CORO TNSC:
PETITE MESSE SOLENNELLE

Pátio do Palácio Nacional da Ajuda
15 de julho, quarta-feira — 21:30

 

Soprano Dora Rodrigues

Meio-soprano Maria Luísa de Freitas

Tenor Carlos Cardoso

Barítono André Henriques

Direção Musical João Paulo Santos

 

Elementos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli

       

Classificação etária M/6

           

Tributo aos profissionais que têm estado na primeira linha do combate ao COVID 19

 

Gioachino Rossini (1792–1868)

Petite Messe Solennelle

   

       

Composta em 1863, 34 anos depois da subida à cena da última ópera de Rossini (Guillaume Tell), esta Petite Messe foi escrita em Passy, onde o compositor decidiu passar as últimas décadas da sua vida e onde — além de cozinhar infatigavelmente — recebia com a mulher os amigos de ambos, nos célebres samedi soirs. Para esses amigos, Rossini compunha pequenas peças de câmara, muitas vezes vocais, a que chamou os seus péchés de vieillesse. A missa parece ter sido encomendada pelo conde Alexis Pillet-Will, a cuja mulher, Louise, é dedicada. É estruturada em vários andamentos, na tradição da missa solemnis, mas Rossini chamou-lhe ironicamente petite. A inabitual orquestração original para vozes, dois pianos e harmónium bebe na tradição napolitana do século XVIII. Rossini queria 12 cantores no total: oito coristas e quatro solistas. Foi estreada a 14 de março de 1864 no hôtel da condessa em Paris. Solistas foram as irmãs Carlotta e Barbara Marchisio, Italo Gardoni e Luigi Agnesi. Nessa ocasião, Rossini virou as páginas e marcou o tempo com a cabeça. À estreia assistiram Meyerbeer, Auber, Thomas. Em 1867, 3 anos depois, Rossini orquestrou a obra. A primeira execução desta versão foi dada a 24 de fevereiro de 1869.


         

BIOGRAFIAS

   

CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975, colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, como Fernando Lopes-Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980, foi criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch. A afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, a partir de 1985. João Paulo Santos sucedeu-lhe e sob a sua responsabilidade registam-se vários êxitos: Mefistofele, Blimunda e Divara, Le rossignol, Eugene Onegin, Les Troyens, Tannhäuser e Le grand macabre, entre muitos outros. Em 1991, deslocou-se com o Requiem de Verdi a Bruxelas. O Coro tem atuado sob a direção de maestros como Votto, Serafin, Gui, Giulini, Fabritiis, Klemperer, Molinari-Pradelli, Ghione, Erede, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Bartoletti, Bonynge, Navarro, Rennert, Burgos, Ferraris, Conlon, Christophers, Plasson, entre outros, e também de maestros portugueses, como Pedro de Freitas Branco. Atualmente, é dirigido por Giovanni Andreoli.


   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


     

CARLOS CARDOSO


Carlos Cardoso — Tenor

Natural de Tarouquela, estudou na Universidade da Beira Interior com o Maestro Ferreira. Venceu o 1.º Prémio do Concurso Luísa Todi, o 3.º Prémio no Concurso Magda Olivero, 1.º Prémio no Concurso de Canto dos Rotários, em Lisboa, 2.º Prémio no Concurso Internacional Rubini em Romano di Lombardia, onde se estreou como Ernesto em Don Pasquale. Entre 2010 e 2011 foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos e entre 2011 e 2013 da Accademia del Teatro alla Scala, em Milão. Com a Accademia apresentou-se em concertos por Itália, bem como em Un giorno di Regno no Teatro Filarmónico de Verona, em La Scala di Seta e em Don Carlo como Conde de Lerma no Teatro alla Scala. Outras estreias incluíram Edgardo em Lucia di Lammermoor na Dutch National Opera Amesterdam, Conte di Libenskof em Il viaggio a Reims no Rossini Opera Festival em Bad Wildbad, Fernando em La Favorita no Liceu de Barcelona (em versão de concerto) e Don Ramiro em La Cenerentola no Teatro alla Scala. Destacam-se dos compromissos recentes: Il viaggio a Reims na Dutch National Opera Amsterdam; La Cenerentola no Teatro alla Scala; Duque de Mântua em Rigoletto para o Festival Verdiano 2015, no Teatro Verdi de Busseto; Duque em Rigoletto (cover de V. Grigolo) no Teatro alla Scala; Adriana Lecouvreur no Teatro de la Monnaie, Bruxelas; Don Narciso em Il Turco in Italia na Landestheater em Salzburgo; e, mais uma vez, Duque de Mântua em Rigoletto em Busseto.