez, Giuseppe Verdi (1813-1909) foi convidado pelo quediva Ismail Pasha para compor uma ópera a ser estreada na inauguração do Teatro de Ópera do Cairo.

Aida é escrava de Amnéris, filha do faraó, embora todas ignorem que é uma princesa etíope. Ambas se apaixonam por Radamés, comandante do exército egípcio, embora apenas Aida seja retribuída. Instigada pelo pai, Amonasro, Aida convence Radamés a fugir com ela e a revelar um segredo militar, que o rei etíope usa a seu favor. Descoberta a sua traição à pátria, Radamés é sentenciado à morte. No entanto, Amnéris propõe-se interceder pelo condenado, caso este renuncie ao amor por Aida. Radamés recusa e acaba sepultado com a sua amada, consagrando a união de ambos à beira da morte.

O compositor foi mais longe que nunca no exotismo musical, nas harmonias e na orquestração, para dar uma coloração própria à narrativa desenrolada no Antigo Egito. O final sintetiza os diversos elementos usados por Verdi: cenas intimistas de grande profundidade em contraste com imponentes coros e grandiosa orquestra, como é exemplo a célebre Marcha Triunfal no 2.º ato, um dos pontos altos desta obra-prima. 

 

 

Giuseppe Verdi

Momentos mais importantes da ópera em versão de concerto

Ópera em quatro atos

Libreto de Antonio Ghislanzoni (1871)

Direção musical Antonio Pirolli

 

Aida Cristiana Oliveira

Amnéris Cátia Moreso

Radamès Carlos Cardoso

Amonasro Luis Cansino

Ramfis Fabrizio Beggi

O rei Luís Rodrigues

 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular Giampaolo Vessella

Orquestra Sinfónica Portuguesa

 

 

 

Data

15 e 16 JUL, 21H30

Class. etária

+ 6 anos
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_2
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_2
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_3
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_5
Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL2025
Graça Castanheira
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18 JUL, 21H30
Largo de São Carlos
Concerto

Grandes Coros de Ópera

Grandes Coros de Ópera

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, grandes embaixadores do repertório lírico no nosso país, apresentam neste concerto uma inesquecível jornada pelos mais belos e populares coros de ópera.

É o caso do imponente coro inaugural da ópera Nabucco (1842), que serviu de rampa de lançamento de Giuseppe Verdi (1813–1901), o mais importante compositor da ópera italiana. A Abertura da ópera Der fliegende Holländer (1843) e o Coro dos Convidados, do 2º ato da ópera Tannhäuser, são páginas musicais icónicas assinadas por Richard Wagner (1813-1883).

Les voici é um dos mais famosos coros de ópera de sempre, parte integrante do 4º ato de Carmen (1874), a obra-prima e derradeira ópera de Georges Bizet (1838-1875).

Do compositor português Alfredo Keil (1850-1907), apresentaremos dois coros da sua mais célebre ópera, Serrana, estreada em 1899, e baseada no conto Como ela o amava! de Camilo Castelo Branco.

O programa integra, por último, repertório russo, com as imponentes «Danças polovtsianas», da ópera Príncipe Igor de Alexandr Borodin (1833-1887), estreada postumamente em 1890.


Vincenzo Bellini La straniera «Voga, voga, il vento tace…»

Giuseppe Verdi Nabucco «Gli arredi festivi»

Giuseppe Verdi Ernani «Si ridesti il Leon di Castiglia»  

Alfredo Keil Serrana «Coro das fiandeiras» 

Alfredo Keil Serrana «Nascida no meio da Serra»

Richard Wagner Der fliegende Holländer: Abertura 

Richard Wagner Tannhäuser «Freudig begrüssen wir»

Giuseppe Verdi Macbeth «Patria oppressa»

Giuseppe Verdi Otello «Fuoco di gioia»

Gaetano Donizetti Don Pasquale «Che interminabile andirivieni»

Georges Bizet Carmen «Les voici» 

Alexander Borodin Príncipe Igor «Danças polovtsianas»


Direção musical Antonio Pirolli 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular Giampaolo Vessella

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestro Titular Antonio Pirolli

Data

18 JUL, 21H30
Este concerto será gravado e transmitido pela RTP 2
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_2
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_2
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_3
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_5
Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL2025
Graça Castanheira
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19 JUL, 21H30
Largo de São Carlos
Projeção de Ópera

La bohème

La bohème

La bohème, de Giacomo Puccini (1858-1924) continua a ser a ópera da juventude! 

Baseada nas Cenas da Vida Boémia de Henri Murger e estreada em 1896 sob a direção de um (muito jovem) Arturo Toscanini, a obra é um enérgico e poético retrato do quotidiano de um grupo de jovens amigos artistas que vivem, amam e morrem (sempre loucamente!) na Paris do século XIX.  

Coexistem nesta obra cenas de lírico e depurado intimismo, centradas na história de amor entre o poeta Rodolfo e a costureira Mimì, e cenas de fervilhantes multidões, apresentadas essencialmente no Ato II. 

Nesta produção encenada pelo consagrado Emilio Sagi, o elenco maioritariamente português é liderado por Susana Gaspar. 

A récita que apresentamos foi gravada em 20 de março de 2022 e realizada de forma solidária pelo povo ucraniano. A receita reverteu integralmente para a UNICEF e para a Cruz Vermelha, instituições que prestam apoio às pessoas deslocadas. 
 
 

Giacomo Puccini, La bohème 

Libreto de Giuseppe Giacosa e Luigi Illica, segundo Scènes de la vie bohème, de Henri Murger 

  

Direção Musical Domenico Longo 
Encenação Emilio Sagi 
Assistente de encenação Javier Ulacia 
Figurinos Pepa Ojanguren 
Responsável de figurinos Nadia Balada 
Desenho de luz Eduardo Bravo  


Mimì Susana Gaspar 
Rodolfo Juan Noval Moro 
Marcello Christian Luján 
Musetta Bárbara Barradas 
Colline André Henriques 
Schaunard Diogo Oliveira 
Benoît / Alcindoro João Merino 
Parpignol Miguel Reis 
Sargento Costa Campos 
Guarda de alfândega João Oliveira 
Vendedor de ameixas Nuno Cardoso 
 
Coro do Teatro Nacional de São Carlos 
Maestro titular Giampaolo Vessella 
Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música 
Maestro titular Vítor Paiva  

Orquestra Sinfónica Portuguesa 


Colaboração com a RTP

Data

19 JUL, 21H30
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_2
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_5
Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL2025
Graça Castanheira
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22 e 23 JUL, 22h00
Largo de São Carlos
Dança

Estúdios Victor Córdon

Estúdios Victor Córdon/ Território VIII

Território VIII

Território é um programa dedicado a jovens bailarinos e bailarinas com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, provenientes de escolas de dança de todo o país. Ao longo das várias temporadas, o programa já acolheu mais de 90 jovens, provenientes de cerca de 40 escolas de dança. Acolhendo anualmente coreógrafos(as) de relevância internacional, este ano o programa propõe a remontagem de Smokey Sarah (2014) do coreógrafo Marco Goecke, e uma nova criação do coreógrafo Nadav Zelner.

Marco Goecke, coreógrafo presente nas mais importantes companhias de dança, é portador de uma linguagem que desconstrói uma certa ideia de vocabulário estabelecido, determinando na sua prática corpos altamente treinados. Com isto, abre-se um caminho para um léxico surpreendentemente inesperado, exato e desprovido de elementos decorativos. Já com Nadav Zelner, coreógrafo em rápida ascensão, os intérpretes terão a oportunidade de experienciar um processo de procura intenso, cruzando várias áreas da criação artística, e que refletirá uma visão de um gesto coreográfico em profunda mudança, em resposta às rápidas e dramáticas transformações do mundo em que vivemos.


Esta edição contará ainda com um filme realizado por Alexia Fernandes, vencedora do prémio Território | Estúdios Victor Córdon na categoria de Melhor Realizador Português do InShadow — Lisbon ScreenDance Festival 2024.

SMOKEY SARAH

Coreografia Marco Goecke

Música Keith Jarrett – Carnegie Hall Concert, partes I e III, Sarah Vaughan – Once in a While

Transmissão e remontagem Nicole Kohlmann

Estreia 2014, NDT Summer Intensive 2014

RUA VÍTOR CORDON, 20, 1200-484 LISBOA

Realização & Produção Alexia Fernandes
Direção de fotografia Victor Neves Ferreira
Direção de som Pedro Balazeiro
Pós-produção Alexia Fernandes


12 POMBOS

Coreografia Nadav Zelner

Música Buddha's Lounge - The Secret Of Peace, Neha Bhassin - Lut Kut Bajra, Bickram Ghosh - Drums of Victory

Figurinos Nadav Zelner
Execução de guarda-roupa BALLETTO

Desenho de luz João Chicó

Intérpretes Afonso Ferreira, Alice Antunes, Alice Neto, Ana Sol Campos, Angel Gomes, Carolina Corvelo, Francisca Lopes, Francisco Teixeira, Hugo Biltes, Maria Miguel Santos, Natalia López, Tomás Correia

Apoio ao programa e ensaiadores Abel Rojo, Sara Schürmann

Direção técnica João Chicó

Produção OPART / Estúdios Victor Córdon

Mecenas principal do programa Fundação Millennium bcp

Parceiros Inshadow — Lisbon Screendance Festival, Teatro Nacional São João, Teatro Aveirense, Nederlands Dans Theater NDT 2, Companhia Nacional de Bailado

Escolas de dança representadas Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, Dance Spot - Conservatório de Dança, Dna- Dance N´Arts School, EDD-Escola Domus Dança, Ent´Artes - Escola de Dança, Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, Escola de Ballet do Porto, Ginasiano Escola de Dança


Data

22 e 23 JUL, 22h00

Preço

Entrada Livre

Duração

Aprox. 60 min.
+ 6 anos
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
MFaL 2025
@Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
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Graça Castanheira
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Graça Castanheira
MFaL 2025
Graça Castanheira
MFaL2025
Graça Castanheira
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26 e 28 JUL, 21H30
Largo de São Carlos
Ópera

Thaïs

Thaïs

A ópera Thaïs, de Jules Massenet (1842-1912), é uma luxuriante obra dramática que assenta em polos que se repudiam, atraem e, no fim, se invertem, celebrizada pela Meditação para violino solo, tocada amiúde em recital.

Sonhos, pulsões, religião, moralidade – eis as temáticas que atravessaram o fin de siècle europeu e que o psicanalista austríaco Sigmund Freud analisou nas suas teorias. O romance Thaïs, do escritor francês Anatole France, inclui tudo isto. Publicado em 1891, o livro baseia-se em Santa Thaïs, que terá vivido no Egito copta no século IV.

Com libreto de Louis Gallet a partir do romance Thaïs, a ópera composta em 1894 por Massenet conta-nos dois percursos espirituais opostos: de um lado, está o monge Athanaël, que em sonhos revê Thaïs e assume como missão converter a cortesã pagã ao Cristianismo; do outro, está a pecadora Thaïs, desencantada com o vazio da sua vida hedonista e que, após meditar no assunto, aceita os argumentos de Athanaël e entra no convento à procura do amor divino... para morrer pouco depois nos braços do monge que abandonou os votos, perdido de amores por ela.

O erotismo em torno da religião fez com que a ópera fosse recebida com um misto de escândalo e admiração. Atualmente, Thaïs é consensualmente considerada uma sofisticada joia musical que merece ser redescoberta.

 

Jules Massenet

Momentos mais importantes da ópera em versão de concerto

 

Comédie lyrique em três atos e sete quadros

Libreto de Louis Gallet

Baseada no romance de Anatole France (1894)

Direção musical Renato Balsadonna

 

Thaïs Axelle Fanyo

Athanaël Pierre-Yves Pruvot

Nicias Luís Gomes
Palémon François Lis

Crobyle Filipa Portela

Myrtale/Albine Carolina Figueiredo

 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular Giampaolo Vessella

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Data

26 e 28 JUL, 21H30
O espetáculo de dia 26 será gravado e transmitido pela RTP2
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



Cátia Moreso
02 - Cátia Moreso

Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros: Preziosilla em La forza del destino; Dorabella em Così fan tutte; Jocasta em Oedipus rex; Ježibaba em Rusalka; Suzuki em Madama Butterfly; Maddalena em Rigoletto; Eboli em Don Carlo; Madame de Croissy em Dialogues des carmélites; papel titular em Carmen; Santuzza em Cavalleria rusticana; Condessa di Coigny e Madelon em Andrea Chénier; Siebel em Faust e Azucena em Il trovatore. Em concerto, interpretou como solista: Messa da Requiem de Verdi; Requiem de Mozart; Stabat Mater de Pergolesi; Oratória de Natal e Oratória de Páscoa e Paixão segundo São João de J. S. Bach; Petite messe solennelle de Rossini; Elijah de Mendelssohn; Messiah de Händel; L’enfance du Christ de Berlioz; e 9.ª Sinfonia de Beethoven.


João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Companhia Nacional de Bailado
03 - Descrição CNB
© Hugo David/ CNB

Ao longo de quase cinco décadas a Companhia Nacional de Bailado (CNB) tem apresentado as obras referenciais do reportório balético, clássico e contemporâneo, de coreógrafos internacionais como George Balanchine, Kurt Jooss, Anne Teresa De Keersmaeker, William Forsythe, Hans van Manen, Jiří Kylián, Mauro Bigonzetti, Ohad Naharin, Martha Graham, Hofesh Shechter, Alexander Ekman e muitos outros.

Paralelamente, aposta em encomendas geradoras de um reportório com identidade própria, destacando-se os convites a criadores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Fernando Duarte, Filipe Portugal ou Miguel Ramalho, assim como a coreógrafos afirmados no âmbito da dança e do teatro independente, como: Rui Horta, Paulo Ribeiro, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes, Tânia Carvalho, Clara Andermatt, Marco da Silva Ferreira ou Sónia Baptista.

Desde setembro de 2024 que o coreógrafo Fernando Duarte assumiu a direção artística da CNB.

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

Estúdios Victor Córdon
04 - Estúdios Victor Córdon
© Estelle Valente

Os Estúdios Victor Córdon são uma plataforma criativa pertencente ao OPART, cuja missão é o apoio à comunidade artística independente. A sua programação pretende dar voz às necessidades de criadores(as) e intérpretes, nomeadamente no registo e transmissão dos seus discursos, pensamento em torno da criação artística e impacto na realidade social. Promovendo diferentes visões, os Estúdios olham as rotas da língua portuguesa como lugares de encontro, e refletem sobre o papel da criação artística no processo de aproximação de culturas, através do diálogo com as comunidades migrantes residentes em Portugal, em especial com as comunidades afrodescendentes, destacando a importância da sua presença nas instituições culturais e na sociedade em geral. Os EVC dão apoio à criação a artistas, festivais e instituições de ensino, com especial dedicação no suporte dado a jovens intérpretes e criadores(as) em início de carreira.  

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson, Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick).
Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes–Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou–se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989, Turim); Requiem de Verdi (1991, Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997,Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.


Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

Giampaolo Vessella 
Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Oliveira
João Oliveira

Natural de Lisboa, em 2001 estreia-se na ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, no papel de Sparafucile. Desde então, tem colaborado com as principais salas de espetáculo e companhias nacionais, sendo de destacar o Teatro Nacional de São Carlos, com o qual colabora regularmente.

Em janeiro de 2008, participa na estreia mundial da «fantasia musical» Evil machines, no Teatro São Luiz em Lisboa, com música de Luís Tinoco e encenação do ex-«Monty Python», Terry Jones.

Atualmente, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Renato Balsadonna
Renato Balsadonna

Natural de Veneza, Renato Balsadonna prosseguiu os seus estudos musicais nos conservatórios de Pádua e Milão, onde se diplomou em piano e estudou composição com Bruno Coltro. É reconhecido internacionalmente pela sua versatilidade, tanto no repertório operático como no concertístico. Ao longo da sua carreira, já dirigiu em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo como: Royal Opera House em Londres; Teatro La Fenice em Veneza; New National Theatre em Tóquio; Opéra de Nice; Teatro Mariinski em São Petersburgo; e Cincinnati Opera em Cincinatti, entre várias.

Desenvolveu uma longa e estreita colaboração com Sir Antonio Pappano, tendo sido maestro do Coro da Royal Opera House, entre 2004 e 2016. Dirigiu orquestras como a Orquestra Filarmónica Real, a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra Sinfónica de Trondheim, a Orquestra da BBC e a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia.

A sua discografia inclui um álbum, muito aclamado pela crítica, com a Filarmónica de Londres, e uma recente gravação dos concertos para piano de Brahms com a Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia. Participou também em gravações para etiquetas como a EMI, a Deutsche Grammophon, a Warner Classics, a Sony Classical, a Opera Rara e a Chandos.


Foto © DR

Ricardo Panela
Ricardo Panela

Natural de Ílhavo, o barítono Ricardo Panela estudou no Conservatório de Música de Aveiro, posteriormente na Universidade de Aveiro e também na Guildhall School of Music and Drama.

Venceu em 2019 o prémio de Melhor Intérprete no Festival de Ópera Armel em Budapeste, após apresentações como Leporello na ópera Don Giovanni.

Do seu repertório constam, entre outros, os papeis de Masetto (Don Giovanni), Malatesta (Don Pasquale), Lescaut (Manon), Figaro (Il Barbiere di Siviglia), Harlekin (Ariadne auf Naxos), Marcello (La Bohème) e Onofre na estreia moderna da operetta Maria da Fonte.

A sua discografia inclui dois discos com o pianista Nuno Vieira de Almeida: Berlin im Licht - A Kurt Weill Songbook (Artway Records) e Fernando Lopes-Graça - Songs and Folk-Songs Vol. 2 (Naxos Classical).

Os seus papéis no Teatro Nacional de São Carlos incluem: Oficial em Les Dialogues des Carmelites, Fauteuil em L’Enfant et les Sortilèges, Belcore em L’Elisir d’Amore, Madrigalista em Blimunda, Sapateiro/Imperador na Trilogia das Barcas e Onofre em Maria da Fonte.

Recentemente criou o papel de Barba Ruiva na estreia da ópera Leonor e Benjamin de Jorge Salgueiro.

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

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Concerto de Sopros e Coro Masculino
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Informações Úteis

INFORMAÇÕES

Localização
Largo de São Carlos, Lisboa


Contactos
dcm@opart.pt
+351 213 253 000


Bilhetes

O Millennium Festival ao Largo tem entrada gratuita. O número de lugares sentados é limitado.

A participação nos ateliers está sujeita a uma inscrição prévia online.

COMO CHEGAR?

Transportes
Metro de Lisboa: Estação Baixa-Chiado (Linha Azul e Linha Verde)

Autocarro: 714, 728, 732, 736, 758, 760, 12E, 24E, 28E, 22B, 53E, 202
Elétrico: 15E, 28
Comboio (CO): estação de Cais do Sodré e estação do Rossio (Linha Sintra, Linha Cascais, Linha Verde)

Barco: Barreiro > Terreiro do Paço

Estacionamento
Estacionamento Camões (Praça Luís de Camões)

Estacionamento Baixa-Chiado (Largo da Boa Hora)

FICHA TÉCNICA

OPART – ORGANISMO DE PRODUÇÃO ARTÍSTICA, E.P.E.


Conselho de Administração

Conceição Amaral presidente

Rui Morais vogal

Sofia Meneses vogal



Gabinete de apoio ao Conselho de Administração

Ana Fonseca

Anabela Tavares

Catarina Paulino

Fernanda Rodrigues
Inês Souza e Faro
João Monteiro Rodrigues

Tânia Alves


Serviço educativo e de pedagogia

Pedro Teixeira da Silva
Jorge Rodrigues



Direção financeira e administrativa

Marco Prezado direção

Setor financeiro

Fátima Ramos chefe de setor

Rute Gato

Raquel Mergulhão


Setor de aquisições

Edna Narciso chefe de setor

Marta Gamito


Setor de limpeza

Maria Teresa Gonçalves encarregada

Maria de Lurdes Moura

Maria do Céu Cardoso

Maria Isabel Sousa


Setor de expediente e economato

Anabel Segura


Setor de bilheteira

Luísa Lourenço

Rita Martins
Laura Barbeiro


Direção de recursos humanos

Pedro Quaresma direção

Jéssica Santos

Sofia Teopisto

Vânia Guerreiro

Zulmira Mendes


Direção de comunicação e marketing

Sara Gil direção


Direção de manutenção

Vítor José direção

Nuno Cassiano
Artur Raposo

Carlos Pires

Carlos Vaz
João Eusébio

Miguel Cardoso

Nuno Estevão

Susana Santos

Rui Ivo Cruz

Rui Rodrigues


Gabinete de informática

Pedro Penedo
Márcio Canez


TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Comissão artística

João Paulo Santos coordenador

Antonio Pirolli
Giampaolo Vessella


Direção de produção

Alda Giesta direção

Mafalda Gouveia adjunta
Luis Marreiros
Helena Neves

Gabinete de contratação de artistas

Alessandra Toffolutti coordenação

Fátima Machado


Setor de costura

Ana Paula Simaria chefe de setor

Márcia Val Miyamoto
Manuela Garcia
Nuno Amorim


Direção técnica

Joana Camacho direção

Nuno Samora adjunto

Miguel Mendes


Setor de maquinaria

João Paulo Araújo chefe de setor

Carlos Janeiro

Fernando Correia

Fernando Pinto

Felipe Loch

Joaquim Costa

Marcus Severiano

Paulo Silva

Rui Carmo


Setor de iluminação

José Diogo chefe de setor

Carla Pereira

Joaquim Almeida

Pedro Galo
Ricardo Lourenço


Setor de som e vídeo

Miguel Pessanha chefe de setor

Telmo Costa


Setor de contra-regra

Herlander Valente
Geraldo Júnior


Setor de adereços

Eduardo Araújo


Direção de cena

Bernardo Azevedo Gomes direção

Álvaro Santos

Luísa Magrinho

Setor de arquivo

Fernando Carvalho
Raquel Coelho


Setor de guarda-roupa

Anabela Vicente

Patricia Abreu


Direção de estudos musicais

João Paulo Santos direção

Joana David *

Nuno Margarido Lopes


Direção do Coro e Orquestra

Margarida Clode direção

João Carlos Andrade adjunto**
Maria Beatriz Loureiro coordenação Orquestra

João Carlos Andrade coordenação Coro
Carolina Gonçalves

Diana Gonçalves

Isabel Pina
Gonçalo Gonçalves
Gonçalo Onofre

Jerónimo Fonseca

Sandra Correia
Nuno Guimarães


Gabinete de documentação musical

Paula Coelho da Silva coordenação

Tiago Flores


Gabinete de comunicação e marketing

Raquel Maló Almeida coordenação

André Quendera

Carlota Garcia

Margarida Macedo de Sousa


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Maestro titular

Antonio Pirolli


I Violinos
Alexis Hatch Martinez

Alexander James Stewart

Pavel Olegovitch Arefiev

Leonid Bykov

Veliyana Dimova Hristova

Alexander Svetoslavov Mladenov

Anabela Marques Guerreiro

António Pedro Rodrigues Figueiredo

Ewa Elzbieta Michalska

Hasmik Bartikian

Iskrena Dimova Yordanova

Jorge Manuel Varrecoso Gonçalves

Laurentiu Ivan-Coca

Luis Manuel Silva Santos

Nicholas John Cooke

Regina Maria Marques Aires Stewart

Ulla Margareta Sandros


II Violinos

Paula Maria Gomes Carneiro

Rui Miguel Marques Guerreiro

Narine Dellalian

Tomás Pereira da Silva Taveira Soares

Carmelia Maria P. Ferreira Da Silva

Inna Viktorovna Rechetnikova Calori

Kamélia Todorova Dimitrova

Katarzyna Joana Majewska De Figueiredo

Maria Leonidovna Bykova

Slawomir Sadlowski

Witold Marek Dziuba

Flávia Caseiro Marques

Sara Sousa Cimbron

Tomás Costa


Violas

Pedro Armando Saglimbeni Munoz

Irma Skenderi Erculiani

Cecilio Ovidiu Isfan

Cecile Myriam Frederique Pays

Etelka Dudas
Isabel Maria Fernandes Pereira
Maria Inês Evaristo Viana Monteiro

Ventzislav Stantchev Grigorov

Vladimir Nikolov Demirev


Harpa

Carmen Maria Conceição Cardeal


Violoncelos

Alexandre Alvarez

Hilary Evsa Alper

Ajda Zupancic

Carolina Morais De Matos

Diana Ivanova Savova

Emídio Paulo Andrade Coutinho

Gueorgui Alexandrov Dimitrov

Luis Filipe Andrada Canning Clode

João Gomes Matos


Contrabaixos

Duncan Spencer Fox

Anita Ivanova Hinkova Batcheva

João Diogo Neto A. Santos Duarte

José António Rasquinha Mira

Rafael Rodrigues Aguiar


Flautas

Anabela Valverde Malarranha
Inês Pires Pinto
Ana Sofia Barbosa Baganha

Rui Pedro Medeiro de Matos


Oboés

Luis Auñón Pérez

Elizabeth Lucy Kicks

Luís Miguel Simões Marques


Clarinetes

António Joaquim Ribeiro Pereira

Francisco José P. Pereira Ribeiro

Jorge Da Conceição Pereira da Trindade

Maria Cândida Alves Moreira de Oliveira


Fagotes

David Mark Harrisson

Carolino António Silva Neves Carreira

Joana Catarina Moreira Maia

Roberto Erculiani


Trompas

Paulo Jorge Gonçalves Guerreiro

Laurent David Rossi

Luis Agostinho Pinheiro Vieira

António Augusto Ferreira Rodrigues

Carlos Manuel Matos Rosado

Tracy Louise Pitts Nabais


Trompetes

Jorge Lourenço Sousa Almeida

António Miguel Camolas Quítalo

Latchezar Iordonov Goulev

Pedro Manuel Pereira Monteiro


Trombones

Hugo Manuel Antunes Assunção

Jarrett Mark Butler

Joaquim Miguel Alves Costa Dos Santos Rocha

Vitor Silva de Faria


Tuba

Ilidio José Viegas Martinho Massacote


Tímpanos e percurssão

Elizabeth Rose Mcperson Davies

Charles Richard Buckley

Lidio Ferreira Canelhas Correia

Pedro Miguel Araújo e Silva


CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Maestro titular

Giampaolo Vessella

Maestro assistente
Kodo Yamagishi


Sopranos

Ana Carolina Arruda Raposo

Ana Idalina Alves Cosme

Ana Luísa Silva Assunção

Ana Maria Lourenço Serro Ferreira

Ana Sofia Morgado Franco Prazeres

Angélica Arminda Pereira Neto
Carolina Isidoro Ferreira de Pinho

Carmen Sofia Santos Matos

Carolina Isidoro Ferreira de Pinho***

Filipa Sousa Duarte Lopes

Maria Do Anjo Alfaiate Albuquerque

Maria Isabel Paula Biu

Maria Luisa N. Martins Brandão

Patricia Ribeiro Oliveira

Raquel Erina Gomes Pinto Santos Alão Jarego

Sandra Maria Gomes Lourenço Martins Dos Santos

Sónia Paula Silva Alcobaça


Meios-sopranos

Ana Cristina Pais Tomé Carqueijeiro

Ana Cristina Trindade Dinis Ferro

Ana Margarida Lopes Guimarães Serôdio

Ana Rita Coelho Rodrigues Santos

Ana Rita Oliveira Matos Cunha

Angela Cristina A. Roque Branco Puga

Inês Maria Dos Santos De Silos Medeiros

Jacinta dos Santos Soares de Albergaria

Leila Andreia Dias Moreso

Madalena Quintela Emauz De Paiva Boleo

Maria Antonia Castro Ferraz Andrade

Maria Candida Nunes Silva Simplicio

Maria Da Conceição M. B. Sousa

Maria Luisa M. M. Mendonça Tavares

Maria Manuela Linhares Teves

Natalia Maria Rodrigues De Carvalho Brito

Susana Simões Diniz Moody


Tenores

Alberto Manuel Roque Lobo Da Silva

António Alexandre Santos David

Arménio Afonso Rodrigues Granjo

Carlos José Santos Silva

Carlos Torres Missa Pocinho

Diocleciano De Sousa Pereira

Francisco Manuel Silva Gil Lobão

João Cipriano Alves Da Cunha Martins

Joao Gilberto Monteiro Rodrigues

João Miguel Almeida Brandão Moreira Queiroz

João Miguel Silva Mendonça Rodrigues

Luís Manuel Silva Branco Castanheira

Mario Aguiar Marques Silva

Nuno Miguel Caldeira Graça Cardoso

Rui Pedro Ferreira Antunes

Vitor Manuel Conceição Carvalho


Barítonos
João Manuel Barros da Silva
Luís António Delgado bento Mayer Godinho
Pedro Barbosa Costa


Baixos

Alexandre Borissovitch Jerebtsov

Carlos Pedro Ferreira Martins Dos Santos

Ciro Telmo Mourão Godinho Martins

Enrico Caporiondo

Frederico Santiago Coelho Sousa Ramos

João Eduardo Costa Campos

João Luis Martinho Ferreira Rosa

João Miguel Sousa Gonçalves Ribeiro De Oliveira

Leandro César Pereira Silva

Manuel Jorge Rodrigues S. Correia

Nuno Filipe De Carvalho Afonso Fernandes Dias

Simeon Dimitrov Dimitrov

Tiago Navarro Marques


COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO

Direção artística

Fernando Duarte


Direção de produção

Margarida Mendes direção

Carla Almeida

Bruno Silva

Inês Amaral

Marta Sobreira


Setor de costura

Paula Marinho chefe de setor

Ana Sofia Fernandes

Helena Marques

Maria Conceição Santos
Diogo Santos


Direção técnica

Cristina Piedade direção


Setor de maquinaria

Vitor Osorio

Marco Jardim

João Martins

Sérgio Torres


Setor de som e audiovisuais

Daniel Bruno Gonçalves chefe de setor

Paulo Fernandes

Frederico Pereira


Setor de iluminação

Pedro Mendes chefe de setor

Frederico Albuquerque

Paulo Godinho
Daniel Morais


Direção de cena

Henrique Andrade direção

Ricardo Limão


Conservação de guarda-roupa

Carla Cruz chefe de setor

Cristina Fernandes


Gabinete de comunicação e marketing

João Pedro Mascarenhas coordenação

Maria Teixeira


Vídeo e arquivo digital

Marco Arantes


Bailarinos principais

Ana Lacerda

Alexandre Fernandes

Carlos Pinillos

Filipa de Castro

Inês Amaral

Mário Franco

Miguel Ramalho


Bailarinos solistas

Ana Paulina A. P. Santos

Francisco Mendes Dos Santos Sebastião (*)

Francisco Tiago Gomes

Inês De Sousa Vitoriano De Serra E Moura

Inês Ferrer Casanova Dos Santos Ferreira

Irina Rodrigues Oliveira

Isabel Filipa Gonçalves Galriça

João Pedro Leitão Costa

Lourenço Ramalho Gomes Ferreira

Luís Alexandre M. Soares D'Albergaria

Miyu Matsui

Tatiana Grenkova

Tiago Amaral Coelho



Bailarinos corifeus
Africa Sobrino Crespo

Almudena Maldonado Almagro (*)

Andreia Filipa Pereira Mota

Andreia Louraço Silva Pinho

Annabel Jane Barnes

Anyah Pagan Alice Siddall

Catarina Isabel Lourenço Grilo

Frederico Mendes Gameiro Sousa Ferreira

Gonçalo Almeida Dos Santos Andrade

Henriett Ventura

Hugo Xavier Madeira C De Sousa Carmo

Inês De Sousa Vitoriano De Serra E Moura

Inês Ferrer Casanova Dos Santos Ferreira

Katarina Gajic

Maria João Da Silva Pinto

Maria Leonor Santos De Jesus

Maria Rocha P Moura Santos

Nuno Miguel Antunes Fernandes

Patrícia Maria Pinto Main

Raquel Maria Paixão Batista Fernandes Fidalgo

Tiago Amaral Coelho



Corpo de baile A

Aeden Wickham Pittendreigh (*)

Ana Margarida Ruivo Pimenta

Barbara Julieta Brigatti

Beatriz Brito Williamson (*)

Bernardo Castro dos Santos Costa

Carla Cristina Esteves Pereira

Christian Schwarm

Dylan Waddel

Elsa Maria Silva Madeira

Emma Sicilia Sanchez

Emily Jean Stewart

Filipa Isidro Pinhão

Francisco Jesus Soto Maior Da Silva Couto

Francisco Manuel Ferreira Morais

Frederico Coelho Loureiro

Jorge Palacios Barrenechea-Moxó

Joshua Steven Earl

Luca Lorenzo Driesang

Mar Escoda Llorens

Maria Antunes Da Fonseca Albuquerque Barroso

Marina Alexandra Dias Figueiredo

Michelle Teresa Luterbach

Miguel Francisco Nunes Esteves (*)

Nanae Yagisawa

Nikolay Iossifov Guy

Paolo Ciofini

Silvia Alexandra Ferreira Dos Santos Gomes

Susana Duarte Silva Cunha Matos


Corpo de baile B

Diogo Betencourt

João Pedro Freitas

Maria Girardin

Mariana Ferreira

Martim Ribeiro

Ren Yamada

Ruxandra Popa


Mestres de bailado

Barbora Hruska

Freek Damen

Peggy Konik

Tom Colin


Professor

Filipe Macedo


Ensaiador

Rui Alexandre


Coordenação musical

Filipe Tordo


Coordenação artística executiva

Filipa Rola


ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON

Rui Lopes Graça direção
André Picardo
Beatriz Lavouras
Mariana Campo

Mário Oliveira




ACESSIBILIDADE

Estão reservadas zonas de visibilidade para pessoas com mobilidade condicionada. Temos uma equipa disponível para acompanhar e direcionar as pessoas com mobilidade condicionada. Para mais informações contacte-nos através do email dcm@opart.pt

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