CAMERATA ATLÂNTICA


     

MÚSICA
Pátio do Palácio Nacional da Ajuda
13 julho, segunda-feira — 21:30


   

Tenor
Carlos Guilherme

Bailarinos
Graciana Romeo, Marc Hussner

Violino e Direção Musical
Ana Beatriz Manzanilla

     

Classificação etária M/6

     

Astor Piazzolla (1921-1992)

Libertango

 

Agustin Lara (1897-1970)

Solamente una Vez

 

Mariano Mores (1918-2016)

Uno

 

Astor Piazzolla (1921-1992)

Oblivion

 

Héctor Stamponi (1916-1997)

Flor de Lino (Tango Vals)

 

Carlos Gardel (1890-1935)

Por una cabeza

 

Italo Pizzolante (1928-2011)

Motivos

 

Ernesto Lecuona (1896-1963)

La comparsa (Danzón — Instrumental)

 

Consuelo Velásquez (1916-2005)

Bésame mucho

 

Astor Piazzolla (1921-1992)

La muerte del ángel

 

José Antonio Méndez (1927-1989)

La gloria eres tú

 

Alberto Domínguez (1913-1975)

Perfidia

 

Carlos Gardel (1890-1935)

El día que me quieras

   

Arranjos musicais de Efraín Oscher (n.1974)
exclusivos para a Camerata Atlântica.


   

Para seguir bailando (como nos aconselha Pedro Almodóvar numa das mais delirantes cenas da sua obra cinematográfica), poderia ser o subtítulo deste concerto. A língua espanhola foi aqui convocada pois teremos um programa absolutamente focado nas Américas do Sul e Central, onde esta língua domina, à exceção do Brasil. Estrelas serão Tangos e Boleros. Teremos, pois, uma viagem vertical, dos infernos aos céus, se pensarmos que o tango terá nascido nos bas fonds e nas prisões de Buenos Aires. Nela se sublinhará a intensa popularidade que a música popular do século XX ganhou naqueles países e extravasou fronteiras. Será uma oportunidade para ouvirmos alguns dos mais famosos temas nascidos nessas terras onde nasceu também o «realismo mágico». De assinalar, num universo que tem sido dominado por homens, que o celebérrimo Bésame mucho é da compositora mexicana Consuelo Velázquez. Será uma longa viagem, com autores mexicanos (Lara, Velázquez, Domínguez), venezuelanos (Pizzolante), cubanos (Lecuona, Méndez) e, obviamente, argentinos. Estaremos em força nessa Buenos Aires que exsuda tangos e milongas, para nossa e de Jorge Luis Borges felicidades. Teremos, de facto, como estrelas os dois grandes nomes do tango — Piazzola e Gardel — mas também Mariano Mores e Héctor Stamponi.