ORQUESTRA DE CÂMARA
DE CASCAIS E OEIRAS

Música
Pátio do Palácio Nacional da Ajuda 20 de julho segunda-feira — 21:30

     

Soprano Filipa Portela [1º Prémio CIE 2017]

Violino Lilia Donkova

Direção Musical Nikolay Lalov


     

Classificação etária M/6

   

Jean Sibelius (1865-1957)

Andante Festivo

 

Benjamin Britten (1913-1976)

Les Illuminations para soprano e cordas

 

Frank Martin (1890-1974)

Polyptyque para violino e duas pequenas orquestras de cordas

         

       

O Andante Festivo foi inicialmente escrito para quarteto de cordas em 1922, mas, mais tarde, o compositor orquestrou-o para orquestra de cordas com tímpanos ad libitum. No dia 1 de janeiro de 1939 dirigiu-a em Helsínquia numa transmissão radiofónica mundial no âmbito da Exposição Mundial de Nova Iorque. Foi a última vez que dirigiu uma orquestra e a única de que ficou preservado registo. Sibelius era violinista e sabia como compor para cordas. Com a sua solenidade, esta obra manifesta uma atitude quase religiosa num mundo que se preparava para entrar em guerra. Foi tocada no funeral de Sibelius. J’ai tendu des cordes de clocher à clocher; des guirlandes de fenêtre à fenêtre; des chaînes d’or d’étoile à étoile, et je danse: foi um dos poemas de Rimbaud, que o compositor inglês Benjamin Britten terá pressentido como uma das mais extraordinárias criações de clímax da história da literatura. Poderemos ouvi-o na sua obra Les Illuminations. Para finalizar o concerto, teremos Polyptyque, composição para violino e duas pequenas orquestras de câmara, formação altamente inabitual, foi escrita por encomenda de Yehudi Menuhin e de Edmond de Stoutz. Ambos desejavam um concerto para violino, mas Martin propôs um políptico inspirado em quadros religiosos. Composto no final da vida deste compositor, cuja obra é eivada de religiosidade, estrutura-se em seis andamentos (Images) que descrevem a vida de Jesus. Martin disse que não tentou tanto descrever as Imagens, mas sim evocar os sentimentos apropriados a cada cena. Assim, surge uma enorme variedade de ambientes (desesperados, delicados, meditativos) expressos por uma grande variedade dinâmica e rítmica. O compositor levou aqui o violino aos limites de tessitura.


       

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA DE CÂMARA DE CASCAIS E OEIRAS


Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras

A Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (OCCO) é uma formação apoiada pelas Câmaras Municipais de Cascais e de Oeiras, e pela Direção Geral das Artes / Ministério da Cultura. Considerada por muitos uma das melhores formações deste género em Portugal, a OCCO é atualmente um elemento fundamental da vida cultural dos Concelhos de Oeiras e de Cascais. Com mais de 120 espetáculos por ano, divididos entre concertos sinfónicos, recitais de música de câmara, concertos didáticos e animações, a OCCO desenvolve uma atividade periódica nos dois concelhos, tendo também vindo a atuar por todo o País e realizado várias apresentações no estrangeiro. Em 2008, a OCCO criou o primeiro Conservatório Oficial de Música no concelho de Cascais, ligando desta forma a sua atividade artística ao ensino da música. Neste momento, o Conservatório de Música de Cascais conta com mais de 320 alunos inscritos e tem acordos de articulação com 3 escolas oficiais do concelho de Cascais. Na área educativa, a OCCO desenvolveu vários projetos e iniciativas que tiveram um forte impacto junto do público. São disso exemplos a 1.ª ópera infantil “Um Sonho Mágico” estreada em 2000 no CCB, com diversas apresentações em vários pontos do país, e o projeto “ABC da Música” nos concelhos de Cascais e Oeiras, com o objetivo de familiarizar o público infantil com a música erudita e os instrumentos musicais através de pequenos concertos comentados. A OCCO tem vindo a colaborar com várias entidades culturais dos concelhos de Cascais e Oeiras, nomeadamente com o Museu da Música Portuguesa (apresentando recitais e projetos educativos para escolas), com a Fundação D. Luís I (apresentando espetáculos educativos) e com a Fundação Marquês de Pombal (com a criação duma temporada regular de recitais). Desde a sua criação que a OCCO tem colaborado regularmente com o Festival Estoril-Lisboa (antigo Festival Internacional de Música do Estoril), com um papel fundamental no Concurso de Interpretação do Estoril. A OCCO tem participado também em concertos de beneficência, ajudando desta forma diversas associações de caridade. No seu vasto e abrangente repertório, a OCCO tem incluído obras e compositores de todas as épocas e estilos, tendo sempre a preocupação de promover as obras dos compositores portugueses. Dando particular ênfase à divulgação dos trabalhos de compositores mais jovens, tanto nacionais como estrangeiros, são apresentadas frequentemente obras pouco conhecidas do público em geral, consistindo muitas delas em estreias absolutas em Portugal. A OCCO tem-se apresentado em festivais nacionais de música no Estoril, em Coimbra, em Évora, em Guimarães, em Mafra, em Leiria, em Óbidos, entre outros. Representou ainda a música portuguesa na Assembleia Geral dos Festivais Europeus, no Estoril e em Bruxelas, e no Festival Internacional de Sófia na Bulgária (2007, 2008 e 2009). Entre muitos solistas que se apresentaram com a OCCO destacam-se nomes como Lídia Mordkovitch, Alberto Lysy, Paul Badura-Skoda, Márcio Carneiro, Darco Brlek, Maria Luísa Cortada e Michael Rische. Apresentaram-se com a OCCO diversos solistas nacionais onde destacamos Ana Bela Chaves, Aníbal Lima, Irene Lima, Ana Mafalda Castro, Olga Prats, Miguel Henriques, Pedro Carneiro, Teresa Cardoso Menezes, Ana Paula Russo, Luís Rodrigues, Elvira Ferreira, Sandra Medeiros, Sónia Alcobaça, Lara Martins e muitos outros. A Orquestra já recebeu maestros como Manuel Ivo Cruz, Jorge Matta e Armando Possante (Portugal), Jorge Gomez Perez (USA), Bernardo Adam Ferrero (Espanha), Elias Voudouris (Grécia), Giuseppe Lanzetta (Itália), Peter Tiboris (EUA), Susana Pescetti (Itália), Myron Michailidis (Grécia), Roberto Gianola (Itália) e Ricardo Averbach (EUA), entre outros. A OCCO foi criada e é atualmente dirigida pelo Maestro Nikolay Lalov.