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De 3 a 25 de julho, o Millennium Festival ao Largo regressa para transformar as noites de Lisboa na grande festa de celebração da música clássica, da ópera e da dança. Mantendo o seu espírito original de proximidade e de acesso inteiramente gratuito, o festival assume nesta edição uma nova e luminosa morada temporária: a praça do museu no Centro Cultural de Belém (CCB).


A mudança de localização deve-se às obras de reabilitação e modernização que estão a decorrer no edifício histórico do Teatro Nacional de São Carlos.


Enquanto o Largo de São Carlos se prepara para o nosso regresso, o Centro Centro Cultural de Belém recebe-nos com todas as condições de segurança, conforto e a elevada qualidade técnica que o público e os artistas merecem.



Consulte o dossier de imprensa

Conselho de Administração do OPART


Conceição Amaral

Presidente

Sofia Meneses

Vogal



Direção Artística do festival

Pedro Amaral
Teatro Nacional de São Carlos
Fernando Duarte
Companhia Nacional de Bailado
Rui Lopes Graça
Estúdios Victor Córdon



Apresentação do Festival

a anunciar

Programação

3 JUL, 22H00
Centro Cultural de Belém
Concerto coral-sinfónico

Missa de coroação

Um concerto de contrastes e brilhantismo, com a Sinfonia n.º 2 de Beethoven e a Missa da Coroação de Mozart. Duas obras-primas do Período Clássico, testemunhos da criatividade humana, serão interpretadas pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e um conjunto destacado de solistas, sob a direção do aclamado maestro Renato Balsadonna.


Composta em 1802, quando a surdez já se instalava em Beethoven, a Sinfonia n.º 2 em Ré Maior é uma expressão de alegria e, sobretudo, de desafio criativo. A ousadia da introdução, a energia do scherzo e o vigor do final revelam um compositor a galgar fronteiras, fundindo a tradição clássica com a sua pulsão revolucionária. Apesar da angústia pessoal, Beethoven esculpiu uma obra que irradia otimismo e inovação, marcando um momento decisivo da evolução da sinfonia nos alvores do século XIX.


Escrita em 1779, a Missa de Coroação combina solenidade sacra e elegância operática. Do majestoso Kyrie ao terno e lírico Agnus Dei, a obra exemplifica o génio de Mozart para a melodia e o drama. A beleza atemporal da sua rica escrita coral e orquestral continua a ecoar desde a sua estreia absoluta em Salzburgo, até aos dias de hoje.


Renato Balsadonna, com uma carreira internacional em ópera e concerto, traz a este programa rigor técnico e sensibilidade interpretativa. A sua colaboração com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos promete uma experiência musical de excelência, na qual a resiliência de Beethoven e a luminosidade de Mozart convergem para celebrar o melhor da criação musical clássica.

Ludwig van Beethoven Sinfonia n.º2 em ré maior, Op. 36
Wolfgang Amadeus Mozart Missa em dó maior, K. 317
Direção musical Renato Balsadonna


Soprano, Sara Braga Simões

Mezzo Soprano, Leila Moreso

Tenor, João Pedro Cabral

Barítono, Nuno Dias


Coro do Teatro Nacional de São Carlos
(Maestro titular Giampaolo Vessella)
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Data

3 JUL, 22H00

Preço

Entrada gratuita
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
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Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
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MFaL 2025
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Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
4 JUL, 22H00 e 5 JUL, 21H00
Centro Cultural de Belém
Ópera em versão concerto

Così fan tutte

Pode, o amor, sobreviver à aposta de um filósofo? E pode, a música, revelar a verdade por detrás dessa aposta?


Estreada no Burgtheater de Viena a 26 de janeiro de 1790, Così fan tutte é a terceira ópera composta por Mozart em parceria com o libretista Lorenzo da Ponte e completa a trilogia que também inclui Le nozze di Figaro e Don Giovanni. Das três, é sem dúvida a mais desconcertante: uma comédia que se recusa a oferecer um desfecho fácil, com uma partitura de tal beleza que parece manter as personagens – e o espetador – numa suspensão irónica entre o riso e o desconforto.


O enredo é uma experiência laboratorial sobre a natureza humana. Don Alfonso, um filósofo cínico, aposta com dois jovens oficiais – Ferrando e Guglielmo – que as suas noivas – as irmãs Fiordiligi e Dorabella – não lhes permanecerão fiéis. O grande teste é disfarçarem-se de albaneses e tentarem seduzir as prometidas um do outro. Com a ajuda da ardilosa criada Despina, o estratagema desenrola-se com uma precisão cirúrgica e resultados devastadores. «Così fan tutte» – é isso que todas fazem – é o veredicto de Alfonso, declarado com a serenidade de um homem que não esperava outro desfecho. A ambiguidade moral da obra, a sua recusa em condenar ou redimir, escandalizaram os públicos do passado. Conferem-lhe, porém, um interesse inesgotável sob a perspetiva dos dias de hoje. Mozart atinge aqui o auge na sua escrita para conjunto: cada quarteto, sexteto e finale é um retrato de mentes em conflito, vontades meio assumidas, certezas que se dissolvem.


Apresentada em versão semiencenada no Millennium Festival ao Largo 2026, com um elenco de destacados solistas, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção de Miguel Sepúlveda – um dos mais promissores maestros da sua geração – eis a maior ousadia filosófica de Mozart no ano do seu 270.º aniversário.

Wolfgang Amadeus Mozart Così fan tutte, K. 588


Direção musical Miguel Sepúlveda

Movimentos cénicos Jorge Vaz de Carvalho


Fiordiligi Rita Marques

Dorabella Catia Moreso

Guglielmo Christian Luján

Ferrando Marco Alves dos Santos

Despina Eduarda Melo

Don Alfonso Jorge Vaz de Carvalho


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular Giampaolo Vessella

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Data

4 JUL, 22H00 e 5 JUL, 21H00

Preço

Entrada gratuita
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
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Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
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MFaL 2025
© Estelle Valente
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Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
8 JUL, 22H00
Centro Cultural de Belém
Ópera em versão concerto

Gianni Schicchi

Gianni Schicchi
Matilde Fieschi

O que acontece quando a ganância é suplantada pela astúcia?


A resposta pode ser encontrada em Gianni Schicchi, a única ópera cómica de Giacomo Puccini, apresentada pela primeira vez em 1918, no Metropolitan de Nova Iorque. Trata-se do último painel de Il trittico, um tríptico de óperas em um ato concebido para percorrer, no mesmo serão, uma paleta emocional completa, do drama realista à farsa, passando pela tragédia. Das três óperas, só Gianni Schicchi assegurou lugar cativo no repertório, e por boas razões: conta-se entre as mais brilhantes óperas cómicas alguma vez compostas, uma obra cujo humor, lirismo e sátira social coexistem sem desperdiçar um compasso que seja.


O libreto de Giovacchino Forzano inspira-se numa personagem que o próprio Dante condenou ao oitavo círculo do “Inferno”, na sua Divina Comédia: a figura histórica de Gianni Schicchi, o florentino que se fez passar por um nobre recentemente falecido para desviar a sua herança. Puccini e Forzano aproveitaram-se do potencial cómico do episódio, transformando a ganância coletiva da família Donati no instrumento da sua própria ruína: Schicchi — desprezado pelo clã que, no entanto, precisa dele — supera-os a todos com espetacular audácia.


A trama desenlaça-se, toda ela, no mesmo quarto, em tempo real, e com um ritmo alucinante: um morto deitado na cama, uma família em alvoroço, um testamento falsificado diante do notário e a birra mais encantadoramente desarmante da história da ópera: «O mio babbino caro».


A ópera mais travessa de Puccini chega ao coração de Lisboa numa versão semiencenada, com o maestro Renato Balsadonna – cujo currículo inclui passagens por palcos tão relevantes como a Royal Opera House, o La Fenice e o Mariinsky – à frente de um elenco de luxo, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Portuguesa.

G. Puccini Gianni Schicchi
Direção Musical Renato Balsadonna


Gianni Schicchi Luis Rodrigues

Lauretta Rafaela Albuquerque

Zita Catia Moreso

Rinunccio Luís Gomes

Gherardo Marco Alves dos Santos

Nella Rita Marques

Betto João Oliveira

Simone Nuno Dias

Marco Diogo Oliveira

La Ciesca Patricia Quinta 

Mestro Spinelloccio Mário Redondo

Amantio di Nicolao Ricardo Panela

Pinellino João Rosa

Guccio Tiago Navarro


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular Giampaolo Vessella

Orquestra Sinfónica Portuguesa


Data

8 JUL, 22H00

Preço

Entrada gratuita
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
MFaL 2025
© Estelle Valente
NULL (Não apagar!)
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
11 JUL, 11H00
Centro Cultural de Belém
Oficina

Quem sai aos seus... não fecha a barbearia!

Entre tesouras, tecidos, materiais reciclados e elementos da natureza, vamos transformar objetos do dia a dia num pequeno mundo inspirado nas aventuras de Fígaro, Rosina e dos habitantes de Sevilha.

Privilegiando a aprendizagem ativa, a experimentação e a participação das famílias, esta oficina convida crianças e adultos a criar, imaginar e descobrir que a ópera também se pode construir com as mãos de mini-cenógrafos.

Produção Teatro Nacional de São Carlos

Monitores Professores da Escola Raiz

 

Atividade sujeita a inscrição online prévia

Data

11 JUL, 11H00

Preço

Entrada gratuita

Duração

90 Minutos

Class. etária

M/ 4 anos e famílias
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_2
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_3
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
MFaL 2025
© Estelle Valente
NULL (Não apagar!)
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
12 JUL, 21H00
Centro Cultural de Belém
Concerto sinfónico

Schubert/Mendelssohn

Nem sempre a liberdade musical se expressa através de grandes gestos dramáticos. Por vezes, limita-se a sair das sombras e começa a cantar.


A edição deste ano do Millennium Festival ao Largo apresenta um concerto sinfónico baseado numa ideia singular, mas discretamente radical: a de que a leveza não corresponde à ausência de profundidade, mas antes a uma variação da mesma. Separadas por quase três décadas, as duas obras em programa partilham, mesmo assim, de uma sensibilidade que as distingue das mais turbulentas correntes do Romantismo: a claridade das linhas, o primado da melodia e a elegância de uma arquitetura devedora mais a Mozart e a Haydn do que a Beethoven.


Composta por Schubert aos dezanove anos, meses a seguir a uma Quarta Sinfonia mais beethoveniana, a Sinfonia n.º 5 em si bemol maior (1816) marca uma aproximação deliberada aos mestres clássicos. Ao excluir clarinetes, trompetes e tímpanos, a instrumentação confere-lhe uma transparência camerística que é rara no repertório sinfónico. Os seus quatro andamentos desenrolam-se com uma continuidade quase dançante – lírica, cromática, subtilmente lúdica –, captando um momento de otimismo invulgar numa vida marcada por dificuldades.


O Concerto para violino em mi menor (1838-1844) ocupa uma posição semelhante na produção de Mendelssohn, ao ser formalmente enraizado na tradição clássica, ainda que transformado internamente. O solista entra sem qualquer preâmbulo, a cadência é totalmente escrita, em vez de improvisada, e os três andamentos fluem sem pausa – uma integração estrutural que o próprio Mendelssohn defendeu e que ajudou a estabelecer o costume moderno dos concertos com escuta ininterrupta.


Schubert e Mendelssohn: duas gerações do primeiro Romantismo unidas pela convicção de que beleza e rigor nunca foram opostos.

Franz Schubert Sinfonia nº 5, em si bemol maior, D. 485

Felix Mendelssohn Concerto para Violino em mi menor, Op. 64


Violino André Gaio Pereira

Direção musical Jan Wierzba

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Data

12 JUL, 21H00

Preço

Entrada gratuita
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_1
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_2
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_3
Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
MFaL 2025
© Estelle Valente
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Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
17 e 19 JUL, 22H00
Centro Cultural de Belém
Dança

Companhia Nacional de Bailado

A Companhia Nacional de Bailado apresenta na edição de 2026 do Millennium Festival ao Largo um programa que reúne diferentes linguagens da dança, cruzando criação contemporânea e repertório clássico. As obras de Wubkje Kuindersma, Joseph Toonga, Miguel Ramalho e Angelin Preljocaj, recentemente estreadas pela CNB, propõem-nos diferentes formas de abordagem sobre as possíveis formas de relação entre dois corpos, explorando essas diferentes visões através do movimento.


A estas obras junta-se o II ato de O Lago dos Cisnes, um dos momentos mais emblemáticos do bailado clássico, num espetáculo que celebra a diversidade e a excelência artística da CNB.



Entanglement


Entanglement é um dueto que explora a interligação de um casal. Inspirada no entrelaçamento quântico, a obra traça as forças subtis que unem dois corpos.

O fenómeno torna-se uma metáfora da ligação humana e da forma como nos influenciamos, refletimos sobre nós próprios e o outro e permanecemos interligados.



THE UNPARTNERED


The unpartnered é um dueto para duas bailarinas que explora a proximidade, a independência e a escolha no âmbito da parceria.

Com raízes na linguagem do hip-hop e influenciada pela forma clássica, a obra centra-se na forma como dois corpos partilham o espaço sem dependência. As bailarinas movem-se lado a lado — não estão constantemente ligadas, mas profundamente conscientes uma da outra. O contacto é mínimo e intencional, criando momentos que parecem precisos, firmes e intensos.

A coreografia inspira-se no contraste entre fluidez e controlo, utilizando elementos de popping, quietude e interrupção para quebrar as linhas clássicas. O movimento oscila entre suavidade e nitidez, suspensão e libertação, revelando uma tensão dinâmica entre presença e distância.

Na sua essência, The unpartnered explora um tipo diferente de intimidade — construída através da consciência, da contenção e da escolha de se conectar.



 Chapter II


Na penumbra.

No segundo ato de uma guerra. 

A poeira assenta sobre as vidas desmembradas. 

Sem esperança. 

Os destroços de um poema na voz de um soldado. 

Sem pátria. 

Sem mãe. 

Na narrativa de uma saudade que sangra. 

Um vulto. 

No silêncio.


Miguel Ramalho

Maio 2026



Le Parc (excerto)


Criado por Angelin Preljocaj para o Ballet Nacional da Ópera de Paris em 1994, Le Parc é uma obra que funde a elegância do classicismo com a ousadia da linguagem coreográfica contemporânea. Inspirado pela música de Mozart e pelo universo amoroso do século das Luzes, o bailado percorre as etapas do amor — do primeiro olhar ao abandono apaixonado.

Neste programa a CNB dança o emblemático pas de deux final de Le Parc, que se tornou a assinatura da obra, onde dois corpos se entrelaçam num gesto sublime de rendição e desejo. Um beijo suspenso no ar sela esta viagem sensorial pelo amor, num momento de pura graça que continua a emocionar plateias em todo o mundo.



O Lago dos cisnes

(II Ato)

Estreado em 2013, a versão coreográfica de Fernando Duarte de O Lago dos Cisnes, para a CNB, sobre a partitura intemporal de Piotr Ilitch Tchaikovski, parte da estrutura narrativa e simbólica do original para construir uma leitura mais interior, mais onírica, onde os limites entre realidade e fantasia, luz e sombra, amor e ilusão se tornam permeáveis.

Para o programa do Millennium Festival ao Largo apresentamos o ato mais icónico de O Lago dos Cisnes e talvez o ato mais icónico da história da dança, onde se destaca o famoso pas-de deux entre Odette (o cisne branco) e o Príncipe Siegfried e a conhecida dança dos quatro pequenos cisnes. 

Entanglement

Coreografia e Figurinos Wubkje Kuindersma

Música François Couturier

Desenho de luz Wubkje Kuindersma em colaboração com Pedro Mendes

Ensaiador Tom Colin

Mestra de costura Paula Marinho

Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB

Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB

Produção Companhia Nacional de Bailado
V
Estreia absoluta ila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026



THE UNPARTNERED

Coreografia Joseph Toonga

Assistente do coreógrafo Amanda Souza

Música Michael 'Mikey J' Asante 

Figurinos Jess Louzada

Cocriação de Desenho de luz Joseph Toonga, Pedro Mendes

Ensaiadora Barbora Hruskova

Mestra de costura Paula Marinho

Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB

Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB

Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta Vila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026



Chapter II

Coreografia e Figurinos Miguel Ramalho

Música Henrik Gorecki, Symphony of sorrowful songs - II Lento e largo - tranquilíssimo, cantabilissimo, dolcissimo legatissimo 

Cocriação de Desenho de luz Miguel Ramalho, Pedro Mendes

Ensaiador Tom Colin

Mestre de costura Paula Marinho

Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB

Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB

Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta Vila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026



Le Parc (excerto)

Coreografia Angelin Preljocaj

Música Wolfgang Amadeus Mozart

Sonoplastia Goran Vejvoda

Figurinos Hervé Pierre

Desenho de luz Jacques Chatelet

Remontagem Coreográfica Virginie Caussin

Ensaiadora Aurélia Bellet

Mestra de costura Paula Marinho

Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB

Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB

Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta Paris, Palais Garnier, Ballet de L'Ópera de Paris, 30 de dezembro de 1994
Estreia na CNB Vila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026



O Lago dos Cisnes

(II Ato)

Coreografia  Fernando Duarte,  a partir da versão original de Marius Petipa e Lev Ivanov

Música Piotr Ilitch Tchaikovski

Argumento Fernando Duarte, Edgar Pêra, a partir do Libreto original de Vladimir Begitchev e Vasili Geltze

Figurinos José António Tenente

Desenho de luz  Nuno Meira

Ensaiadores Aurelia Bellet, Barbora Hruskova, Peggy Konik, Tom Colin

Assistente musical de ensaios Filipe Tordo

Mestra de costura Paula Marinho

Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB

Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB

Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta (versão original) Moscovo, Rússia, Teatro Bolshoi, Ballet Bolshoi, 20 de fevereiro de 1877 

Estreia absoluta (versão Fernando Duarte) Lisboa, Teatro Camões, 14 de fevereiro de 2013


Data

17 e 19 JUL, 22H00

Preço

Entrada gratuita
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
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Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
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Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
MFaL 2025
© Estelle Valente
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Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
18 JUL, 11H30 e 15H30
Centro Cultural de Belém
Atelier

Dois, a dois, quem vem depois?

Neste atelier, tudo acontece... a dois!

Dançamos aos pares, criamos espelhos de corpo, inventamos caminhos lado a lado.

Com jogos, gestos e imaginação, exploramos como é seguir e guiar, comandar e confiar.

Dois a dois, criamos uma dança onde todos são incluídos. E depois?... Vem descobrir!

Conceção Sílvia Santos

Criação e Orientação Filipa Pinhão, Sílvia Santos

Cenografia e Figurinos Atelier de costura CNB, Equipa Técnica CNB, Sílvia Santos

Desenho de luz Pedro Mendes

Interpretação Maria Girardin, Rita Salazar, Filipa Pinhão, Sílvia Santos

 

sessões

11h 30 - crianças dos 3 aos 6 anos acompanhadas por um adulto

15h30 - crianças e jovens dos 7 aos 12 anos


Atividade sujeita a inscrição online prévia

Data

18 JUL, 11H30 e 15H30

Preço

Entrada Gratuita
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_6
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
MFaL 2025
© Estelle Valente
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Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
22 e 23 JUL, 22H00
Centro Cultural de belém
Dança

Estúdios Victor Córdon/Território IX

TERRITÓRIO é um programa dedicado a jovens intérpretes com idades entre os 14 e os 18 anos, provenientes de escolas de dança de todo o país. Durante um mês de ensaios, os selecionados estarão em contacto direto com a linguagem de dois

coreógrafos distintos, na preparação de uma peça em remontagem e uma nova criação.


Ao longo das várias temporadas, o programa já acolheu mais de 100 jovens de todo o país, provenientes de cerca de 40 escolas de dança, que trabalharam com coreógrafos como Douglas Lee, Filipe Portugal, Alexander Ekman, Maurice Causey,

Marco Goecke, Iratxe Ansa & Igor Bacovich, Wayne McGregor, Shahar Binyamini, Marcos Morau, Dorotea Saykaly, Sol León & Paul Lightfoot, Akram Khan, Jermaine Spivey e Nadav Zelner.


Na sua 9ª edição, o programa recebe o coreógrafo Wayne McGregor com a remontagem de FAR (excerto) e a coreógrafa Liliana Barros com uma nova criação.


Wayne McGregor é um coreógrafo britânico reconhecido pela fusão entre dança contemporânea, ciência e tecnologia. O seu trabalho visiona o corpo como campo de experimentação, explorando movimentos altamente físicos, precisão extrema e

vocabulários coreográficos não convencionais. Colaborando frequentemente com artistas digitais, cientistas cognitivos, compositores e designers, McGregor cria obras que desafiam os limites da perceção e da forma, situando a dança em questões sobre identidade e memória.


Liliana Barros é uma coreógrafa e intérprete portuguesa sedeada em Berlim, cujo trabalho se distingue por uma forte componente visual e por um vocabulário de movimento altamente estilizado. As suas criações exploram universos híbridos entre o orgânico e o artificial, combinando rigor técnico, teatralidade e uma estética marcada por detalhes minuciosos no gesto. Através de ambientes sensoriais intensos, Barros constrói coreografias que investigam estados corporais em metamorfose ou limite.


Esta edição conta ainda com uma curta-metragem exibida entre cada peça, realizada por Filipe Faria, vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon na categoria de Melhor Realizador Nacional do InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025.


A Fundação Millennium bcp é mecenas do Programa Território IX.


FAR (excerto)


O título FAR é um acrónimo para “Flesh in the Age of Reason” (Carne na Era da Razão), baseado no livro homónimo do historiador Roy Porter, que explora a relação entre o corpo e a mente no século XVIII.  

Coreografia Wayne McGregor - Studio Wayne McGregor

Música Ben Frost

Adaptação do desenho de luz Cárin Geada

Transmissão e Remontagem Catarina Carvalho


Estreada em 2010 no Sadler’s Wells em Londres


CURTA-METRAGEM 

Realização e Produção Filipe Faria

(Vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon no InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025)

 


NOVA CRIAÇÃO

Coreografia e Figurinos Liliana Barros

Música a anunciar

Execução de guarda-roupa Balletto

Desenho de luz Cárin Geada



Conceito e Produção OPART / Estúdios Victor Córdon


Coreografias Wayne McGregor - FAR (excerto), Liliana Barros - Nova Criação


Curta-metragem Filipe Faria (Vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon no InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025)


Direção técnica Cárin Geada


Intérpretes Afonso Almeida, Francisca Lopes, Gustavo de Oliveira, Inês Araújo, Irís Rodriges, José Moreira, Maria Miguel Jorge, Maria Miguel Santos, Sara Rodrigues, Sofia Pereira, Sofia Sengo, Tomás Moreira


Escolas representadas An-Dança Conservatório de Dança Vila Nova de Famalicão,  CDVS — Conservatório de Dança do Vale do Sousa, Dance Spot Conservatório de Dança, DNA Dance N’Arts School, Escola de Ballet do Porto, GAD Giselle Academia de Dança, Ginasiano Escola de Dança, Pallco — Performing Arts School and Conservatory 


Apoio aos ensaios Abel Rojo, Sara Schürmann


Parceiros Companhia Nacional de Bailado, Inshadow - Lisbon Screendance Festival, Nederlands Dans Theater NDT 2, Teatro Aveirense, Teatro Nacional São João


Mecenas Fundação Millennium bcp


Teatro Nacional de São João, Porto: 17 e 18 de julho, 2026 | 21h e 19h

Millennium Festival ao Largo, Lisboa: 22 e 23 de julho, 2026 | 22h

Teatro Aveirense, Aveiro: 25 de julho, 2026 | 21h30


Data

22 e 23 JUL, 22H00
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
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Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
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Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
MFaL 2025
© Estelle Valente
NULL (Não apagar!)
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
24 e 25 JUL, 22H00
Centro Cultural de Belém
Ópera em versão concerto

O barbeiro de Sevilha

Dois séculos passados desde a sua tumultuosa estreia em Roma, a mais popular ópera de Rossini continua a ser aquilo que sempre foi: irresistível.


Il barbiere di Siviglia foi levada à cena, pela primeira vez, a 20 de fevereiro de 1816, no Teatro Argentina em Roma, sob uma chuva de apupos engendrada por rivais do compositor e por adeptos da ópera homónima de Paisiello. Foi, afinal, na segunda récita que se fez jus à obra, iniciando-se um percurso de sucesso que se mantém até aos dias de hoje. Rossini compôs a partitura a uma velocidade notável, reutilizando material de obras anteriores, com o pragmatismo e confiança que o caracterizavam. O resultado é uma ópera de energia cómica inesgotável, em que cada personagem, cada ária e cada número de conjunto parecem surgir no momento certo.


Baseado na comédia de Beaumarchais, o enredo tem lugar em Sevilha: determinado a conquistar o coração de Rosina sem fazer uso do seu título nobiliárquico, o Conde de Almaviva recorre aos serviços de Figaro – barbeiro, faz-tudo e «arquiteto» da felicidade alheia – para enganar Don Bartolo, o possessivo tutor da jovem. Entre múltiplos disfarces e enganos, um notário é levado a casar os noivos errados. A ação é impulsionada pela escrita orquestral cuja vitalidade rítmica tem permanecido igualmente contagiante ao longo dos 210 anos desta obra-prima de Rossini.


Apresentada no Millennium Festival ao Largo em versão semiencenada, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e interpretações de um distinto elenco de solistas sob a batuta de Antonio Pirolli – maestro titular da orquestra, cuja carreira na tradição operática italiana abrange palcos desde o Scala de Milão até à Arena de Verona – eis um marco da ópera buffa na sua forma mais generosa e perfeita.

Gioachino Rossini O barbeiro de Sevilha

Direção Musical António Pirolli


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular Giampaolo Vessella

Orquestra Sinfónica Portuguesa


Criação do Texto e Narração Mário João Alves

Fiorello Ciro Telmo

Conte d'Almaviva João Terleira

Figaro Tiago Matos

Rosina Rita Marques

Dr Bartolo Christian Luján

Don Basilio Jorge Vaz Carvalho

Berta  Ana Ferro


Data

24 e 25 JUL, 22H00

Preço

Entrada gratuita
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
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Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_4
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_5
Estelle Valente
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Concerto de Sopros e Coro Masculino_7
Estelle Valente
EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
Estelle Valente
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Estelle Valente
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Estelle Valente
Madrigais Camonianos_4
Estelle Valente
MFaL 2025
© Estelle Valente
NULL (Não apagar!)
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
25 JUL, 11H00
Centro Cultural de Belém
Oficina

De ouvidos no ar!

Há sons que fazem sonhar, sons que fazem rir, sons que nos levam a viajar sem sair do lugar.

Nesta manhã especial, crianças e famílias são convidadas a descobrir os instrumentos da orquestra, ouvir música ao vivo, conversar com os músicos e deixar-se surpreender por tudo aquilo que a música pode contar sem dizer uma única palavra.

Através da escuta, da participação e da aprendizagem ativa, esta será uma experiência de descoberta, partilha e proximidade com o universo da música e dos artistas do Teatro Nacional de São Carlos.

Viola Irma Skenderi

Contrabaixo Duncan Fox

Clarinete Jorge Trindade

Trompete Pedro Monteiro

Percurssão Elisabeth Davis

Produção Teatro Nacional de São Carlos

Apoio Serviço educativo MAC|CCB

Apresentação Susana Henriques

 

Atividade sujeita a inscrição online prévia

Data

25 JUL, 11H00

Preço

Entrada gratuita

Duração

60 minutos

Class. etária

M/ 4 anos e famílias
Fernando Duarte
 Fernando Duarte
© Tomás Monteiro

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.

Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016). 

Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.

Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.

Antonio Pirolli  
01 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

© Bruno Simão

Diogo Costa
01 - Diogo Costa

Diogo Costa é, atualmente, um dos jovens maestros mais ativos do país. Entre os seus projetos recentes e futuros incluem-se os convites para a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como para várias orquestras regionais do país. Em Inglaterra, dirigiu a Hallé Orchestra e a Filarmónica da BBC, em Manchester, a Orquestra Nacional de Gales da BBC, e a West European Studio Orchestra, com a qual tem vindo a gravar em diversos estúdios, entre eles o lendário Abbey Road, em Londres.  

Nutrindo um interesse especial pela ópera, trabalhou como maestro assistente de Lorenzo Viotti na produção da ópera Roméo et Juliette de Gounod, com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e também enquanto maestro assistente de David Azagra na produção da ópera L’elisir d’amore de Donizetti, em Espanha. Em 2021, estreou-se enquanto maestro principal na produção da ópera The Medium de Menotti, no Operafest Lisboa, que recebeu as melhores críticas internacionais.   

Presença constante em diversos concursos internacionais, foi recentemente laureado no Prémio Jovens Músicos em direção de orquestra. Em 2020, foi finalista no Mackerras Fellowship da Ópera Nacional de Inglaterra e semi-finalista na Siemens Hallé International Conducting Competition.   

 



Jermaine Spivey 
01 - Jermaine Spivey 

Jermaine Maurice Spivey é um coreógrafo norte-americano em clara ascensão, que, a par de uma brilhante carreira enquanto intérprete, convoca ativamente a ideia de uma prática colaborativa nos seus processos de criação. De 2002 a 2017, viveu e trabalhou predominantemente na Europa, tendo sido membro do Ballet Gulbenkian e do Cullberg Ballet. Trabalhou como artista convidado para a Hofesh Shechter Company, Robyn Live 2016, The LID, Arias Company e The Forsythe Company de 2013 a 2015, entre outras colaborações. É membro da companhia Kidd Pivot desde 2008. Como coreógrafo, já lhe foram comissionados trabalhos pela companhia Salt Contemporary Dance (EUA), Rambert 2 (RU), LA Dance Project (EUA), The Broad Museum (EUA), Christina Aguilera Live at The Hollywood Bowl com Gustavo Dudamel e a LA Phil, e, mais recentemente, Hubbard Street Dance Chicago (EUA), NDT 2 (Países Baixos) e Ballet Flanders (Bélgica). Em colaboração com o seu companheiro e parceiro artístico Spenser Theberge, Spivey criou as obras Rather This Then e Position 3. Spivey orienta ainda práticas de dança por toda a América do Norte e Europa. 

© Jermaine Spivey

Ketuk Quartet
01 - Ketuk Quartet

Alexandre Andrade, Gonçalo Brandão, Manuel Dias e Pedro Simões, naturais dos distritos de Aveiro, Viseu e Porto, formam o Ketuk Quartet. O projeto surgiu a partir do trabalho realizado no grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho com o objetivo de concorrer ao Prémios Jovens Músicos, objetivo que foi realizado com a obtenção do primeiro prémio no PJM 2023 na categoria de música de câmara - nível médio. Destaca-se ainda a atuação no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Festival Jovens Músicos. Atualmente, o quarteto procura contribuir para a relevância da percussão na música de câmara.

Pedro Amaral
01 - Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral (Lisboa, 1972) é um dos músicos mais ativos da sua geração. Iniciou os seus estudos com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório de Paris (CNSM), onde obteve o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri (1998). Estudou direção de orquestra com Emilio Pomàrico e com Peter Eötvös, de quem foi assistente.

Prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, obtendo um Mestrado em Musicologia Contemporânea (1998) e um Doutoramento (2003) com uma tese sobre Momente, de K. Stockhausen.

Trabalhou no IRCAM, em Paris, como compositeur en recherche, compondo e estreando diversas obras para meios instrumentais e eletrónica em tempo real, tornando-se presença assídua em muitos dos mais importantes festivais internacionais. Em 2006 gravou o seu primeiro disco monográfico, com a London Sinfonietta, sob a sua direção. As suas óperas O Sonho e Beaumarchais foram estreadas em Londres (2010) e Lisboa (Teatro Nacional Dona Maria II, 2017), respetivamente.

Foi compositor residente na Herrenhaus Edenkoben (Alemanha, 2001), na Villa Medici (antigo Prix de Rome, 2004/05) e no Palácio Lenzi (Florença, 2006). Professor da Universidade de Évora desde 2007, é membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Em cada temporada, Pedro Amaral dirige numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com um repertório que se estende do Classicismo vienense à contemporaneidade, empenhando-se em projetos de amplo significado como o que dirigiu em Milão, no Teatro alla Scala, com a Orquestra Sinfónica Nacional da RAI de Turim e o violinista Vadim Repin, em maio de 2022, 11 semanas após a invasão da Ucrânia, com um apelo à Paz em tempos de guerra.

Com uma ampla experiência na programação de concertos, temporadas e festivais, desempenhou as funções de Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08), do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, funções que acumulou com as de Diretor Artístico (2013/20).

Vasco Wellenkamp 
01 - Vasco Wellenkamp 

Iniciou os seus estudos de ballet em 1961 no Grupo Verde Gaio e, em 1968 ingressou no Ballet Gulbenkian. Em 1975 formou-se em Dança Moderna na Escola de Dança Contemporânea de Martha Graham, em Nova Iorque. Durante mais de duas décadas desempenhou funções de coreógrafo residente no Ballet Gulbenkian, onde criou dezenas de obras que marcaram o estilo da companhia. Além disso, foi regularmente convidado a coreografar em diversas companhias estrangeiras, nomeado professor de Dança Moderna na Escola de Dança do Conservatório Nacional e professor coordenador na Escola Superior de Dança. Também atuou como diretor artístico do Festival de Sintra na área da dança e do Teatro Camões, além de ser diretor artístico da CNB. 

Em 1997 fundou, juntamente com Graça Barroso, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), que estreou em abril de 1998, no Brasil. Recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, sendo condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 10 de junho de 1994. 

Atualmente, ocupa o cargo de Presidente da Direção e coreógrafo principal na CPBC. Em 2021 confiou a direção artística a Cláudia Sampaio, uma das bailarinas fundadoras da companhia. 

Em janeiro de 2024 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. 



© Kinema


Bárbara Barradas
02 - Bárbara Barradas

«Uma notável artista, uma cantora inata (...) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voiceque após a Caballé é muito difícil de encontrar» (diretor do Festival Oper im Berg). Estreou-se em Salzburgo (Festival Oper im Berg) com o papel titular em Lucia di Lammermoor, em prestação muito aclamada pela crítica e pelo público.

Interpretou os papéis Musetta no TNSC onde recebeu os melhores elogios da critica pública - «The highlight was Bárbara Barradas as Musetta. A scene-stealing actress, she really brought out the heartfelt generosity of her character and has this wonderfully poised, silvery soprano with an easy top» - by OperaTraveller. Na sua carreira, já interpretou Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu e Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fèe, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht, Ines di Castro, entre outros. Estreou no Teatro da Trindade, o papel de Bruna da ópera Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Na Culturgest, também em estreia absoluta, foi a solista de Tremor de Nuno Côrte-Real, obra que gravou em Berlim. Canta regularmente com as mais prestigiadas orquestras nacionais e internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian, formou-se em Londres com distinção (BMus e MMus) na Guildhall School of Music and Drama. Fez também pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Ganhou vários prémios e bolsas de estudo em inúmeras competições nacionais e internacionais.

É fundadora e mentora do «Empodera-te na Voz» e da marca «EmpoderARTE», é também co-fundadora da ArtAllurement.

Batucadeiras das Olaias
02 - Batucadeiras das Olaias

Dedicado à performance do batuku, as Batucadeiras das Olaias surgem com o objetivo de partilhar, divulgar, reivindicar e exaltar a história, a memória e a cultura cabo-verdiana. A celebração é uma representação central da cultura de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas na diáspora. Não se prendem apenas à música, ritmo e arte, mas sobretudo ao sentido de amizade, familiaridade, vizinhança e sociabilidade.  
A partir das próprias músicas autorais, o grupo partilha as suas memórias, conhecimentos e histórias de vida, gerando uma evasão da vida quotidiana e uma marcação identitária no contexto migratório. Além disso, promovem o fortalecimento dos laços comunitários e a preservação das tradições culturais. As performances das Batucadeiras das Olaias são momentos de união e celebração, onde a música e a dança se tornam uma linguagem comum que transcende fronteiras. Elas representam não apenas um resgate cultural, mas também uma forma de resistência e afirmação da identidade cabo-verdiana no mundo.  



João Sanchez 
02 - João Sanchez

João Sanchez, 26 anos, nascido em Lisboa, maturado em Arruda dos Vinhos. Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Freelancer na área audiovisual. Aos 17 anos estreia o seu primeiro filme, Pecado, na Cinemateca Portuguesa. Aos 18 cria o Colectivo Pagárrenda e estreia Nós os Arroianos, a sua primeira longa-metragem, na mesma sala. Desde então, realiza A maneira certa de encontrar casa, filme mais visto e artigo mais lido do Público em 2018. Realiza, edita e desenvolve vários projetos em colaboração com grandes empresas, músicos e ativações de marca. Em 2021 integra o júri do Festival de Cinema de Avanca e  cria a marca de roupa Bon Vivant. Em 2021 cria e interpreta juntamente com Maria Abrantes a performance Uma Água Por Favor e em 2023 o vídeo-dança Finimondo juntamente com Sofia Kafol.  

Ohad Naharin 
02 - Ohad Naharin 

Ohad Naharin é coreógrafo residente da Batsheva Dance Company, coreógrafo convidado de inúmeras companhias e criador da linguagem de movimento Gaga

Nascido em 1952 em Mizra, Israel, entrou para a Batsheva Dance Company em 1974, apesar de ter pouca formação. Durante o seu primeiro ano, a coreógrafa convidada Martha Graham desafiou-o a juntar-se à sua própria companhia em Nova Iorque, onde Naharin fez a sua estreia coreográfica no estúdio de Kazuko Hirabayshi em 1980. Durante a década seguinte, apresentou trabalhos em Nova Iorque e no estrangeiro, incluindo peças para a Batsheva Dance Company, a Kibbutz Contemporary Dance Company e o Nederlands Dans Theater. Naharin trabalhou em estreita colaboração com a sua primeira mulher, Mari Kajiwara, até esta falecer de cancro em 2001. 

Em 1990 Naharin foi nomeado Diretor Artístico da Batsheva Dance Company e, no mesmo ano, criou a divisão júnior da companhia, Batsheva - the Young Ensemble. Desde então, criou mais de trinta obras para ambas as companhias e peças de cenário para muitas outras. Colaborou também com músicos como The Trator’s Revenge, Avi Balleli e Dan Makov, Ivri Lider e Grischa Lichtenberger. 

Sob o pseudónimo Maxim Waratt, compôs, editou e misturou muitas das suas próprias bandas sonoras. O trabalho de Naharin foi apresentado em vários filmes, incluindo Out of Focus (2007) de Tomer Heymann e Mr. Gaga (2015) dos irmãos Heymann. 

Para além do seu trabalho em palco, Naharin também desenvolveu Gaga, a inovadora pesquisa de movimentos e o treino diário dos bailarinos de Batsheva, que se espalhou internacionalmente entre bailarinos e não bailarinos. 

Cidadão de Israel e dos Estados Unidos, Naharin vive atualmente em Israel com a sua mulher, a bailarina e figurinista Eri Nakamura, e a sua filha, Noga. 



©Ilya Melnikov


Orquestra Gulbenkian
02 - Orquestra Gulbenkian

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.  

Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora. 

Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. 

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. A partir de setembro de 2023, O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti. 

© FCGulbenkian


Akram Khan 
03 - Akram Khan 

Akram Khan é um artista essencial e mundialmente reconhecido no campo da dança na atualidade. Ao longo dos últimos 23 anos, as suas obras têm contribuído significativamente para as artes no Reino Unido e no estrangeiro. Tem colaborado com artistas de outras culturas e disciplinas, tais como o Ballet Nacional da China, Juliette Binoche, Sylvie Guillem, Kylie Minogue, Florence + The Machine, Anish Kapoor, Antony Gormley, Tim Yip, Hanif Kureishi, Steve Reich, Nitin Sawhney, Jocelyn Pook ou Ben Frost. A obra de Khan é considerada profundamente comovente, chegando mesmo a poder ser lida como ritual, dada a influência que a dança clássica Kathak tem nela. Ao transportar elementos desta dança para as suas criações, Khan contribui para uma redefinição da nossa ideia do que é dançar. Ao longo da sua carreira, tem sido galardoado com inúmeras distinções.  

© Camilla Greenwell

Carlos Cardoso
03 - Carlos Cardoso

Nascido em Tarouquela, Carlos Cardoso estudou na escola da Beira Interior com o maestro Ferreira. Foi o vencedor do 1º Prémio no Concurso Luísa Todi, do 3º Prémio no Concurso Magda Olivero, e do 1º Prémio no Concurso do Rotary Club, em Lisboa. Foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro S. Carlos em Lisboa e da “Accademia del Teatro alla Scala” em Milão, no âmbito da qual participou de concertos e produções de ópera. Entre outras estreias, contam-se apresentações na Ópera Nacional Holandesa de Amesterdão, Teatro Verdi di Busseto para o Festival Parma Verdi, Teatro São Carlos em Lisboa, Stadttheater Klagenfurt, Ópera Vilnius e a Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2017 e 2023 foi membro do ensemble do Aalto Theater Essen. Como convidado, atuou também nas Óperas de Magdeburgo, Wiesbaden, Koblenz, Dortmund, Gelsenkirchen, Gärtnerplatz München, Ópera Nacional de Praga e Tirana, em Parma e Trieste, e no Musikverein de Viena. O seu repertório inclui, entre outros, os papéis de Duca/Rigoletto, Alfredo/La Traviata, Rodolfo/Luisa Miller, Renato/Un ballo in Maschera, Gabriele Adorno/Simone Boccanegra, Ismaele/Nabucco, Edgardo/Lucia di Lammermoor, Pollione/Norma, Rodolfo/La Bohème, Pinkerton/Madama Butterfly, Narraboth/Salomé. Em concerto, apresentou-se na Glagolitische Messe de Janacek, na Messa di Gloria de Puccini, na Petite Messe Solennelle e no Stabat Mater de Rossini, e ainda no Requiem de Dvorak. 

 

Àngel Òdena
04 - Àngel Òdena

O vasto repertório do barítono espanhol inclui mais de 50 papéis em alguns dos mais importantes palcos do mundo. 

Como cantor verdiano, destacam-se as suas interpretações de Conte di Luna, Giorgio Germont, Paolo, Jago, Nabucco, Macbeth, Attila, Rigoletto, Amonasro, Falstaff e Ford. O seu repertório verista inclui Sharpless, Scarpia, Marcello, Guglielmo em Le villi, Lescaut, Michele ou Alfio e Tonio, papéis que interpretou em alguns dos mais conceituados palcos e cidades internacionais, como Théâtre des Champs-Elysées, Metropolitan Opera, Berlin Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, Concertgebow Amsterdam, Hamburg, Lausanne, Maggio Musical Fiorentino, Teatro La Maestranza, Palau de les Arts, Ópera de Tenerife, Teatro Bellini (Palermo), Helsínquia, Ópera de Las Palmas de Gran Canaria, Arena di Verona, Deutsche Oper Berlin, Teatro Nacional de São Carlos, Tetaro di San Carlo de Nápoles, Opéra de Nice, Chorégie d’Orange, Toulouse e Palma de Maiorca. 

No âmbito do bel canto, já se apresentou em importantes papéis de barítono como Don Pasquale.  O seu repertório francês abrange o seu notável Escamillo, além de Albert, Mercutio, Athanael e Grand Prête. É também um ilustre interpréte de Zarzuela. 

A sua discografia inclui Pagliacci, Il viaggio a Reims, Katiuska e La vida breve de Falla, para a etiqueta Deutsche Grammophon. 

 

Beatriz Cortesão
04 - Beatriz Cortesão

Primeira harpista a ganhar o prémio nacional Jovem Músico do Ano, a «virtuosa harpista» (Prémio Jovens Músicos) Beatriz Cortesão tem vindo a cativar público a nível global com a sua «energia contagiosa» complementada por uma «técnica impressionante» (Harp Column). Entre os prémios internacionais conquistados, destaca-se o Prémio Mário Falcão no 21.º Concurso Internacional de Harpa, em Israel.

Enquanto solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica de Jerusalém, Orquestra Gulbenkian, Real Filarmonia da Galiza e com a Orquestra Clássica do Centro. Estreou a obra  Hybris para harpa solo e orquestra de Alejandro Civilotti no Noia Harp Fest (2023), e tem vindo a apresentar-se como solista em Israel, Itália, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha e Suiça. É primeira harpa da Accademia Teatro Alla Scala, em Milão, e foi harpista da Orquestra de Jovens da União Europeia (2020). Colabora regularmente com o Ensemble D’Arcos, e é cofundadora do duo AnimArpa, com Carolina Coimbra. Beatriz Cortesão estudou harpa desde jovem com Eleonor Picas, Beatrix Schmidt, Rita Campos e Erica Versace. A academia HarpMasters desempenhou um papel vital no desenvolvimento das suas capacidades pessoais e artísticas, desde 2012. Detém a licenciatura e o mestrado em performance da música, com a mais alta distinção, da Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, na classe de Irina Zingg. 

© Lorenzo Gorini

João Sousa
05 - João Sousa

João Freitas Sousa nasceu em 2007, em Fafe, distrito de Braga. Iniciou em 2013 os seus estudos na Academia de Música José Atalaya, em Fafe, na classe de clarinete de José Ricardo Freitas, tendo concluído até à data o 6.º grau. Participou e foi laureado em dezanove concursos de clarinete (nacionais e internacionais), tendo obtido o 1.º prémio em dezasseis deles, dos quais se destacam o Prémio Jovens Músicos 2023, categoria A – solista, clarinete (nível médio) e o Grande Prémio da Música Lions 2024.  

Integra, ainda, a Banda de Música de Cabeceiras, participando, também:  na Orquestra de Clarinetes Jaime Carriço, da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr.; na orquestra de clarinetes Invicta All Stars; na Orchestra Club, assim como na Orquestra Sinfónica Ensemble como 1.º clarinete. Participou em diversas masterclasses com clarinetistas e pedagogos de referência, tais como António Saiote, Piero Di Vicenti, Nuno Silva, Gabor Varga, Esther Georgie, Nuno Pinto, Cologero Palermo, Arek Adamski, Arno Piters, Josep Fuster, Joan Lluna, Keith Lipson, Florent Héau, Jérôme Voisin, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Patrick Messina, Luís Carvalho, David Medina, Mariano Rey, Iva Barbosa, Manuel Jerónimo, Luís Gomes, Esteban Valverde, Jorge Camacho, Giovanni Punzi, Victor Pereira, entre outros.

 



Vesselina Kasarova
05 - Vesselina Kasarova

Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora (Bulgária) e começou a tocar piano ainda em tenra idade. Após obter o diploma de pianista de concerto, estudou canto com Ressa Koleva na Academia de Música de Sófia. Posteriormente, foi contratada pela Ópera de Zurique, onde rapidamente se impôs como uma das cantoras mais queridas  do público, tendo sido aclamada pela imprensa internacional como uma grande revelação. Nesse mesmo ano, ganhou igualmente o 1º Prémio no concurso de canto alemão “Neue Stimmen” em Gütersloh. Dois anos mais tarde, Vesselina Kasarova estreou-se no Festival de Salzburgo e na Ópera Estatal de Viena. Desde então, tem interpretado um vasto repertório nas principais casas de óperas e de concerto da Europa, dos EUA e do Japão, incluindo a Royal Opera House Covent Garden, o Gran Teatre del Liceu de Barcelona, a Ópera Estatal da Baviera, a Ópera Nacional de Paris, o Teatro alla Scala de Milão, a Lyric Opera de Chicago, a Metropolitan Opera, a Ópera de São Francisco, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Real de Madrid, o Maggio Musicale Fiorentino e o Rossini Opera Festival em Pesaro. Gravou numerosos recitais e óperas completas como artista exclusiva da RCA e para outras companhias e foi galardoada com o prémio “Bayerische Kammersängerin” e “Österreichische Kammersängerin”.


Ana Sofia Ventura
06 - Ana Sofia Ventura

A soprano Ana Sofia Ventura concluiu a sua licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente integrou a International Opera Academy em Gante, na Bélgica. 

Estreou, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Rouxinol de Sérgio Azevedo, com os papéis de Rouxinol e Rouxinol Mecânico. Estreou recentemente a ópera portuguesa Madrugada: razões de um movimento, co-produção MPMP e Orquestra do Algarve. Dos seus papéis operáticos destacam-se os papéis mozarteanos Königin der Nacht, Susanna e Zerlina. Interpretou também Sra. T em Manifesto NaDa, de A. Sousa Dias, Cathleen em Riders to the Sea, de V. Williams, Belinda em Dido and Aeneas, de H. Purcell, Cephisa em Orpheus, de G. P. Telemann, Civene em Le Cinesi, de C. W. Gluck. 

Participou na estreia moderna de La Ninfa del Tago de A. Scarlatti, no papel de Tirsi, com a OML sob a direção de Enrico Onofri, e participou também na 4ª Sinfonia de Mahler, sob a direção de Miguel Romea. 

No contexto de oratória, interpretou The Messiah de G. F. Händel, Messe in h-Moll de J. S. Bach, Lauda per la Navità del Signore de O. Respighi como Anjo, Wie der Hirsch Schreit de F. Mendelssohn. 

 


Antonio Pirolli  
07 - Antonio Pirolli  

Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatoreAnna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. 


© Bruno Simão

Henrique Pimentel
07 - Henrique Pimentel

Henrique Pimentel tem colaborado em 2024 com o Teatro Nacional de São Carlos em vários projectos. Foi responsável pela reposição de Madama Butterfly, encenada por Jacopo Spirei, e depois assistente do mesmo encenador na sua recente produção de Falstaff. Assina agora a encenação de dois concertos no âmbito do Festival ao Largo 2024. Anteriormente, realizou estágios com os encenadores Vincent Huguet em Così Fan Tutte (Staatsoper de Berlim, 2021) e Christophe Gayral em La Bohème (69º Festival Puccini em Torre del Lago, 2023). 

É licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, tendo iniciado a sua actividade profissional e multidisciplinar no atelier de Luísa Bebiano. A partir de 2022 dedicou-se exclusivamente a projetos nas áreas da cenografia, direção de arte para cinema e encenação, colaborando com outros nomes importantes como Luis F. Carvalho, Artur Pinheiro, Augusto Mayer e Nuno Carinhas. 




Orquestra Sinfónica Portuguesa
08 - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeff rey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1356 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. Recentemente, em maio de 2022, foi lançado o CD editado pela Naxos com obras de Fernando Lopes-Graça, sob a direção de Bruno Borralhinho. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Joana Carneiro foi maestrina titular de 2014 a 2021. Atualmente, a direção musical está a cargo de Antonio Pirolli, seu maestro titular. 


© David Rodrigues


Giampaolo Vessella 
09 - Giampaolo Vessella 

É, desde janeiro de 2021, maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Estudou trombone, composição, música coral e direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão. De 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi de Ancara e, de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Simultaneamente à sua carreira como barítono solista, prosseguiu a atividade como maestro de coro, a partir de 1993, quando criou o Schola Cantorum «Cantate Domino» de Carbonate (Itália). Em 1996, fundou o Coro «Euphonia», em Carbonate, do qual foi diretor artístico e orientador vocal. O Coro «Euphonia» foi levado à descoberta do mundo da ópera, tendo interpretado, ao longo dos anos, os mais importantes títulos do repertório melodramático. De janeiro de 2002 a 2016, dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte (Itália). De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico «Corale Arnatese» e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio (Suíça). Em 2015, fundou o Coro Sinfónico Ticino. Durante vários anos, lecionou técnica, pedagogia e didatismo de canto para maestros de coro, em cursos organizados pela Unione Società Corali Italiane, da qual foi membro do Comité Artístico. Como freelancer, é regularmente convidado, por ensembles e coros, a orientar masterclasses e cursos de canto, tanto em Itália como no resto do mundo. 


© Bruno Frango

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
10 - Coro do Teatro Nacional de São Carlos

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, criado em 1943 sob a titularidade de Mario Pellegrini, tem atuado sob a direção de importantes maestros (Pedro de Freitas Branco, Votto, Serafin, Gui, Giulini, Klemperer, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Navarro, Rennert, Burgos, Conlon, Christophers, Plasson e Minkowski, entre outros) e colaborado com marcantes encenadores (Pountney, Carsen, Vick). Entre 1962 e 1975, o Coro colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera (Teatro da Trindade), tendo-se deslocado com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo. O conjunto tem regularmente abordado o repertório de compositores nacionais (Alfredo Keil, Augusto Machado) e tem participado em estreias mundiais de óperas de Fernando Lopes-Graça, António Victorino d’Almeida, António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real. Em 1980, formou-se um primeiro núcleo coral a tempo inteiro e, três anos depois, assumiu-se a profissionalização plena, sob a direção de Antonio Brainovitch. A partir de 1985, a afirmação artística do conjunto foi creditada a Gianni Beltrami e o titular seguinte foi João Paulo Santos. Sob a responsabilidade destes dois maestros, o Coro registou marcantes êxitos internacionais: Grande messe des morts de Berlioz (1989–Turim); Requiem de Verdi (1991–Bruxelas); Concerto Henze/Corghi (1997–Festival de Granada). Giovanni Andreoli assumiu o cargo em 2004. Sob a sua direção, o Coro averbou êxitos num vasto e variado repertório. Em 2005, o Coro foi convidado pela Ópera de Génova para participar em récitas da ópera Billy Budd de Britten, convite que se repetiu em 2015. Giampaolo Vessella é o maestro titular desde janeiro de 2021.   


Alexia Fernandes
Alexia Fernandes

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

Axelle Fanyo
Axelle Fanyo
Benoit August

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.


Foto © Benoit Auguste

Bin Chao
Bin Chao

Bin Chao nasceu no seio de uma família de músicos e começou a tocar violino aos seis anos de idade. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, onde se diplomou com distinção, e concluiu um Mestrado em Música no Mannes College of Music de Nova Iorque, onde estudou com o violinista David Nadien.

O violinista e crítico musical Henry Roth elogiou a musicalidade e a técnica sólida de Bin Chao no seu livro Grandes Violinistas, livro este que faz uma análise sobre os 100 maiores violinistas do século XX, de acordo com a perspetiva do seu autor.

Em 1984 foi 2.º classificado no Concurso Nacional de Violino da China. Como solista, recitalista e músico de câmara, atuou por toda a Europa e na América do Norte. Mudou-se para Lisboa em 1991, tendo participado nos principais festivais de música em Portugal e ainda no Festival de Aspen e no Festival Schumann de Nova Iorque.

Em 2001 foi solista convidado no prestigiado Annual English Handbell Festival, em Nova Iorque. Entre 1999 e 2001, ensinou violino em Nova Iorque, integrado na iniciativa da Fundação Midori de levar a música às escolas públicas. Foi professor na Universidade de Évora e desde 2007 ensina violino, viola e música de câmara no Instituto Piaget. Desde 2010, colabora com o Conservatório de Música da Universidade de Lawrence, em Appleton, Wisconsin, nos Estados Unidos da América. Bin Chao toca num violino Carlo Giuseppe Testore de 1715, tendo também instrumentos dos luthiers Antonio Capela e Judith Bauer, entre outros. Desde 2014, é professor de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.



Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Nuno Lopes

Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em

2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.

Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como

solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme

Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre

outros maestros.

Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro

D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),

Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina

(La traviata).

Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo

convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o

Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em

Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il

frate ‘nnamorato” de Pergolesi.

Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered

Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução

jurídico-legal.

Cristiana Oliveira
Cristiana Oliveira

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.

Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.

Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Fabrizio Beggi
Fabizio Beggi

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.

De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho
Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.

Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela
Filipa Portela

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste

Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.

Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.

Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.


Foto © DR

François Lis
François Lis

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;

Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.

Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.

Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.


Foto © DR

George Balanchine
George Balanchine
© Balanchine Trust

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957),  Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

 

João Cipriano
João Cipriano

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;

Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.

Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

João Paulo Santos
Piano e Direção Musical
João Paulo Santos

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Kodo Yamagishi
Kodo Yamagishi

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.

Leonel Pinheiro
Leonel Pinheiro

Leonel Pinheiro é licenciado pela Universidade de Aveiro e pós-graduado pela Royal Scottish Academy of Music & Drama, Opera School (Mestrado), Guildhall School of Music & Drama. Trabalha regularmente com o Wexford Festival Opera, cantou Kozak Maria/Showman A Village Romeo and Juliet, Achille di Rosalba/Felice Il cappello di paglia di Firenze. Destacam-se dos papéis interpretados: Don Jose/ Carmen (Mid Wales Opera) encenação Sir Jonathan Miller, Macduff /Macbeth (Scottish Opera), Alfredo La traviata (Bermuda Festival, European Chamber Opera, Bangkok Grand Opera) com récitas na Tailândia, Bermudas, Índia, Paquistão, Coreia do Sul e Bahrain. Luigi/Il tabarro, Samson/Samson et Dalila (Grimeborn Opera Festival), Cavaradossi /Tosca (Musique Cordiale Festival, Wimbledon International Music Festival). Turiddu/Cavalleria rusticana (Coliseu Micaelense).  

Em concerto/oratória, destaca-se a estreia no Royal Festival Hall em Requiem de Mozart com a English Chamber Orchestra/Philharmonia Chorus e Das Lied von Der Erde de Mahler com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.   

© Viúva

Luís Cansino
Luís Cansino

De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly;  Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.

Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Luís Gomes
Luís Gomes
Nuno Neves

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.

Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican

Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de

Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,

Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.

Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola

Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes

encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano

Michieletto.

No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.

Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.


Foto © Nuno Neves

Marco Goecke
Marco Goecke
© Rahi Rezvani

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.


Nadav Zelner
Nadav Zelner
© Daniel Kaminsky

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Pierre-Yves Pruvot
Pierre-Yves Pruvot
Olivier Guyot

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,

Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.


Foto © Olivier Guyot

Rita Coelho
Rita Coelho

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.      

Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet. 

Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.

Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.

Galeria

2022 - 01
2022 - 02
2022 - 03
2023 - 01
2023 - 02
2023 - 03
CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_1
Estelle Valente
Concerto de Sopros e Coro Masculino_3
Estelle Valente
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EVC | Território
© José Caldeira
Madrigais Camonianos
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MFaL 2025
© Estelle Valente
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Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente
Território MFaL 2025
© Estelle Valente

O festival em imagens

CNB MFaL 2025
©DR
Concerto de Sopros e Coro Masculino
Estelle Valente
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EVC | Território
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Madrigais Camonianos
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MFaL 2025
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Território MFaL 2025
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Território MFaL 2025
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Território MFaL 2025
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Informações Úteis

INFORMAÇÕES

Localização
Centro Cultural de Belém, Lisboa


Contactos
dcm@opart.pt
+351 213 253 000


Bilhetes

O Millennium Festival ao Largo tem entrada gratuita. O número de lugares sentados é limitado.

A participação nos ateliers está sujeita a uma inscrição prévia online.

COMO CHEGAR?

Transportes
Autocarros: 28 / 714 / 727 /729 / 751

Elétricos: 15

Comboio: Linha Cais de Sodré/Cascais, Estação de Belém

Ligações Fluviais: Belém

Estacionamento
Parque 2 (Av. da Índia) e Parque 1 (Rua Bartolomeu Dias / existem dois lugares reservados para carregamento de veículos elétricos)

No piso 0 do Parque 1 (Rua Bartolomeu Dias) existem dois lugares reservados para carregamento de veículos elétricos.

Lotação 366 lugares | Pisos 0, -1

Garagem Sul (piso 0) tem estacionamento de bicicletas, com capacidade para 12 viaturas.

Preços
0,50 € período de 15 minutos até à 3.ª hora
0,40 € frações seguintes de 15 minutos
20,00 € máximo diário
20,00 € bilhete perdido

Pagamento
Em dinheiro, nas caixas automáticas.

Outros meios de pagamento
Via Verde.
Neste caso não será aplicado qualquer desconto [Regulamento].

Horário
Aberto todos os dias exceto a 25 de dezembro.
Das 8:00 às 00:00

FICHA TÉCNICA

OPART – ORGANISMO DE PRODUÇÃO ARTÍSTICA, E.P.E.


Conselho de Administração

Conceição Amaral presidente

Sofia Meneses vogal



Gabinete de apoio ao Conselho de Administração

Ana Fonseca

Anabela Tavares

Catarina Paulino

Fernanda Rodrigues
Inês Souza e Faro
João Monteiro Rodrigues

Tânia Alves


Serviço educativo e de pedagogia

Pedro Teixeira da Silva
Jorge Rodrigues



Direção financeira e administrativa

Marco Prezado direção

Setor financeiro

Fátima Ramos chefe de setor

Rute Gato

Raquel Mergulhão


Setor de aquisições

Edna Narciso chefe de setor

Marta Gamito


Setor de limpeza

Maria Teresa Gonçalves encarregada

Maria de Lurdes Moura

Maria do Céu Cardoso

Maria Isabel Sousa


Setor de expediente e economato

Anabel Segura


Setor de bilheteira

Luísa Lourenço

Rita Martins
Laura Barbeiro


Direção de recursos humanos

Pedro Quaresma direção

Jéssica Santos

Sofia Teopisto

Vânia Guerreiro

Zulmira Mendes


Direção de comunicação e marketing

Sara Gil direção


Direção de manutenção

Vítor José direção

Nuno Cassiano
Artur Raposo

Carlos Pires

Carlos Vaz
João Eusébio

Miguel Cardoso

Nuno Estevão

Susana Santos

Rui Ivo Cruz

Rui Rodrigues


Gabinete de informática

Pedro Penedo
Márcio Canez


TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Comissão artística

João Paulo Santos coordenador

Antonio Pirolli
Giampaolo Vessella


Direção de produção

Alda Giesta direção

Mafalda Gouveia adjunta
Luis Marreiros
Helena Neves

Gabinete de contratação de artistas

Alessandra Toffolutti coordenação

Fátima Machado


Setor de costura

Ana Paula Simaria chefe de setor

Márcia Val Miyamoto
Manuela Garcia
Nuno Amorim


Direção técnica

Joana Camacho direção

Nuno Samora adjunto

Miguel Mendes


Setor de maquinaria

João Paulo Araújo chefe de setor

Carlos Janeiro

Fernando Correia

Fernando Pinto

Felipe Loch

Joaquim Costa

Marcus Severiano

Paulo Silva

Rui Carmo


Setor de iluminação

José Diogo chefe de setor

Carla Pereira

Joaquim Almeida

Pedro Galo
Ricardo Lourenço


Setor de som e vídeo

Miguel Pessanha chefe de setor

Telmo Costa


Setor de contra-regra

Herlander Valente
Geraldo Júnior


Setor de adereços

Eduardo Araújo


Direção de cena

Bernardo Azevedo Gomes direção

Álvaro Santos

Luísa Magrinho

Setor de arquivo

Fernando Carvalho
Raquel Coelho


Setor de guarda-roupa

Anabela Vicente

Patricia Abreu


Direção de estudos musicais

João Paulo Santos direção

Joana David *

Nuno Margarido Lopes


Direção do Coro e Orquestra

Margarida Clode direção

João Carlos Andrade adjunto**
Maria Beatriz Loureiro coordenação Orquestra

João Carlos Andrade coordenação Coro
Carolina Gonçalves

Diana Gonçalves

Isabel Pina
Gonçalo Gonçalves
Gonçalo Onofre

Jerónimo Fonseca

Sandra Correia
Nuno Guimarães


Gabinete de documentação musical

Paula Coelho da Silva coordenação

Tiago Flores


Gabinete de comunicação e marketing

Raquel Maló Almeida coordenação

André Quendera

Carlota Garcia

Margarida Macedo de Sousa


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Maestro titular

Antonio Pirolli


I Violinos
Alexis Hatch Martinez

Alexander James Stewart

Pavel Olegovitch Arefiev

Leonid Bykov

Veliyana Dimova Hristova

Alexander Svetoslavov Mladenov

Anabela Marques Guerreiro

António Pedro Rodrigues Figueiredo

Ewa Elzbieta Michalska

Hasmik Bartikian

Iskrena Dimova Yordanova

Jorge Manuel Varrecoso Gonçalves

Laurentiu Ivan-Coca

Luis Manuel Silva Santos

Nicholas John Cooke

Regina Maria Marques Aires Stewart

Ulla Margareta Sandros


II Violinos

Paula Maria Gomes Carneiro

Rui Miguel Marques Guerreiro

Narine Dellalian

Tomás Pereira da Silva Taveira Soares

Carmelia Maria P. Ferreira Da Silva

Inna Viktorovna Rechetnikova Calori

Kamélia Todorova Dimitrova

Katarzyna Joana Majewska De Figueiredo

Maria Leonidovna Bykova

Slawomir Sadlowski

Witold Marek Dziuba

Flávia Caseiro Marques

Sara Sousa Cimbron

Tomás Costa


Violas

Pedro Armando Saglimbeni Munoz

Irma Skenderi Erculiani

Cecilio Ovidiu Isfan

Cecile Myriam Frederique Pays

Etelka Dudas
Isabel Maria Fernandes Pereira
Maria Inês Evaristo Viana Monteiro

Ventzislav Stantchev Grigorov

Vladimir Nikolov Demirev


Harpa

Carmen Maria Conceição Cardeal


Violoncelos

Alexandre Alvarez

Hilary Evsa Alper

Ajda Zupancic

Carolina Morais De Matos

Diana Ivanova Savova

Emídio Paulo Andrade Coutinho

Gueorgui Alexandrov Dimitrov

Luis Filipe Andrada Canning Clode

João Gomes Matos


Contrabaixos

Duncan Spencer Fox

Anita Ivanova Hinkova Batcheva

João Diogo Neto A. Santos Duarte

José António Rasquinha Mira

Rafael Rodrigues Aguiar


Flautas

Anabela Valverde Malarranha
Inês Pires Pinto
Ana Sofia Barbosa Baganha

Rui Pedro Medeiro de Matos


Oboés

Luis Auñón Pérez

Elizabeth Lucy Kicks

Luís Miguel Simões Marques


Clarinetes

António Joaquim Ribeiro Pereira

Francisco José P. Pereira Ribeiro

Jorge Da Conceição Pereira da Trindade

Maria Cândida Alves Moreira de Oliveira


Fagotes

David Mark Harrisson

Carolino António Silva Neves Carreira

Joana Catarina Moreira Maia

Roberto Erculiani


Trompas

Paulo Jorge Gonçalves Guerreiro

Laurent David Rossi

Luis Agostinho Pinheiro Vieira

António Augusto Ferreira Rodrigues

Carlos Manuel Matos Rosado

Tracy Louise Pitts Nabais


Trompetes

Jorge Lourenço Sousa Almeida

António Miguel Camolas Quítalo

Latchezar Iordonov Goulev

Pedro Manuel Pereira Monteiro


Trombones

Hugo Manuel Antunes Assunção

Jarrett Mark Butler

Joaquim Miguel Alves Costa Dos Santos Rocha

Vitor Silva de Faria


Tuba

Ilidio José Viegas Martinho Massacote


Tímpanos e percurssão

Elizabeth Rose Mcperson Davies

Charles Richard Buckley

Lidio Ferreira Canelhas Correia

Pedro Miguel Araújo e Silva


CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Maestro titular

Giampaolo Vessella

Maestro assistente
Kodo Yamagishi


Sopranos

Ana Carolina Arruda Raposo

Ana Idalina Alves Cosme

Ana Luísa Silva Assunção

Ana Maria Lourenço Serro Ferreira

Ana Sofia Morgado Franco Prazeres

Angélica Arminda Pereira Neto
Carolina Isidoro Ferreira de Pinho

Carmen Sofia Santos Matos

Carolina Isidoro Ferreira de Pinho***

Filipa Sousa Duarte Lopes

Maria Do Anjo Alfaiate Albuquerque

Maria Isabel Paula Biu

Maria Luisa N. Martins Brandão

Patricia Ribeiro Oliveira

Raquel Erina Gomes Pinto Santos Alão Jarego

Sandra Maria Gomes Lourenço Martins Dos Santos

Sónia Paula Silva Alcobaça


Meios-sopranos

Ana Cristina Pais Tomé Carqueijeiro

Ana Cristina Trindade Dinis Ferro

Ana Margarida Lopes Guimarães Serôdio

Ana Rita Coelho Rodrigues Santos

Ana Rita Oliveira Matos Cunha

Angela Cristina A. Roque Branco Puga

Inês Maria Dos Santos De Silos Medeiros

Jacinta dos Santos Soares de Albergaria

Leila Andreia Dias Moreso

Madalena Quintela Emauz De Paiva Boleo

Maria Antonia Castro Ferraz Andrade

Maria Candida Nunes Silva Simplicio

Maria Da Conceição M. B. Sousa

Maria Luisa M. M. Mendonça Tavares

Maria Manuela Linhares Teves

Natalia Maria Rodrigues De Carvalho Brito

Susana Simões Diniz Moody


Tenores

Alberto Manuel Roque Lobo Da Silva

António Alexandre Santos David

Arménio Afonso Rodrigues Granjo

Carlos José Santos Silva

Carlos Torres Missa Pocinho

Diocleciano De Sousa Pereira

Francisco Manuel Silva Gil Lobão

João Cipriano Alves Da Cunha Martins

Joao Gilberto Monteiro Rodrigues

João Miguel Almeida Brandão Moreira Queiroz

João Miguel Silva Mendonça Rodrigues

Luís Manuel Silva Branco Castanheira

Mario Aguiar Marques Silva

Nuno Miguel Caldeira Graça Cardoso

Rui Pedro Ferreira Antunes

Vitor Manuel Conceição Carvalho


Barítonos
João Manuel Barros da Silva
Luís António Delgado bento Mayer Godinho
Pedro Barbosa Costa


Baixos

Alexandre Borissovitch Jerebtsov

Carlos Pedro Ferreira Martins Dos Santos

Ciro Telmo Mourão Godinho Martins

Enrico Caporiondo

Frederico Santiago Coelho Sousa Ramos

João Eduardo Costa Campos

João Luis Martinho Ferreira Rosa

João Miguel Sousa Gonçalves Ribeiro De Oliveira

Leandro César Pereira Silva

Manuel Jorge Rodrigues S. Correia

Nuno Filipe De Carvalho Afonso Fernandes Dias

Simeon Dimitrov Dimitrov

Tiago Navarro Marques


COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO

Direção artística

Fernando Duarte


Direção de produção

Margarida Mendes direção

Carla Almeida

Bruno Silva

Inês Amaral

Marta Sobreira


Setor de costura

Paula Marinho chefe de setor

Ana Sofia Fernandes

Helena Marques

Maria Conceição Santos
Diogo Santos


Direção técnica

Cristina Piedade direção


Setor de maquinaria

Vitor Osorio

Marco Jardim

João Martins

Sérgio Torres


Setor de som e audiovisuais

Daniel Bruno Gonçalves chefe de setor

Paulo Fernandes

Frederico Pereira


Setor de iluminação

Pedro Mendes chefe de setor

Frederico Albuquerque

Paulo Godinho
Daniel Morais


Direção de cena

Henrique Andrade direção

Ricardo Limão


Conservação de guarda-roupa

Carla Cruz chefe de setor

Cristina Fernandes


Gabinete de comunicação e marketing

João Pedro Mascarenhas coordenação

Maria Teixeira


Vídeo e arquivo digital

Marco Arantes


Bailarinos principais

Ana Lacerda

Alexandre Fernandes

Carlos Pinillos

Filipa de Castro

Inês Amaral

Mário Franco

Miguel Ramalho


Bailarinos solistas

Ana Paulina A. P. Santos

Francisco Mendes Dos Santos Sebastião (*)

Francisco Tiago Gomes

Inês De Sousa Vitoriano De Serra E Moura

Inês Ferrer Casanova Dos Santos Ferreira

Irina Rodrigues Oliveira

Isabel Filipa Gonçalves Galriça

João Pedro Leitão Costa

Lourenço Ramalho Gomes Ferreira

Luís Alexandre M. Soares D'Albergaria

Miyu Matsui

Tatiana Grenkova

Tiago Amaral Coelho



Bailarinos corifeus
Africa Sobrino Crespo

Almudena Maldonado Almagro (*)

Andreia Filipa Pereira Mota

Andreia Louraço Silva Pinho

Annabel Jane Barnes

Anyah Pagan Alice Siddall

Catarina Isabel Lourenço Grilo

Frederico Mendes Gameiro Sousa Ferreira

Gonçalo Almeida Dos Santos Andrade

Henriett Ventura

Hugo Xavier Madeira C De Sousa Carmo

Inês De Sousa Vitoriano De Serra E Moura

Inês Ferrer Casanova Dos Santos Ferreira

Katarina Gajic

Maria João Da Silva Pinto

Maria Leonor Santos De Jesus

Maria Rocha P Moura Santos

Nuno Miguel Antunes Fernandes

Patrícia Maria Pinto Main

Raquel Maria Paixão Batista Fernandes Fidalgo

Tiago Amaral Coelho



Corpo de baile A

Aeden Wickham Pittendreigh (*)

Ana Margarida Ruivo Pimenta

Barbara Julieta Brigatti

Beatriz Brito Williamson (*)

Bernardo Castro dos Santos Costa

Carla Cristina Esteves Pereira

Christian Schwarm

Dylan Waddel

Elsa Maria Silva Madeira

Emma Sicilia Sanchez

Emily Jean Stewart

Filipa Isidro Pinhão

Francisco Jesus Soto Maior Da Silva Couto

Francisco Manuel Ferreira Morais

Frederico Coelho Loureiro

Jorge Palacios Barrenechea-Moxó

Joshua Steven Earl

Luca Lorenzo Driesang

Mar Escoda Llorens

Maria Antunes Da Fonseca Albuquerque Barroso

Marina Alexandra Dias Figueiredo

Michelle Teresa Luterbach

Miguel Francisco Nunes Esteves (*)

Nanae Yagisawa

Nikolay Iossifov Guy

Paolo Ciofini

Silvia Alexandra Ferreira Dos Santos Gomes

Susana Duarte Silva Cunha Matos


Corpo de baile B

Diogo Betencourt

João Pedro Freitas

Maria Girardin

Mariana Ferreira

Martim Ribeiro

Ren Yamada

Ruxandra Popa


Mestres de bailado

Barbora Hruska

Freek Damen

Peggy Konik

Tom Colin


Professor

Filipe Macedo


Ensaiador

Rui Alexandre


Coordenação musical

Filipe Tordo


Coordenação artística executiva

Filipa Rola


ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON

Rui Lopes Graça direção
André Picardo
Beatriz Lavouras
Mariana Campo

Mário Oliveira




ACESSIBILIDADE

Estão reservadas zonas de visibilidade para pessoas com mobilidade condicionada. Temos uma equipa disponível para acompanhar e direcionar as pessoas com mobilidade condicionada. Para mais informações contacte-nos através do email dcm@opart.pt

APOIOS

Conceito e produção

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Patrocinador principal do festival

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Parceiros

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Patrocinador

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Parceiro institucional do festival

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Media Partner

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Apoios

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Mecenas principal do programa Território

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Parceiros Programa Território

Companhia Nacional de Bailado, Inshadow - Lisbon Screendance Festival, Nederlands Dans Theater NDT 2, Teatro Aveirense, Teatro Nacional São João

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