GRUPO DE METAIS E PERCUSSÃO
DA OSP E OCTETO DE VIOLONCELOS

MÚSICA
Pátio do Palácio Nacional da Ajuda
10 julho, sexta-feira — 21:30


       

Direção Musical Pedro Neves

Grupo de Metais e Percussão
da Orquestra Sinfónica Portuguesa
e Octeto de Violoncelos
       

Classificação etária M/6

     

Dmitri Chostakovitch (1906-1975)

Abertura Festiva, op. 96

arranj. Øivind Westby (n. 1947)

   

Leonard Bernstein (1918-1990)

West Side Story, Suite

arranj. Eric Crees (n. 1952)

   

Giuseppe Verdi (1813-1901)

Nabucco, Sinfonia

arranj. Hugo Assunção (n. 1969)

   

Aaron Copland (1900-1990)

Fanfare for the Common Man

   

Georges Bizet (1838-1875)

Carmen, Suite

arranj. Jean-François Taillard

   

Deus e Adeus

arranj. Vítor Faria (n.1978)



   

O Festival ao Largo vai viver sob o signo da Alegria! A iniciá-lo teremos música de um dos maiores criadores do século XX — Dmitri Chostakovitch, homem que soube escapar de um regime cruel pelo humor (por vezes muito corrosivo) e por uma imaginação sonora sem limites. Esta sua Abertura Festiva nasceu em ameno convívio, depois de o compositor ter recebido no seu apartamento a apavorada visita do maestro da Orquestra do Teatro Bolshoi que precisava urgentemente de uma nova música para dali a três dias, a fim de celebrar o aniversário da Revolução de Outubro. Chostakovitch transformou-se: sentou-se a escrever a obra e começou a compor a uma velocidade alucinante. Enquanto isso, segundo o relato de um amigo presente, Lev Lebedinsky, dizia piadas, ria-se, contava e ouvia histórias. Estas duas famílias de instrumentos — Metais e Percussão — têm expressado unidas o ímpeto militar e o brilho das marchas, populares ou bélicas. Grandes compositores, de ópera e não só, têm surgido do universo das bandas, o que marcou sublinhadamente as respetivas obras. As primeiras produções verdianas são prova disso e teremos um brilhante exemplo na Abertura (Sinfonia) da sua ópera Nabucco. Será, sobretudo, um programa ecléctico que se estende ainda às contagiantes danças do West Side Story de Leonard Bernstein, à Fanfare for the Common Man (que, curta, ritmicamente apelativa, excitante e plena de sonoridade, como quase todas as fanfarras, foi escrita em 1942 inspirada num discurso proferido nesse ano pelo vice-presidente Henry Wallace que proclamou o século do Common Man), à ópera Carmen de Bizet e a outras partituras em que a humanidade se tem revisto.


     

BIOGRAFIAS

   

METAIS E PERCUSSÃO DA ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Metais e Percussão da Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

PEDRO NEVES


Pedro Neves — Direção Musical

É conhecido pela sua versatilidade enquanto artista, sendo o seu percurso pautado pela consistência, profundidade e coerência artisticas, sempre através de uma expressiva liderança. O seu repertório abarca todos os períodos da história da música, incluindo a música produzida nos dias de hoje, tendo já realizado numerosas estreias de compositores portugueses. Atualmente é maestro titular da Orquestra Clássica de Espinho, tendo tido no passado estreitas ligações com a Orquestra Gulbenkian, como maestro associado, e também com a Orquestra do Algarve, como maestro titular. É membro fundador da orquestra de cordas Alma Mater.
Destacam-se as colaborações com a Real Filarmonia da Galiza, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Depois do sucesso do bailado O Lago dos Cisnes de Tchaikovski, Pedro Neves colaborou com a Companhia Nacional de Bailado na produção do bailado O Quebra Nozes de Tchaikovski. Fez recentemente a sua estreia com a Orquestra Filarmónica do Luxemburgo e com a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, realizando com esta última a estreia do concerto para violino e orquestra do compositor brasileiro Celso Loureiro Chaves; o sucesso desta colaboração levou Pedro Neves de novo ao Brasil para a participação no Festival de Inverno de Campos do Jordão. Ainda em Portugal, colaborou com a Orquestra Clássica da Madeira e a Orquestra Filarmonia da Beiras, dirigindo também a ópera La cenerentola de Rossini no Teatro Nacional de São Carlos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Como professor e mentor de jovens músicos, é docente na Academia Nacional Superior de Orquestra e na Universidade do Minho.
Como impulsionador da nova música, colabora frequentemente com o Remix Ensemble Casa da Música, com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e com o Sond’arte Electric Ensemble, com o qual realizou digressões ao Japão e à Coreia do Sul. O seu percurso como violoncelista é realizado no Conservatório de Música de Aveiro, na classe de Isabel Boiça, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do professor Paulo Gaio Lima e na Escuela de Música Juan Pedro Carrero, em Barcelona, sob orientação de Marçal Cervera. Licenciou-se em direção de orquestra na classe de Jean Marc Burfin, na Academia Nacional Superior de Orquestra, prosseguindo os seus estudos com Emilio Pomàrico e Michael Zilm. É doutorando na Universidade de Évora, sendo o objeto do seu estudo as seis sinfonias de Joly Braga Santos.