De 3 a 25 de julho, o Millennium Festival ao Largo regressa para transformar as noites de Lisboa na grande festa de celebração da música clássica, da ópera e da dança. Mantendo o seu espírito original de proximidade e de acesso inteiramente gratuito, o festival assume nesta edição uma nova e luminosa morada temporária: a praça do museu no Centro Cultural de Belém (CCB).
A mudança de localização deve-se às obras de reabilitação e modernização que estão a decorrer no edifício histórico do Teatro Nacional de São Carlos.
Enquanto o Largo de São Carlos se prepara para o nosso regresso, o Centro Centro Cultural de Belém recebe-nos com todas as condições de segurança, conforto e a elevada qualidade técnica que o público e os artistas merecem.
Consulte o dossier de imprensa
Conselho de Administração do OPART
Conceição Amaral
Presidente
Sofia Meneses
Vogal
Direção Artística do festival
Pedro Amaral
Teatro Nacional de São Carlos
Fernando Duarte
Companhia Nacional de Bailado
Rui Lopes Graça
Estúdios Victor Córdon
Apresentação do Festival
a anunciar
Programação
Um concerto de contrastes e brilhantismo, com a Sinfonia n.º 2 de Beethoven e a Missa da Coroação de Mozart. Duas obras-primas do Período Clássico, testemunhos da criatividade humana, serão interpretadas pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e um conjunto destacado de solistas, sob a direção do aclamado maestro Renato Balsadonna.
Composta em 1802, quando a surdez já se instalava em Beethoven, a Sinfonia n.º 2 em Ré Maior é uma expressão de alegria e, sobretudo, de desafio criativo. A ousadia da introdução, a energia do scherzo e o vigor do final revelam um compositor a galgar fronteiras, fundindo a tradição clássica com a sua pulsão revolucionária. Apesar da angústia pessoal, Beethoven esculpiu uma obra que irradia otimismo e inovação, marcando um momento decisivo da evolução da sinfonia nos alvores do século XIX.
Escrita em 1779, a Missa de Coroação combina solenidade sacra e elegância operática. Do majestoso Kyrie ao terno e lírico Agnus Dei, a obra exemplifica o génio de Mozart para a melodia e o drama. A beleza atemporal da sua rica escrita coral e orquestral continua a ecoar desde a sua estreia absoluta em Salzburgo, até aos dias de hoje.
Renato Balsadonna, com uma carreira internacional em ópera e concerto, traz a este programa rigor técnico e sensibilidade interpretativa. A sua colaboração com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos promete uma experiência musical de excelência, na qual a resiliência de Beethoven e a luminosidade de Mozart convergem para celebrar o melhor da criação musical clássica.
Ludwig van Beethoven Sinfonia n.º2 em ré maior, Op. 36
Wolfgang Amadeus Mozart Missa em dó maior, K. 317
Direção musical Renato Balsadonna
Soprano, Sara Braga Simões
Mezzo Soprano, Leila Moreso
Tenor, João Pedro Cabral
Barítono, Nuno Dias
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
(Maestro titular Giampaolo Vessella)
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Data
Preço

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























Pode, o amor, sobreviver à aposta de um filósofo? E pode, a música, revelar a verdade por detrás dessa aposta?
Estreada no Burgtheater de Viena a 26 de janeiro de 1790, Così fan tutte é a terceira ópera composta por Mozart em parceria com o libretista Lorenzo da Ponte e completa a trilogia que também inclui Le nozze di Figaro e Don Giovanni. Das três, é sem dúvida a mais desconcertante: uma comédia que se recusa a oferecer um desfecho fácil, com uma partitura de tal beleza que parece manter as personagens – e o espetador – numa suspensão irónica entre o riso e o desconforto.
O enredo é uma experiência laboratorial sobre a natureza humana. Don Alfonso, um filósofo cínico, aposta com dois jovens oficiais – Ferrando e Guglielmo – que as suas noivas – as irmãs Fiordiligi e Dorabella – não lhes permanecerão fiéis. O grande teste é disfarçarem-se de albaneses e tentarem seduzir as prometidas um do outro. Com a ajuda da ardilosa criada Despina, o estratagema desenrola-se com uma precisão cirúrgica e resultados devastadores. «Così fan tutte» – é isso que todas fazem – é o veredicto de Alfonso, declarado com a serenidade de um homem que não esperava outro desfecho. A ambiguidade moral da obra, a sua recusa em condenar ou redimir, escandalizaram os públicos do passado. Conferem-lhe, porém, um interesse inesgotável sob a perspetiva dos dias de hoje. Mozart atinge aqui o auge na sua escrita para conjunto: cada quarteto, sexteto e finale é um retrato de mentes em conflito, vontades meio assumidas, certezas que se dissolvem.
Apresentada em versão semiencenada no Millennium Festival ao Largo 2026, com um elenco de destacados solistas, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção de Miguel Sepúlveda – um dos mais promissores maestros da sua geração – eis a maior ousadia filosófica de Mozart no ano do seu 270.º aniversário.
Wolfgang Amadeus Mozart Così fan tutte, K. 588
Direção musical Miguel Sepúlveda
Movimentos cénicos Jorge Vaz de Carvalho
Fiordiligi Rita Marques
Dorabella Catia Moreso
Guglielmo Christian Luján
Ferrando Marco Alves dos Santos
Despina Eduarda Melo
Don Alfonso Jorge Vaz de Carvalho
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Data
Preço

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria


























O que acontece quando a ganância é suplantada pela astúcia?
A resposta pode ser encontrada em Gianni Schicchi, a única ópera cómica de Giacomo Puccini, apresentada pela primeira vez em 1918, no Metropolitan de Nova Iorque. Trata-se do último painel de Il trittico, um tríptico de óperas em um ato concebido para percorrer, no mesmo serão, uma paleta emocional completa, do drama realista à farsa, passando pela tragédia. Das três óperas, só Gianni Schicchi assegurou lugar cativo no repertório, e por boas razões: conta-se entre as mais brilhantes óperas cómicas alguma vez compostas, uma obra cujo humor, lirismo e sátira social coexistem sem desperdiçar um compasso que seja.
O libreto de Giovacchino Forzano inspira-se numa personagem que o próprio Dante condenou ao oitavo círculo do “Inferno”, na sua Divina Comédia: a figura histórica de Gianni Schicchi, o florentino que se fez passar por um nobre recentemente falecido para desviar a sua herança. Puccini e Forzano aproveitaram-se do potencial cómico do episódio, transformando a ganância coletiva da família Donati no instrumento da sua própria ruína: Schicchi — desprezado pelo clã que, no entanto, precisa dele — supera-os a todos com espetacular audácia.
A trama desenlaça-se, toda ela, no mesmo quarto, em tempo real, e com um ritmo alucinante: um morto deitado na cama, uma família em alvoroço, um testamento falsificado diante do notário e a birra mais encantadoramente desarmante da história da ópera: «O mio babbino caro».
A ópera mais travessa de Puccini chega ao coração de Lisboa numa versão semiencenada, com o maestro Renato Balsadonna – cujo currículo inclui passagens por palcos tão relevantes como a Royal Opera House, o La Fenice e o Mariinsky – à frente de um elenco de luxo, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Portuguesa.
G. Puccini Gianni Schicchi
Direção Musical Renato Balsadonna
Gianni Schicchi Luis Rodrigues
Lauretta Rafaela Albuquerque
Zita Catia Moreso
Rinunccio Luís Gomes
Gherardo Marco Alves dos Santos
Nella Rita Marques
Betto João Oliveira
Simone Nuno Dias
Marco Diogo Oliveira
La Ciesca Patricia Quinta
Mestro Spinelloccio Mário Redondo
Amantio di Nicolao Ricardo Panela
Pinellino João Rosa
Guccio Tiago Navarro
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Data
Preço

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























Entre tesouras, tecidos, materiais reciclados e elementos da natureza, vamos transformar objetos do dia a dia num pequeno mundo inspirado nas aventuras de Fígaro, Rosina e dos habitantes de Sevilha.
Privilegiando a aprendizagem ativa, a experimentação e a participação das famílias, esta oficina convida crianças e adultos a criar, imaginar e descobrir que a ópera também se pode construir com as mãos de mini-cenógrafos.
Produção Teatro Nacional de São Carlos
Monitores Professores da Escola Raiz
Atividade sujeita a inscrição online prévia
Data
Preço
Duração
Class. etária

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























Nem sempre a liberdade musical se expressa através de grandes gestos dramáticos. Por vezes, limita-se a sair das sombras e começa a cantar.
A edição deste ano do Millennium Festival ao Largo apresenta um concerto sinfónico baseado numa ideia singular, mas discretamente radical: a de que a leveza não corresponde à ausência de profundidade, mas antes a uma variação da mesma. Separadas por quase três décadas, as duas obras em programa partilham, mesmo assim, de uma sensibilidade que as distingue das mais turbulentas correntes do Romantismo: a claridade das linhas, o primado da melodia e a elegância de uma arquitetura devedora mais a Mozart e a Haydn do que a Beethoven.
Composta por Schubert aos dezanove anos, meses a seguir a uma Quarta Sinfonia mais beethoveniana, a Sinfonia n.º 5 em si bemol maior (1816) marca uma aproximação deliberada aos mestres clássicos. Ao excluir clarinetes, trompetes e tímpanos, a instrumentação confere-lhe uma transparência camerística que é rara no repertório sinfónico. Os seus quatro andamentos desenrolam-se com uma continuidade quase dançante – lírica, cromática, subtilmente lúdica –, captando um momento de otimismo invulgar numa vida marcada por dificuldades.
O Concerto para violino em mi menor (1838-1844) ocupa uma posição semelhante na produção de Mendelssohn, ao ser formalmente enraizado na tradição clássica, ainda que transformado internamente. O solista entra sem qualquer preâmbulo, a cadência é totalmente escrita, em vez de improvisada, e os três andamentos fluem sem pausa – uma integração estrutural que o próprio Mendelssohn defendeu e que ajudou a estabelecer o costume moderno dos concertos com escuta ininterrupta.
Schubert e Mendelssohn: duas gerações do primeiro Romantismo unidas pela convicção de que beleza e rigor nunca foram opostos.
Franz Schubert Sinfonia nº 5, em si bemol maior, D. 485
Felix Mendelssohn Concerto para Violino em mi menor, Op. 64
Violino André Gaio Pereira
Direção musical Jan Wierzba
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Data
Preço

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























A Companhia Nacional de Bailado apresenta na edição de 2026 do Millennium Festival ao Largo um programa que reúne diferentes linguagens da dança, cruzando criação contemporânea e repertório clássico. As obras de Wubkje Kuindersma, Joseph Toonga, Miguel Ramalho e Angelin Preljocaj, recentemente estreadas pela CNB, propõem-nos diferentes formas de abordagem sobre as possíveis formas de relação entre dois corpos, explorando essas diferentes visões através do movimento.
A estas obras junta-se o II ato de O Lago dos Cisnes, um dos momentos mais emblemáticos do bailado clássico, num espetáculo que celebra a diversidade e a excelência artística da CNB.
Entanglement
Entanglement é um dueto que explora a interligação de um casal. Inspirada no entrelaçamento quântico, a obra traça as forças subtis que unem dois corpos.
O fenómeno torna-se uma metáfora da ligação humana e da forma como nos influenciamos, refletimos sobre nós próprios e o outro e permanecemos interligados.
THE UNPARTNERED
The unpartnered é um dueto para duas bailarinas que explora a proximidade, a independência e a escolha no âmbito da parceria.
Com raízes na linguagem do hip-hop e influenciada pela forma clássica, a obra centra-se na forma como dois corpos partilham o espaço sem dependência. As bailarinas movem-se lado a lado — não estão constantemente ligadas, mas profundamente conscientes uma da outra. O contacto é mínimo e intencional, criando momentos que parecem precisos, firmes e intensos.
A coreografia inspira-se no contraste entre fluidez e controlo, utilizando elementos de popping, quietude e interrupção para quebrar as linhas clássicas. O movimento oscila entre suavidade e nitidez, suspensão e libertação, revelando uma tensão dinâmica entre presença e distância.
Na sua essência, The unpartnered explora um tipo diferente de intimidade — construída através da consciência, da contenção e da escolha de se conectar.
Chapter II
Na penumbra.
No segundo ato de uma guerra.
A poeira assenta sobre as vidas desmembradas.
Sem esperança.
Os destroços de um poema na voz de um soldado.
Sem pátria.
Sem mãe.
Na narrativa de uma saudade que sangra.
Um vulto.
No silêncio.
Miguel Ramalho
Maio 2026
Le Parc (excerto)
Criado por Angelin Preljocaj para o Ballet Nacional da Ópera de Paris em 1994, Le Parc é uma obra que funde a elegância do classicismo com a ousadia da linguagem coreográfica contemporânea. Inspirado pela música de Mozart e pelo universo amoroso do século das Luzes, o bailado percorre as etapas do amor — do primeiro olhar ao abandono apaixonado.
Neste programa a CNB dança o emblemático pas de deux final de Le Parc, que se tornou a assinatura da obra, onde dois corpos se entrelaçam num gesto sublime de rendição e desejo. Um beijo suspenso no ar sela esta viagem sensorial pelo amor, num momento de pura graça que continua a emocionar plateias em todo o mundo.
O Lago dos cisnes
(II Ato)
Estreado em 2013, a versão coreográfica de Fernando Duarte de O Lago dos Cisnes, para a CNB, sobre a partitura intemporal de Piotr Ilitch Tchaikovski, parte da estrutura narrativa e simbólica do original para construir uma leitura mais interior, mais onírica, onde os limites entre realidade e fantasia, luz e sombra, amor e ilusão se tornam permeáveis.
Para o programa do Millennium Festival ao Largo apresentamos o ato mais icónico de O Lago dos Cisnes e talvez o ato mais icónico da história da dança, onde se destaca o famoso pas-de deux entre Odette (o cisne branco) e o Príncipe Siegfried e a conhecida dança dos quatro pequenos cisnes.
Entanglement
Coreografia e Figurinos Wubkje Kuindersma
Música François Couturier
Desenho de luz Wubkje Kuindersma em colaboração com Pedro Mendes
Ensaiador Tom Colin
Mestra de costura Paula Marinho
Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB
Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
VEstreia absoluta ila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026
THE UNPARTNERED
Coreografia Joseph Toonga
Assistente do coreógrafo Amanda Souza
Música Michael 'Mikey J' Asante
Figurinos Jess Louzada
Cocriação de Desenho de luz Joseph Toonga, Pedro Mendes
Ensaiadora Barbora Hruskova
Mestra de costura Paula Marinho
Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB
Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta Vila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026
Chapter II
Coreografia e Figurinos Miguel Ramalho
Música Henrik Gorecki, Symphony of sorrowful songs - II Lento e largo - tranquilíssimo, cantabilissimo, dolcissimo legatissimo
Cocriação de Desenho de luz Miguel Ramalho, Pedro Mendes
Ensaiador Tom Colin
Mestre de costura Paula Marinho
Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB
Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta Vila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026
Le Parc (excerto)
Coreografia Angelin Preljocaj
Música Wolfgang Amadeus Mozart
Sonoplastia Goran Vejvoda
Figurinos Hervé Pierre
Desenho de luz Jacques Chatelet
Remontagem Coreográfica Virginie Caussin
Ensaiadora Aurélia Bellet
Mestra de costura Paula Marinho
Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB
Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta Paris, Palais Garnier, Ballet de L'Ópera de Paris, 30 de dezembro de 1994
Estreia na CNB Vila Nova de Famalicão, Casa das Artes, 22 de maio de 2026
O Lago dos Cisnes
(II Ato)
Coreografia Fernando Duarte, a partir da versão original de Marius Petipa e Lev Ivanov
Música Piotr Ilitch Tchaikovski
Argumento Fernando Duarte, Edgar Pêra, a partir do Libreto original de Vladimir Begitchev e Vasili Geltze
Figurinos José António Tenente
Desenho de luz Nuno Meira
Ensaiadores Aurelia Bellet, Barbora Hruskova, Peggy Konik, Tom Colin
Assistente musical de ensaios Filipe Tordo
Mestra de costura Paula Marinho
Confeção de guarda-roupa Atelier de costura CNB
Interpretação Bailarinos e bailarinas da CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
Estreia absoluta (versão original) Moscovo, Rússia, Teatro Bolshoi, Ballet Bolshoi, 20 de fevereiro de 1877
Estreia absoluta (versão Fernando Duarte) Lisboa, Teatro Camões, 14 de fevereiro de 2013
Data
Preço

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























Neste atelier, tudo acontece... a dois!
Dançamos aos pares, criamos espelhos de corpo, inventamos caminhos lado a lado.
Com jogos, gestos e imaginação, exploramos como é seguir e guiar, comandar e confiar.
Dois a dois, criamos uma dança onde todos são incluídos. E depois?... Vem descobrir!
Conceção Sílvia Santos
Criação e Orientação Filipa Pinhão, Sílvia Santos
Cenografia e Figurinos Atelier de costura CNB, Equipa Técnica CNB, Sílvia Santos
Desenho de luz Pedro Mendes
Interpretação Maria Girardin, Rita Salazar, Filipa Pinhão, Sílvia Santos
sessões
11h 30 - crianças dos 3 aos 6 anos acompanhadas por um adulto
15h30 - crianças e jovens dos 7 aos 12 anos
Atividade sujeita a inscrição online prévia
Data
Preço

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























TERRITÓRIO é um programa dedicado a jovens intérpretes com idades entre os 14 e os 18 anos, provenientes de escolas de dança de todo o país. Durante um mês de ensaios, os selecionados estarão em contacto direto com a linguagem de dois
coreógrafos distintos, na preparação de uma peça em remontagem e uma nova criação.
Ao longo das várias temporadas, o programa já acolheu mais de 100 jovens de todo o país, provenientes de cerca de 40 escolas de dança, que trabalharam com coreógrafos como Douglas Lee, Filipe Portugal, Alexander Ekman, Maurice Causey,
Marco Goecke, Iratxe Ansa & Igor Bacovich, Wayne McGregor, Shahar Binyamini, Marcos Morau, Dorotea Saykaly, Sol León & Paul Lightfoot, Akram Khan, Jermaine Spivey e Nadav Zelner.
Na sua 9ª edição, o programa recebe o coreógrafo Wayne McGregor com a remontagem de FAR (excerto) e a coreógrafa Liliana Barros com uma nova criação.
Wayne McGregor é um coreógrafo britânico reconhecido pela fusão entre dança contemporânea, ciência e tecnologia. O seu trabalho visiona o corpo como campo de experimentação, explorando movimentos altamente físicos, precisão extrema e
vocabulários coreográficos não convencionais. Colaborando frequentemente com artistas digitais, cientistas cognitivos, compositores e designers, McGregor cria obras que desafiam os limites da perceção e da forma, situando a dança em questões sobre identidade e memória.
Liliana Barros é uma coreógrafa e intérprete portuguesa sedeada em Berlim, cujo trabalho se distingue por uma forte componente visual e por um vocabulário de movimento altamente estilizado. As suas criações exploram universos híbridos entre o orgânico e o artificial, combinando rigor técnico, teatralidade e uma estética marcada por detalhes minuciosos no gesto. Através de ambientes sensoriais intensos, Barros constrói coreografias que investigam estados corporais em metamorfose ou limite.
Esta edição conta ainda com uma curta-metragem exibida entre cada peça, realizada por Filipe Faria, vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon na categoria de Melhor Realizador Nacional do InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025.
A Fundação Millennium bcp é mecenas do Programa Território IX.
FAR (excerto)
O título FAR é um acrónimo para “Flesh in the Age of Reason” (Carne na Era da Razão), baseado no livro homónimo do historiador Roy Porter, que explora a relação entre o corpo e a mente no século XVIII.
Coreografia Wayne McGregor - Studio Wayne McGregor
Música Ben Frost
Adaptação do desenho de luz Cárin Geada
Transmissão e Remontagem Catarina Carvalho
Estreada em 2010 no Sadler’s Wells em Londres
CURTA-METRAGEM
Realização e Produção Filipe Faria
(Vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon no InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025)
NOVA CRIAÇÃO
Coreografia e Figurinos Liliana Barros
Música a anunciar
Execução de guarda-roupa Balletto
Desenho de luz Cárin Geada
Conceito e Produção OPART / Estúdios Victor Córdon
Coreografias Wayne McGregor - FAR (excerto), Liliana Barros - Nova Criação
Curta-metragem Filipe Faria (Vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon no InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025)
Direção técnica Cárin Geada
Intérpretes Afonso Almeida, Francisca Lopes, Gustavo de Oliveira, Inês Araújo, Irís Rodriges, José Moreira, Maria Miguel Jorge, Maria Miguel Santos, Sara Rodrigues, Sofia Pereira, Sofia Sengo, Tomás Moreira
Escolas representadas An-Dança Conservatório de Dança Vila Nova de Famalicão, CDVS — Conservatório de Dança do Vale do Sousa, Dance Spot Conservatório de Dança, DNA Dance N’Arts School, Escola de Ballet do Porto, GAD Giselle Academia de Dança, Ginasiano Escola de Dança, Pallco — Performing Arts School and Conservatory
Apoio aos ensaios Abel Rojo, Sara Schürmann
Parceiros Companhia Nacional de Bailado, Inshadow - Lisbon Screendance Festival, Nederlands Dans Theater NDT 2, Teatro Aveirense, Teatro Nacional São João
Mecenas Fundação Millennium bcp
Teatro Nacional de São João, Porto: 17 e 18 de julho, 2026 | 21h e 19h
Millennium Festival ao Largo, Lisboa: 22 e 23 de julho, 2026 | 22h
Teatro Aveirense, Aveiro: 25 de julho, 2026 | 21h30
Data

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























Dois séculos passados desde a sua tumultuosa estreia em Roma, a mais popular ópera de Rossini continua a ser aquilo que sempre foi: irresistível.
Il barbiere di Siviglia foi levada à cena, pela primeira vez, a 20 de fevereiro de 1816, no Teatro Argentina em Roma, sob uma chuva de apupos engendrada por rivais do compositor e por adeptos da ópera homónima de Paisiello. Foi, afinal, na segunda récita que se fez jus à obra, iniciando-se um percurso de sucesso que se mantém até aos dias de hoje. Rossini compôs a partitura a uma velocidade notável, reutilizando material de obras anteriores, com o pragmatismo e confiança que o caracterizavam. O resultado é uma ópera de energia cómica inesgotável, em que cada personagem, cada ária e cada número de conjunto parecem surgir no momento certo.
Baseado na comédia de Beaumarchais, o enredo tem lugar em Sevilha: determinado a conquistar o coração de Rosina sem fazer uso do seu título nobiliárquico, o Conde de Almaviva recorre aos serviços de Figaro – barbeiro, faz-tudo e «arquiteto» da felicidade alheia – para enganar Don Bartolo, o possessivo tutor da jovem. Entre múltiplos disfarces e enganos, um notário é levado a casar os noivos errados. A ação é impulsionada pela escrita orquestral cuja vitalidade rítmica tem permanecido igualmente contagiante ao longo dos 210 anos desta obra-prima de Rossini.
Apresentada no Millennium Festival ao Largo em versão semiencenada, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e interpretações de um distinto elenco de solistas sob a batuta de Antonio Pirolli – maestro titular da orquestra, cuja carreira na tradição operática italiana abrange palcos desde o Scala de Milão até à Arena de Verona – eis um marco da ópera buffa na sua forma mais generosa e perfeita.
Gioachino Rossini O barbeiro de Sevilha
Direção Musical António Pirolli
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Criação do Texto e Narração Mário João Alves
Fiorello Ciro Telmo
Conte d'Almaviva João Terleira
Figaro Tiago Matos
Rosina Rita Marques
Dr Bartolo Christian Luján
Don Basilio Jorge Vaz Carvalho
Berta Ana Ferro
Data
Preço

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























Há sons que fazem sonhar, sons que fazem rir, sons que nos levam a viajar sem sair do lugar.
Nesta manhã especial, crianças e famílias são convidadas a descobrir os instrumentos da orquestra, ouvir música ao vivo, conversar com os músicos e deixar-se surpreender por tudo aquilo que a música pode contar sem dizer uma única palavra.
Através da escuta, da participação e da aprendizagem ativa, esta será uma experiência de descoberta, partilha e proximidade com o universo da música e dos artistas do Teatro Nacional de São Carlos.
Viola Irma Skenderi
Contrabaixo Duncan Fox
Clarinete Jorge Trindade
Trompete Pedro Monteiro
Percurssão Elisabeth Davis
Produção Teatro Nacional de São Carlos
Apoio Serviço educativo MAC|CCB
Apresentação Susana Henriques
Atividade sujeita a inscrição online prévia
Data
Preço
Duração
Class. etária

Fernando Duarte nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob orientação dos professores Maria Bessa e António Rodrigues. Durante o seu último ano de curso, foi bailarino estagiário na Companhia de Dança Contemporânea.
Ingressou na Companhia Nacional de Bailado, em 1996, onde foi Bailarino Principal, e dançou os papéis principais do repertório clássico, assim como bailados do universo neoclássico e contemporâneo. Entre 2005 e 2007 rumou ao Ballet Nacional da Noruega, onde foi Solista. Em 2011 tornou-se Mestre de Bailado na CNB, cargo que desempenhou até 2017. Para a CNB coreografou novas versões dos bailados O Lago dos Cisnes (2013), Quebra-Nozes (2014), O Pássaro de Fogo (2015) e La Bayadère (2016).
Em 2018 funda e assume a co-direção artística da Dança em Diálogos e, nesse ano, é-lhe atribuído o Prémio da Dança Anna Mascolo da Mirpuri Foundation, com o bailado Murmúrios de Pedro e Inês.
Desde 2021 que foi co-curador artístico do Ciclo de Bailado em Seteais e, desde 2022, do ciclo A Música também Dança, do Centro Cultural Olga Cadaval. Fernando Duarte é, também, doutorando em Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador doutorando no Instituto de História de Arte da NOVA-FCSH.



















Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo alcançado o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterflyem Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio, Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. É, atualmente, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
© Bruno Simão





Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora franco-portuguesa, nomeada em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Na 16.ª edição do InShadow Lisboa Film Festival, foi distinguida com o Prémio Jorge Salavisa para Melhor Videodança, bem como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon para Melhor Realização Nacional pela curta Olhares. Atualmente, está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, selecionada para o TFL Next Screens of Tomorrow e para o novo programa de mentoria Transeuropeu do Le Collectif 50/50 e MUTIM.

A soprano francês Axelle Fanyo «não só encarna a personagem, como também nos conta a estória. Cultiva, claramente, a arte da comunicação, o que transporta a sua voz para uma outra dimensão» (Forum Opera), evidenciando-se no mundo da ópera e dos concertos com a sua curiosidade eclética e «com uma voz bela e carismática, características de uma verdadeira estrela» (Renée Fleming). Foi considerada como «Estrela Ascendente» pelo programa da Temporada 2023-24 da Organização Europeia de Salas de Concerto, tendo-se apresentado em recital numa digressão por alguns importantes palcos europeus como: Musikverein em Viena; Barbican em Londres; Elbphilharmonie de Hamburgo; e a Philhamonie de Paris. De compromissos recentes, destacam-se: Madame Lidoine (Dialogues des Carmélites) na Ópera de Rouen na Normandia; Tosca com o Théâtre Imperial de Compiègne; Luisa Miller na Opéra Grand Avignon; Justice de Hèctor Parra no Grand Théâtre de Genève; e apresentações em recital na Concertgebouw de Amesterdão, Festival de Mahler e Wigmore Hall em Londres. Foi galardoada com um «Grammy Award» pela gravação, sob a etiqueta da Deutsche Grammophon, da sua estreia como Refka em Adriana Mater de Kaija Saariaho, com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, encenada por Peter Sellars e dirigida por Esa-Pekka Salonen.
Foto © Benoit Auguste


Formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em
2005, trabalhando presentemente com Joana Siqueira.
Colabora com grandes coros e orquestras nacionais, tendo-se apresentado como
solista em grandes obras de reportório nas maiores salas de concerto do país, como a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional de S. Carlos, CCB, sob a direção de Graeme
Jenkins, Paul Daniel, Leonardo García Alarcón, Michael Corboz, Joana Carneiro, entre
outros maestros.
Participou de diversas produções de ópera no TNSC, Fundação Gulbenkian e Teatro
D. Maria II, assumindo, entre outros, os papéis de Mama Lucia (Cavalleria Rusticana),
Madrigalista (Blimunda), Larina (Evgeni Onegin), Gertrude (Roméo et Juliette), Annina
(La traviata).
Apresenta-se regularmente em recital de música barroca e romântica, sendo
convidada igualmente por diversos agrupamentos de música de câmara, como o
Ensemble Darcos e Camerata Atlântica, com os quais já se apresentou tanto em
Portugal como no estrangeiro. Gravou com os Músicos do Tejo o papel de Nina de “Il
frate ‘nnamorato” de Pergolesi.
Licenciada em Direito e com o Diploma Internacional de Tradução do Chartered
Institute of Linguists, Carolina Figueiredo dedica-se em paralelo à área da tradução
jurídico-legal.

Soprano portuguesa de projeção internacional, é laureada com vários prémios e dona de uma carreira de prestígio. Tem dado vida a algumas das mais exigentes heroínas da ópera, com destaque para Aida, Leonora, Luisa Miller, Leonora de Vargas e Alice Ford, nas obras de Verdi — incluindo o Requiem —, assim como Tosca e Cio-Cio-San, de Puccini, e Maddalena, em Andrea Chénier de Giordano.
Tem-se apresentado regularmente em vários teatros como a Ópera de Colónia, o Felsentreitschule de Salzburgo, Badisches Staatstheater Karlsruhe, Staatstheater Wiesbaden, Innsbruck Opera, Teatro Massimo Bellini, Teatro Real, Bühnen Bern, Teatro Nacional de São Carlos, Staatstheater Braunschweig arena, Finnish National Opera, entre vários outros.
Na próxima temporada 2025/2026, estrear-se-á no Staatstheater Hannover nos papéis de Desdemona (Otello, Verdi) e Tosca (Puccini). Regressará ainda a Innsbruck como Cio-Cio-San (Madama Butterfly) e Leonora (Il trovatore).

Iniciou a sua carreira musical como fagotista, após ter-se licenciado pela Academia de Música da Basileia, o que lhe permitiu colaborar com algumas orquestras. Em 2009, começou a estudar canto e especializou-se no Estúdio de Ópera do Teatro Carlo Felice de Génova. Ao longo da sua carreira, têm-se destacado: La forza del destino para a inauguração da temporada do Teatro alla Scala, com Riccardo Chailly; Rigoletto; La bohème (Colline) na Israeli Opera Tel Aviv e no Teatro di San Carlo em Nápoles; Guillaume Tell (Melchtal) no Teatro Régio de Turim, sob a direção de Noseda; Il trovatore (Ferrando) e Norma (Oroveso) nas Termas de Caracalla e no Maggio Musicale Fiorentino; e Ernani (Ruy Gomez de Silva) no Teatro Nacional de São Carlos.
De compromissos recentes, destacam-se: a estreia absoluta de Il nome della rosa de Filidei, no Teatro alla Scala; Agrippo (Tisifaro) com a Orquestra Europa Galante e Fabio Biondi, no Palau de la Música em Valência; Un ballo in maschera na Royal Opera House em Muscat; Rigoletto na Royal Opera Covent Garden em Londres; e Carmen (Escamillo) no Festival de Ópera de Macerata.

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte. Dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da GNR, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña e Pontevedra, Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).
Foi maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto.
Natural de Amarante, é diplomado em flauta pelo Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra tendo estudado ainda na Paedak e no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria). Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos nacionais e internacionais. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.
Estudou Direção com Jan Cober no Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra.

Filipa Portela inicia os estudos em canto e guitarra clássica no Conservatório Calouste
Gulbenkian de Aveiro. Inicia a sua Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro em 2013. e conclui a sua formação com um Mestrado em Performance no Conservatório Real da Escócia em 2018.
Em 2017, vence o 1o Prémio e o Prémio de Público ex-aequo no 19o Concurso de Interpretação do Estoril. Apresenta-se desde então a solo no Cistermúsica, Festoril, Festival Internacional de Música Clássica da Póvoa do Varzim, Festival ao Largo e Operafest e com diversas orquestras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Gulbenkian e o Ensemble MPMP.
Filipa dirige, produz, e canta na ópera La Voix Humaine (Poulenc), apresentando-a no Festival Edinburgh Fringe (2019) e em Leipzig (2022), com o apoio da bolsa Neustart Kultur, recebendo críticas de 4 e 5 estrelas. Encomenda a três compositores canções para as Cartas de Mariana Alcoforado, projeto este que se encontra em apresentação. Filipa cria os seus projetos artísticos com fortes influências teatrais e lecciona canto privadamente.
Foto © DR

Diplomado em musicologia pela Universidade da Sorbonne, François Lis prosseguiu os seus estudos no Conservatório Nacional de Música de Paris, no Mozarteum em Salzburgo e no Merola Program na Ópera de São Francisco. Iniciou a sua carreira com repertório barroco e foi logo convidado a apresentar-se em importantes palcos internacionais de ópera: Alidoro em La cenerentola no La Monnaie; Narbal em Les troyens na Opéra du Rhin; Zúñiga em Carmen no Théâtre du Capitole em Toulouse e no Thèâtre du Châtelet; Escamillo em Carmen no Festival de Skopje com a Opera Fuoco; Figaro em Le nozze di Figaro na Opéra de Lyon e na Dublin Opera;
Jupiter em Platée na Opéra National du Rhin e Opéra National de Paris; Teucer em Dardanus em Lille; Comendador em Don Giovanni no Théâtre des Champs-Élysées; Marcel em Les Huguenots no La Monnaie; e Allan em King Arthur e Oracle em Alceste na Opéra National de Paris.
Destacam-se também as suas apresentações no Festival de Glyndebourne, Hollywood Bowl, Caracas e Teatro alla Scala, dirigido por Gustavo Dudamel.
Recentemente, participou em produções como Pulcinella na Opera Comique; Carmen no Festival de Edimburgo; Les indes galantes no Festival de Munique; Ariodante na Canadian Opera Company; Les fêtes vénitiennes na Academia de Música de Brooklyn e Théâtre du Capitole; Les contes d’Hoffmann na Ópera de Paris e na Dutch National Opera; e Il barbiere di Siviglia na Ópera de Bordéus.
Foto © DR

Nasceu em São Petersburgo, em 1904, formou-se e integrou o Teatro Mariinsky. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929), coreografados para esta companhia, são ainda hoje grandes obras de referência, dançadas por diversas companhias de repertório no mundo inteiro. Após a morte do empresário, e uma curta digressão, fixou-se nos Estados Unidos da América. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras-primas como Agon (1957), Jewels (1967), Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barocco (1941), Quatro Temperamentos (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica.

Natural da ilha São Miguel, é licenciado em ensino de música-canto pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Isabel Alcobia e João Lourenço. Como solista, do seu repertório destacam-se, em oratória: Messiah de Händel;
Requiem de Mozart; Die Jahreszeiten de Haydn; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Messa di Gloria de Puccini; Stabat Mater e Requiem de Dvořák. Em ópera: Tamino em Die Zauberflöte e Ferrando em Così fan tutte de Mozart; Don José em Carmen de Bizet; Cassio em Otello de Verdi; Professor de Música em A floresta de Eurico Carrapatoso; Carlos em Suzana de Keil; Nemorino em L'elisir d'amore de Donizetti; Rodolfo em La bohème de Puccini.
Estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos em 2010 com o papel de Conte Alberto na ópera L'occasione fa il ladro de Rossini. Tem vindo a trabalhar com as principais orquestras nacionais e sob a direção de grandes maestros nacionais e internacionais. É, atualmente, membro integrante do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979_84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais e de coordenador da Comissão Artística do Teatro Nacional de São Carlos.

A sua estreia no Coro do Teatro Nacional de São Carlos foi com a ópera La bohème, de Giacomo Puccini. Com mestrado em pedagogia instrumental, considera que o mentor mais relevante no seu percurso académico foi o maestro esloveno Uroš Lajovic, com quem contactou na Universidade de Música e Performances Artísticas de Viena. Em 2006, foi finalista do Concurso Internacional de Regência da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, no Brasil. É docente na Universidade de Évora e no Conservatório de Sintra.


De origem galega, é convidado frequente em importantes temporadas de ópera a nível internacional. Destacam-se, de compromissos mais recentes: Nabucco; Rigoletto; Simon Boccanegra; Falstaff; Macbeth e Juan José; Scarpia em Tosca; Michonet em Adriana Lecouvreur; Dulcamara em L’elisir d’amore; Agata em Viva la mamma!; Melitone em La forza del destino; Selim em Il turco in Italia; Sulpice em La fille du régiment; Germont em La traviata; Amonasro em Aida; Barnaba em La Gioconda; Gellner em La Wally; Sharpless em Madama Butterfly; Poncia em La casa de Bernarda Alba; Roque em Marina; Iago em Otello; Monforte em I vespri siciliani; Germont em La traviata; e Selim em Il turco in Italia.
Destacado intérprete de zarzuela, já foi galardoado por diversas instituições em Espanha, Colômbia, Peru e México, e participou nas estreias de El canto de los volcanes e La marimba arrecha, ambas de Álvarez del Toro, Fuenteovejuna (Muniz), La Bella Susona (Carretero), Requiem (Carreño), Cantata asturiana (Ruiz) e The Victory March (Muhammad), assim como na recuperação de mais de uma dezena de óperas e zarzuelas, em gravações discográficas e em apresentações televisivas.

Vencedor do Prémio do Público e o Prémio Zarzuela no concurso Operalia 2028 e finalista no ano seguinte do BBC Cardiff Singer of the World, o tenor português Luis Gomes tem-se apresentado em palcos como Covent Garden Londres, Teatro Real, Ópera Monte-Carlo, Deutsche Oper am Rhein, Den Norske Oslo, Ópera de Praga, Ópera Oviedo, Concertgebouw Amsterdão, nos papéis de Rodolfo, Don José, Nadir, Nemorino, entre outros.
Em concerto apresentou-se em grandes salas como Royal Festival Hall, Barbican
Centre, Semperoper Dresden, Teatro Massimo Palermo e Auditório Nacional de
Madrid em obras como Requiem de Verdi, Petite Messe Solennelle de Rossini,
Requiem de Mozart e 9. Sinfonia Beethoven.
Trabalha com grandes maestros como Antonio Pappano, Simon Rattle, Nicola
Luisotti e Daniel Oren, entre outros. Participou em produções de grandes
encenadores como Robert Carsen, Richard Jones, Grischa Asagaroff e Damiano
Michieletto.
No Teatro Nacional de São Carlos cantou os papéis de Alfredo (Traviata), Edgardo (Lucia de Lammermoor), Pinkerton (Madama Butterfly) e participou em variados concertos.
Mais recentemente Luís Gomes pôde ser visto no palco da Grange Park Opera em Inglaterra no papel de Pinkerton.
Foto © Nuno Neves

Marco Goecke (Alemanha, 1972) formou-se em dança na Heinz-Bosl-Stiftung de Munique e no Royal Conservatoire The Hague. Criou a sua primeira coreografia em 2000, tendo assinado, desde então, mais de 90 obras, muitas das quais foram interpretadas por companhias por todo o mundo. Goecke foi coreógrafo residente no Stuttgart Ballet e no Scapino Ballet em Roterdão e artista residente no Gauthier Dance Stuttgart. Foi também diretor artístico do State Ballet Hannover, e trabalha como coreógrafo assistente no Nederlands Dans Theater desde 2013. As suas obras têm sido aclamadas internacionalmente, ganhando os prémios Zwaan e Danza&Danza e o Jiří Kylián Ring, entre muitas outras distinções.

Nadav Zelner é um coreógrafo visionário, conhecido pela sua distinta e dinâmica linguagem de dança. Tendo descoberto a paixão pela dança e pela música em pequeno, começou a desenvolver o seu estilo coreográfico único e a sua técnica de movimento cedo na sua carreira. A sua abordagem inovadora tem cativado públicos e bailarinos por todo o mundo. Criou peças para companhias de dança de vários países, entre as quais o Nederlands Dance Theater, o Staatstheater Wiesbaden, a Staatsoper Hannover, a Batsheva Dance Company, o Nationaltheater Mannheim, a Introdans, a Gauthier Dance Company, o Salzburger Landestheater, a St. Gallen Dance Company, o Augsburg Ballet, o Stadttheater Bremerhaven, e o Teatro Nacional da Croácia Ivan Zach. Nos últimos anos, Nadav tem desenvolvido a sua paixão e as suas habilidades no campo do cinema, e tem a aspiração de produzir longas-metragens sobre dança.

Curioso pela redescoberta de partituras esquecidas ou desconhecidas, o barítono francês tem sido frequentemente convidado para inúmeros projetos, graças à qualidade da sua voz e à sua força dramática, nomeadamente em obras francesas e italianas dos séculos XIX e XX. Atualmente, o seu repertório inclui peças italianas e alemãs, como: Verdi (Jago, Rigoletto, Falstaff, Renato, Nabucco, Germont, Giacomo); Puccini (Scarpia, Schicci); Wagner (Wotan, Amfortas, Klingsor, Gunther, Kurwenal); Strauss (Orest, Jochanaan), para além do repertório francês como Golaud, Escamillo, Sancho, Athanaël, Mephistopheles, Zurga e O Sumo Sacerdote de Dagom. Apresenta-se regularmente em palcos como: Théâtre du Capitol,
Chemnitz, Metz, Rouen, Tours, Liège, Lausanne, Teatro Nacional de São Carlos, Festival Classica em Montréal e Bellas Artes no México. A sua discografia é vasta, essencialmente dedicada a compositores franceses. De uma incessante curiosidade, tem passado os últimos 20 anos da sua carreira a explorar o repertório da mélodie e lied, num dueto com o pianista Charles Bouisset, dando recitais pela Europa e fazendo gravações. Foi galardoado com vários prémios em concursos internacionais, como o Concurso Internacional de Canto de 's-Hertogenbosch (1998), Paris (1999 e Queen Elisabeth (2000). É o fundador da Symétrie Éditions, em Lyon.
Foto © Olivier Guyot

Natural de Lisboa, iniciou o seu percurso no canto no Conservatório Nacional, tendo frequentado a classe de Manuela de Sá. Posteriormente, concluiu a licenciatura em canto com Isabel Alcobia, na Universidade de Aveiro.
Ao longo do seu percurso, trabalhou no âmbito de interpretação e aperfeiçoamento vocal com Lúcia Lemos, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil.
Dentro do repertório operático, já interpretou Second Witch em Dido and Aeneas de Purcell, Nicklausse em Les contes d’Hoffmann de Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie em Suor Angelica de Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Menotti e Mercedes em Carmen de Bizet.
Vencedora do Grande Prémio Égide da 2.ª edição do concurso internacional de canto Cascais Ópera.
Desde 2021, que integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, no naipe dos meios-sopranos.
Galeria

























O festival em imagens
















Informações Úteis
Localização
Centro Cultural de Belém, Lisboa
Contactos
dcm@opart.pt
+351 213 253 000
Bilhetes
O Millennium Festival ao Largo tem entrada gratuita. O número de lugares sentados é limitado.
A participação nos ateliers está sujeita a uma inscrição prévia online.
Transportes
Autocarros: 28 / 714 / 727 /729 / 751
Elétricos: 15
Comboio: Linha Cais de Sodré/Cascais, Estação de Belém
Ligações Fluviais: Belém
Estacionamento
Parque 2 (Av. da Índia) e Parque 1 (Rua Bartolomeu Dias / existem dois lugares reservados para carregamento de veículos elétricos)
No piso 0 do Parque 1 (Rua Bartolomeu Dias) existem dois lugares reservados para carregamento de veículos elétricos.
Lotação 366 lugares | Pisos 0, -1
Garagem Sul (piso 0) tem estacionamento de bicicletas, com capacidade para 12 viaturas.
Preços
0,50 € período de 15 minutos até à 3.ª hora
0,40 € frações seguintes de 15 minutos
20,00 € máximo diário
20,00 € bilhete perdido
Pagamento
Em dinheiro, nas caixas automáticas.
Outros meios de pagamento
Via Verde.
Neste caso não será aplicado qualquer desconto [Regulamento].
Horário
Aberto todos os dias exceto a 25 de dezembro.
Das 8:00 às 00:00
Conselho de Administração
Direção financeira e administrativa
Setor de aquisições
Setor de limpeza
Gabinete de contratação de artistas
Setor de som e vídeo
Setor de contra-regra
Setor de adereços
Direção de cena
Setor de guarda-roupa
Direção de estudos musicais
Direção do Coro e Orquestra
Gabinete de documentação musical
Gabinete de comunicação e marketing
Alexander James Stewart
Pavel Olegovitch Arefiev
Leonid Bykov
Veliyana Dimova Hristova
Alexander Svetoslavov Mladenov
Anabela Marques Guerreiro
António Pedro Rodrigues Figueiredo
Ewa Elzbieta Michalska
Hasmik Bartikian
Iskrena Dimova Yordanova
Jorge Manuel Varrecoso Gonçalves
Laurentiu Ivan-Coca
Luis Manuel Silva Santos
Nicholas John Cooke
Regina Maria Marques Aires Stewart
Ulla Margareta Sandros
Rui Miguel Marques Guerreiro
Narine Dellalian
Tomás Pereira da Silva Taveira Soares
Carmelia Maria P. Ferreira Da Silva
Inna Viktorovna Rechetnikova Calori
Kamélia Todorova Dimitrova
Katarzyna Joana Majewska De Figueiredo
Maria Leonidovna Bykova
Slawomir Sadlowski
Witold Marek Dziuba
Flávia Caseiro Marques
Sara Sousa Cimbron
Tomás Costa
Violoncelos
Hilary Evsa Alper
Ajda Zupancic
Carolina Morais De Matos
Diana Ivanova Savova
Emídio Paulo Andrade Coutinho
Gueorgui Alexandrov Dimitrov
Luis Filipe Andrada Canning Clode
João Gomes Matos
Giampaolo Vessella
Maestro assistente
Kodo Yamagishi
Barítonos
João Manuel Barros da Silva
Luís António Delgado bento Mayer Godinho
Pedro Barbosa Costa
Francisco Mendes Dos Santos Sebastião (*)
Francisco Tiago Gomes
Inês De Sousa Vitoriano De Serra E Moura
Inês Ferrer Casanova Dos Santos Ferreira
Irina Rodrigues Oliveira
Isabel Filipa Gonçalves Galriça
João Pedro Leitão Costa
Lourenço Ramalho Gomes Ferreira
Luís Alexandre M. Soares D'Albergaria
Miyu Matsui
Tatiana Grenkova
Tiago Amaral Coelho
Bailarinos corifeus
Africa Sobrino Crespo
Almudena Maldonado Almagro (*)
Andreia Filipa Pereira Mota
Andreia Louraço Silva Pinho
Annabel Jane Barnes
Anyah Pagan Alice Siddall
Catarina Isabel Lourenço Grilo
Frederico Mendes Gameiro Sousa Ferreira
Gonçalo Almeida Dos Santos Andrade
Henriett Ventura
Hugo Xavier Madeira C De Sousa Carmo
Inês De Sousa Vitoriano De Serra E Moura
Inês Ferrer Casanova Dos Santos Ferreira
Katarina Gajic
Maria João Da Silva Pinto
Maria Leonor Santos De Jesus
Maria Rocha P Moura Santos
Nuno Miguel Antunes Fernandes
Patrícia Maria Pinto Main
Raquel Maria Paixão Batista Fernandes Fidalgo
Tiago Amaral Coelho
Corpo de baile A
Ana Margarida Ruivo Pimenta
Barbara Julieta Brigatti
Beatriz Brito Williamson (*)
Bernardo Castro dos Santos Costa
Carla Cristina Esteves Pereira
Christian Schwarm
Dylan Waddel
Elsa Maria Silva Madeira
Emma Sicilia Sanchez
Emily Jean Stewart
Filipa Isidro Pinhão
Francisco Jesus Soto Maior Da Silva Couto
Francisco Manuel Ferreira Morais
Frederico Coelho Loureiro
Jorge Palacios Barrenechea-Moxó
Joshua Steven Earl
Luca Lorenzo Driesang
Mar Escoda Llorens
Maria Antunes Da Fonseca Albuquerque Barroso
Marina Alexandra Dias Figueiredo
Michelle Teresa Luterbach
Miguel Francisco Nunes Esteves (*)
Nanae Yagisawa
Nikolay Iossifov Guy
Paolo Ciofini
Silvia Alexandra Ferreira Dos Santos Gomes
Susana Duarte Silva Cunha Matos
Estão reservadas zonas de visibilidade para pessoas com mobilidade condicionada. Temos uma equipa disponível para acompanhar e direcionar as pessoas com mobilidade condicionada. Para mais informações contacte-nos através do email dcm@opart.pt
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