BATIDAS DO DESTINO

MÚSICA
Largo do Teatro Nacional de São Carlos
9 julho, sexta-feira — 21h
10 julho, sábado — 21h


       

Cátia Moreso Meio-Soprano

Joana Carneiro Direção Musical

Orquestra Sinfónica Portuguesa
       

Classificação etária M/6

     
   

Manuel de Falla

El Amor Brujo

   

Ludwig van Beethoven

Sinfonia n.º 5 em Dó menor Op.67



   

Em 1915, o compositor espanhol Manuel de Falla (1876-1946) estreou a versão para orquestra sinfónica e meio-soprano do seu bailado El Amor Brujo. A obra conta-nos como uma jovem apaixonada recorre a atos de magia ou feitiçaria para ser correspondida. Cátia Moreso subirá ao palco do Largo de São Carlos para dar voz à cigana Candela. É uma das obras mais populares da história da música e permanece como uma das mais interpretadas: a Sinfonia n.º 5 de Beethoven (1770-1827), nesta noite dirigida por Joana Carneiro. Também conhecida como Sinfonia do destino, são muitas as interpretações quanto às motivações e à inspiração do compositor alemão, em particular, o inconfundível motivo inicial que, recorrentemente, nos remete para as pancadas do destino.


ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


     

CÁTIA MORESO


Estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e mestrado (curso de ópera) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu repertório de ópera inclui, entre outros, Preziosilla em La forza del destino, Dorabella em Così fan tutte, Jocasta em Oedipus Rex, Ježibaba em Rusalka, Suzuki em Madama Butterfly, Maddalena em Rigoletto, Eboli em Don Carlo, Madame de Croissy em Dialogues des Carmélites, Carmen, Santuzza em Cavalleria Rusticana. Em concerto foi solista, entre outros, em Requiem de Verdi, Mozart, Stabat Mater de Pergolesi, Oratória de Natal e Páscoa e Paixão segundo São João de Bach, Petite Messe Solennelle de Rossini, Elijah de Mendelssohn, Messiah de Händel, L’Enfance du Christ de Berlioz e Nona Sinfonia de Beethoven.

       
       

JOANA CARNEIRO


É maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa desde 2014 e diretora artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra. Compromissos recentes e futuros incluem a Philharmonia Orchestra, BBC Philharmonic, BBC Symphony, Royal Stockholm Philharmonic, Swedish Radio Symphony, Helsinki Philharmonic, RTE Symphony, Hong Kong Philharmonic e Gothenburg Symphony, Óperas de Estocolmo, Copenhaga, Escócia e Inglaterra. Colaborou com a Royal Liverpool Philharmonic, Royal Philharmonic Orchestra, Orchestre Philharmonique de Radio France, Ensemble Orchestral de Paris, Orchestre de Bretagne, Norrköping Symphony, Norrlands Opera Orchestra, Residentie Orkest/Hague, Malmo Symphony, Orquestra Nacional de Espanha e Orquestra Sinfónica do Teatro La Fenice na Bienal de Veneza. Nos EUA dirigiu a Los Angeles Philharmonic, Toronto Symphony, Saint Paul Chamber Orchestra, Detroit Symphony, Colorado Symphony, Indianapolis Symphony, Los Angeles Chamber Orchestra, entre outras. Dirigiu em 2010 Œdipus Rex/Symphony of Psalms, com encenação de Peter Sellars, premiada com um «Helpmann Award». Entre 2009 e 2018 foi diretora musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley.