CORO TNSC:
FRANCK, MOZART, FAURÉ

18 de julho, sábado — 21:30

 

Direção musical
Joana Carneiro


Soprano
Alexandra Bernardo


Barítono
Luís Rodrigues


 

Elementos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli

 

Elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular Joana Carneiro

   

Classificação etária M/6

   

Homenagem às vítimas mortais da COVID 19

 

César Franck (1822-1890)

Ave Maria, FWV 62

 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Sancta Maria, mater Dei, Kv 273

 

Gabriel Fauré (1845-1924)

arranj. David Hill (n. 1957)

Requiem

   
         
         

Imagens de refrigério! Em primeiro lugar, a sublinhada presença da Virgem Maria, figura que, no dizer de Graham Greene, está mais interessada no consolo do que em julgamentos. Teremos a iniciar uma delicada visão musical na obra de César Franck, um Ave Maria escrito precisamente na época do conhecido Panis angelicus. Surgirá depois um Sancta Maria, mater Dei, Kv 273, de Mozart, ato de consagração da Virgem que entrou no catálogo do compositor a 9 de setembro de 1777. O manuscrito diz-nos que é um mottetto. Foi escrito em Salzburgo, poucos dias antes da viagem que Mozart, então com 21 anos, efetuou a Augsburg, Mannheim e Paris, na companhia da mãe, que faleceria na capital francesa. O Requiem de Gabriel Fauré foi escrito entre 1887 e 1890. Apesar de ser imediatamente conotada com a morte, é uma peça que não se baseia em qualquer ideia de medo ou terror, mas antes privilegia ambientes celestiais, angélicos e delicados: termina com um In Paradisum. O foco desta obra é também o consolo e, por isso mesmo, toda a terrível sequência do Dies irae é omitida e substituída pela luminosa secção do Pie Jesu, confiada ao soprano. A primeira versão da peça foi estreada na Igreja de La Madeleine em Paris, em 1888.


         

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975, colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, como Fernando Lopes-Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980, foi criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch. A afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, a partir de 1985. João Paulo Santos sucedeu-lhe e sob a sua responsabilidade registam-se vários êxitos: Mefistofele, Blimunda e Divara, Le rossignol, Eugene Onegin, Les Troyens, Tannhäuser e Le grand macabre, entre muitos outros. Em 1991, deslocou-se com o Requiem de Verdi a Bruxelas. O Coro tem atuado sob a direção de maestros como Votto, Serafin, Gui, Giulini, Fabritiis, Klemperer, Molinari-Pradelli, Ghione, Erede, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Bartoletti, Bonynge, Navarro, Rennert, Burgos, Ferraris, Conlon, Christophers, Plasson, entre outros, e também de maestros portugueses, como Pedro de Freitas Branco. Atualmente, é dirigido por Giovanni Andreoli.


   

JOANA CARNEIRO


Joana Carneiro — Maestrina Titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa

Em 2009, foi nomeada Diretora Musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley, sucedendo a Kent Nagano. É Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian. Em janeiro de 2014, foi nomeada Diretora Musical da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Compromissos recentes e futuros incluem a BBC Symphony, Helsinki Philharmonic, RTE Symphony, Hong Kong Philharmonic e Gothenburg Symphony. Frequentemente convidada a dirigir programas contemporâneos, estreou-se na temporada de 2014—2015 na English National Opera com a estreia mundial da versão encenada de The Gospel According to the Other Mary de John Adams. Colaborou com a Royal Liverpool Philharmonic, Royal Philharmonic Orchestra, Orchestre Philharmonique de Radio France, Ensemble Orchestral de Paris, Orchestre de Bretagne, Norrköping Symphony, Norrlands Opera Orchestra, Residentie Orkest/Hague, Malmo Symphony, Orquestra Nacional de Espanha e Orquestra Sinfónica do Teatro La Fenice na Bienal de Veneza. Na América dirigiu a Los Angeles Philharmonic, Toronto Symphony, Saint Paul Chamber Orchestra, entre outras. Dirigiu em 2010 OEdipus Rex/Symphony of Psalms, com encenação de Peter Sellars, premiada com um «Helpmann Award». Dirigiu um projeto associado ao Festival de Nova Zelândia, em 2011, que lhe valeu convites para colaborar com as orquestras de Sidney e da Nova Zelândia.


   

LUÍS RODRIGUES


Luís Rodrigues — Barítono

Estudou no Conservatório Nacional e na Escola Superior de Música de Lisboa. Ganhou o 2.º Concurso de Interpretação do Estoril, o 4.º Concurso de Canto Luísa Todi e o Prémio Jovens Músicos da RDP em Música de Câmara, sendo ainda vencedor ex-aequo do concurso PoulencPlus (Mélodies de Poulenc) em Nova Iorque. Tem vindo a construir em Portugal uma sólida carreira no domínio da ópera, com papéis como Figaro (Il barbiere di Siviglia), Guglielmo (Così fan tutte), Nick Shadow (The Rake’s Progress), Escamillo (Carmen), Gianni Schicchi, Beauperthuis (Il cappello di paglia di Firenze), Sulpice (La fille du régiment), Don Profondo (Il Viaggio a Reims), Collatinus (The Rape of Lucretia), Don Giovanni, Rigoletto, Sharpless (Madama Butterfly), Lord Rochefort (Anna Bolena), Kurwenal (Tristan und Isolde), Mr. Gedge (Albert Herring), Eduard (Neues vom Tage), Semicúpio (Guerras do Alecrim e Mangerona), Marcello (La bohème), Tom (The English Cat), Papageno (Die Zauberflöte), Ramiro (L’heure espagnole) e Sumo Sacerdote (Samson et Dalila). Apresenta-se regularmente em concerto e recital e é frequentemente solicitado para estrear obras de música contemporânea.


   

CARLOS CARDOSO


Carlos Cardoso — Tenor

Natural de Tarouquela, estudou na Universidade da Beira Interior com o Maestro Ferreira. Venceu o 1.º Prémio do Concurso Luísa Todi, o 3.º Prémio no Concurso Magda Olivero, 1.º Prémio no Concurso de Canto dos Rotários, em Lisboa, 2.º Prémio no Concurso Internacional Rubini em Romano di Lombardia, onde se estreou como Ernesto em Don Pasquale. Entre 2010 e 2011 foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos e entre 2011 e 2013 da Accademia del Teatro alla Scala, em Milão. Com a Accademia apresentou-se em concertos por Itália, bem como em Un giorno di Regno no Teatro Filarmónico de Verona, em La Scala di Seta e em Don Carlo como Conde de Lerma no Teatro alla Scala. Outras estreias incluíram Edgardo em Lucia di Lammermoor na Dutch National Opera Amesterdam, Conte di Libenskof em Il viaggio a Reims no Rossini Opera Festival em Bad Wildbad, Fernando em La Favorita no Liceu de Barcelona (em versão de concerto) e Don Ramiro em La Cenerentola no Teatro alla Scala. Destacam-se dos compromissos recentes: Il viaggio a Reims na Dutch National Opera Amsterdam; La Cenerentola no Teatro alla Scala; Duque de Mântua em Rigoletto para o Festival Verdiano 2015, no Teatro Verdi de Busseto; Duque em Rigoletto (cover de V. Grigolo) no Teatro alla Scala; Adriana Lecouvreur no Teatro de la Monnaie, Bruxelas; Don Narciso em Il Turco in Italia na Landestheater em Salzburgo; e, mais uma vez, Duque de Mântua em Rigoletto em Busseto.