COMPANHIA
NACIONAL
DE BAILADO

DANÇA

Largo do Teatro Nacional de São Carlos


22 de julho, quinta-feira — 20h30

23 de julho, sexta-feira — 20h30

24 de julho, sábado — 20h30



     

Classificação etária M/6

     

Clara Andermatt

O Canto do Cisne

 

Yannick Boquin

Shostakovitch Pas-de-Deux

 

Hans van Manen

In the Future

   

   

Nesta edição em que o MFaL regressa ao seu Largo, a CNB volta a estar presente naquele que é o momento que marca o final de cada temporada. O ambiente de festa e de uma cumplicidade maior com o público que caracteriza o MFaL, é muito significativo e gratificante para toda a equipa da CNB, dentro e fora do palco. Para esta edição, que nos toca particularmente por marcar o regresso do MFAL ao Largo de São Carlos, preparámos um programa que espelha a diversidade de géneros, do clássico ao contemporâneo, que a CNB, no cumprimento da sua missão, apresenta continuamente reafirmando a qualidade crescente do seu elenco artístico. Neste momento de celebração apresentamos obras recentes do repertório da CNB viajando da contemporaneidade de O Canto do Cisne de Clara Andermatt, ao estilo clássico com Shostakovitch Pas-de-Deux de Yannick Boquin, e ao bem-disposto e divertido In The Future do icónico coreógrafo Hans van Manen. E é com olhos nesse Futuro que, num ano particularmente difícil para todos, voltamos ao nosso Largo, que é também de todos, para celebrarmos a Dança e mais um reencontro com o nosso público.


   

O Canto do Cisne

O Canto do Cisne, coreografia de Clara Andermatt, foi uma das últimas peças dançadas pelo Ballet Gulbenkian antes da sua extinção. Desafiada pela CNB, a coreógrafa revisita a peça juntamente com a equipa artística original. A partir do tema lançado na altura, «O fascínio dos mundos distantes», Clara Andermatt procura o desconhecido pela via do mistério e da surpresa em direção ao que provavelmente de mais enigmático existe em tudo o que desconhecemos: a morte. Formalmente, a coreógrafa escolhe como ponto de partida A Morte do Cisne, de Camille Saint-Saëns, pedindo a Vítor Rua que crie variações sobre o tema original.

 

Clara Andermatt Coreografia e Direção

Amélia Bentes Consultoria Artística

Barbara Griggi Assistente da Coreógrafa

Vítor Rua Música

Manuel Abrantes Desenho de luz (a partir do Desenho de luz original de Rui Horta)

Aleksandar Protic Figurinos

Tom Colin Ensaiador

Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado Interpretação

Companhia Nacional de Bailado Produção

Agradecimentos Jonas&Lander, Mark Haim, Centro de Artes de Marvila




   

Shostakovitch Pas-de-Deux

A ideia de coreografar um pas de deux, estruturado a partir do sentido tradicional clássico — adágio, solos masculinos e femininos, coda — está presente em mim há muito tempo. Foi através da pesquisa do vasto e maravilhoso repertório do compositor Dmitri Shostakovitch que encontrei a inspiração para a minha criação. Este Pas-de-Deux, desafiador da técnica de dança clássica, imprime com os seus movimentos fluidos uma imensa alegria em dançar.

Yannick Boquin, Setembro 2020

 

Yannick Boquin Coreografia e Desenho de luz

Dmitri Schostakovitch Música

Siner Boquin Figurinos

Barbora Hruskova, Tom Colin Ensaiadores

Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado Interpretação

Companhia Nacional de Bailado Produção



   

In the Future

Coreografado originalmente para o Ballet Scapino de Roterdão, em 1986, In the Future é uma peça enérgica, divertida e surpreendente, criada para doze bailarinos com música de David Byrne e figurinos de Keso Dekker. Foi graças a peças como In the Future — em que se evidencia a simplicidade e a estrutura clara do seu trabalho — que Hans van Manen ficou conhecido como o «Mondrian da dança».

 

Hans van Manen Coreografia

David Byrne Música In the future, Winter, The sound of business

Joop Caboort Desenho de luz

Keso Dekker Cenografia e figurinos

Irís Reyes Remontagem

Freek Damen Ensaiador

Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado Interpretação

Companhia Nacional de Bailado Produção





       

BIOGRAFIAS

   

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO


A Companhia Nacional de Bailado foi criada por iniciativa do Governo de Portugal, em 1977. Ao longo das quatro décadas de existência tem apresentado obras de referência do reportório internacional, quer as incontornáveis do dito clássico, quanto as de coreógrafos como Balanchine, De Keersmaeker, Forsythe, Joos, Kylián, Limon, Van Manen ou Spöerli. Paralelamente tem apostado em encomendas geradoras de uma identidade própria, com especial destaque nos convites a autores portugueses como Armando Jorge, Olga Roriz, Rui Lopes Graça, Vasco Wellenkamp, Rui Horta, Fernando Duarte, Tiago Rodrigues, Victor Hugo Pontes ou Tânia Carvalho. A interligação com distintas áreas da criação artística tem sido, também, uma preocupação de muitas dessas encomendas envolvendo importantes nomes da música, teatro, cinema ou artes plásticas e aproveitando a versatilidade de um elenco, atualmente dirigido artisticamente por Sofia Campos. O desenvolvimento de relações com outras estruturas de criação tem sido também privilegiado como o provam colaborações com as principais orquestras portuguesas e conceituados maestros e instrumentistas nacionais e estrangeiros.