AGORA MUDA TUDO

MÚSICA
Largo do Teatro Nacional de São Carlos
12 julho, segunda-feira — 21h

 

Maria João Solista

Nuno Côrte-Real Direção Musical

Ensemble Darcos

   

Classificação etária M/6

Nuno Côrte-Real e José Luís Peixoto

Agora muda tudo

 

Franz Schubert

Die Forelle D.550 (1º andamento)

   

Agora muda tudo é um ciclo de doze canções para voz e ensemble com música de Nuno Côrte-Real, a partir de poemas de José Luís Peixoto. O compositor procurou nos versos do escritor timbres e sonoridades, não deixando de reservar margem para a improvisação, técnica tão característica do estilo e carácter da cantora Maria João. Editado em CD e reconhecido pela crítica, este ciclo de canções viaja por territórios tão distintos como o jazz, a música contemporânea, o tradicional e o clássico. Die Forelle, de Franz Schubert, composto em 1817 sobre um poema de Christian Schubart, é um dos mais conhecidos lieder do compositor vienense e serviu de inspiração a outra conhecida obra de sua autoria, o Quinteto em Lá Maior D.667, «A Truta». A expressão dessa inspiração será a forma perfeita para terminar o espetáculo.

       
       

ENSEMBLE DARCOS


O Ensemble Darcos é um dos mais prestigiados grupos de câmara portugueses da atualidade. Foi criado em 2002, pelo compositor e maestro Nuno Côrte-Real, e tem como propósito a interpretação dos grandes compositores europeus de música de câmara, como Beethoven, Brahms ou Debussy, e a música de Côrte-Real; esta relação confere-lhe contornos de projeto de autor. Desde 2006 efetua uma residência artística em Torres Vedras, tendo iniciado em 2008 a Temporada Darcos, série de concertos de música de câmara e sinfónicos. Em janeiro de 2010, o Ensemble Darcos gravou para a Rádio Televisão Portuguesa uma série de canções de Cole Porter com os cantores Sónia Alcobaça e Rui Baeta, programa apresentado em Lyon (França), em parceria com a Camerata du Rhône. O CD Volúpia, primeiro trabalho discográfico do grupo e inteiramente dedicado à obra de câmara de Nuno Côrte-Real, foi lançado em outubro de 2012 pela editora Numérica. Seguiram-se Mirror of the Soul (Odradek 2016), Lagarto Pintado (Artway Records), Agora Muda Tudo (Odradek 2019), Cante (Odradek 2020) e Time Stands Still (Artway Records 2020).

       
       

MARIA JOÃO


Maria João começou a sua carreira na escola de Jazz do Hot Club de Lisboa, em 1982. Um ano mais tarde formou o Quinteto de Maria João, formação que deu origem a dois discos. Tem desenvolvido vários projetos musicais e discográficos com os mais variados artistas tais como Aki Takase, Carlos Bica e Mário Laginha. A cumplicidade musical que se estabeleceu entre a cantora e Laginha incitou-os a um projeto mais acústico e intimista e assim surgiu Danças (1993), o primeiro disco de um duo que persiste até hoje, marcado por centenas de concertos e discos onde ressalta a liberdade e a originalidade criativa, uma vez mais confirmadas com o último trabalho, Chocolate. Além do trabalho regular com Laginha, Maria João tem colaborado com destacados nomes da música nacional (António Pinho Vargas, Carlos Bica, José Peixoto, Blasted Mechanism, Clã, entre outros) e internacional (Laureen Newton, Bob Stenson, Christof Lauer, Gilberto Gil, Joe Zawinul, Saxofour, Hermeto Pascoal, Lenine, etc).

       
       

NUNO CÔRTE-REAL


Nascido em Lisboa em 1971, Nuno Côrte-Real tem vindo a afirmar-se como um dos mais importantes compositores e maestros portugueses da atualidade. Nas palavras de Rui Vieira Nery «compositor com liberdade criativa, desafiando todos os rótulos estilísticos atuais (…) em plena produção e em plena consagração, sempre com uma capacidade de nos envolver emocionalmente, muito saudável e muito pura, à sua maneira.» Em 2018 e 2019 ganhou o prémio de Melhor Trabalho de Música Erudita da SPA, com o ciclo de canções Agora Muda Tudo, e a ópera Canção do Bandido, respetivamente. A sua discografia inclui discos editados nacional einternacionalmente. Destacam-se Volúpia (Numérica 2012), Mirror of the Soul (Odradek 2016), Agora Muda Tudo (Odradek 2019), Cante (Odradek 2020) e Time Stands Still (Artway Records 2020). É fundador e diretor artístico do Ensemble Darcos, grupo de música de câmara que se dedica à interpretação da sua música e do grande repertório europeu, e assina artisticamente a Temporada Darcos. Foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura, e em 2003 foi-lhe atribuída a medalha de Mérito Grau Prata da Câmara Municipal de Torres Vedras.