WONDERFUL TOWN

MÚSICA
6 julho, sábado — 21:30


Direção musical
Joana Carneiro

Ruth Sherwood
Laura Pitt-Pulford

Eileen Sherwood
Lara Martins

Robert Baker
Luís Rodrigues

Narrador/Wreck/Frank/Polícia
Mário Redondo

Guia/Redator/Chick/Polícia
Diogo Oliveira

Lonigan/Redator/Polícia
Sérgio Martins

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular Joana Carneiro

 

Leonard Bernstein (1918-1990)

WONDERFUL TOWN

[versão de concerto]  

Livro de Joseph Fields e Jerome Chodorov Música de Leonard Bernstein
Letra de Betty Comden e Adolph Green
Baseado na peça My Sister Eileen, de Joseph Fields e Jerome Chodorov
e The Short Stories, de Ruth Mckenney
Editora Boosey & Hawkes


 

Wonderful Town celebra Nova Iorque como um íman para os jovens de todas as classes e artes que ali acorrem para concretizar os seus sonhos. Eileen e Ruth, duas jovens do Ohio chegam a Nova Iorque decididas, também elas, a conquistar a cidade. Após inúmeras e divertidas peripécias, as duas raparigas acabam por alcançar os seus objetivos, o que vem provar que tudo é possível em Nova Iorque, a fabulosa cidade que nunca dorme. Foram Leonard Bernstein e os letristas Betty Comden e Adolph Green que criaram este divertido musical premiado, estreado na Broadway em 1953. Wonderful Town é uma obra musicalmente mais leve do que West Side Story ou Candide, não deixando, por isso, de conservar toda uma linguagem e essência da música norte-americana que fazem de Bernstein um dos mais festejados compositores do século XX.


Coprodução
Festival Estoril Lisboa

 

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975, colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, como Fernando Lopes-Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980, foi criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch. A afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, a partir de 1985. João Paulo Santos sucedeu-lhe e sob a sua responsabilidade registam-se vários êxitos: Mefistofele, Blimunda e Divara, Le rossignol, Eugene Onegin, Les Troyens, Tannhäuser e Le grand macabre, entre muitos outros. Em 1991, deslocou-se com o Requiem de Verdi a Bruxelas. O Coro tem atuado sob a direção de maestros como Votto, Serafin, Gui, Giulini, Fabritiis, Klemperer, Molinari-Pradelli, Ghione, Erede, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Bartoletti, Bonynge, Navarro, Rennert, Burgos, Ferraris, Conlon, Christophers, Plasson, entre outros, e também de maestros portugueses, como Pedro de Freitas Branco. Atualmente, é dirigido por Giovanni Andreoli.


         

JOANA CARNEIRO


Joana Carneiro — Maestrina Titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa

Em 2009, foi nomeada Diretora Musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley, sucedendo a Kent Nagano. É Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian. Em janeiro de 2014, foi nomeada Diretora Musical da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Compromissos recentes e futuros incluem a BBC Symphony, Helsinki Philharmonic, RTE Symphony, Hong Kong Philharmonic e Gothenburg Symphony. Frequentemente convidada a dirigir programas contemporâneos, estreou-se na temporada de 2014—2015 na English National Opera com a estreia mundial da versão encenada de The Gospel According to the Other Mary de John Adams. Colaborou com a Royal Liverpool Philharmonic, Royal Philharmonic Orchestra, Orchestre Philharmonique de Radio France, Ensemble Orchestral de Paris, Orchestre de Bretagne, Norrköping Symphony, Norrlands Opera Orchestra, Residentie Orkest/Hague, Malmo Symphony, Orquestra Nacional de Espanha e Orquestra Sinfónica do Teatro La Fenice na Bienal de Veneza. Na América dirigiu a Los Angeles Philharmonic, Toronto Symphony, Saint Paul Chamber Orchestra, entre outras. Dirigiu em 2010 OEdipus Rex/Symphony of Psalms, com encenação de Peter Sellars, premiada com um «Helpmann Award». Dirigiu um projeto associado ao Festival de Nova Zelândia, em 2011, que lhe valeu convites para colaborar com as orquestras de Sidney e da Nova Zelândia.


         

LAURA PITT-PULFORD


Laura Pitt-Pulford — Meio-soprano

Destaca-se a sua interpretação em papéis e produções como Milly Seven Brides for Seven Brothers (Teatro Open Air Regent’s Park), papel nomeado para Melhor Atriz para o Laurence Olivier Award, Flowers for Mrs Harris (Chichester Festival Theatre), Charity Barnum em Barnum (Menier Chocolate Factory), Nell Gwynn (The Globe), Maria em The Sound of Music, Irene em Hello Dolly e Nancy em Oliver! (Leicester Curve), Young Phylis em Follies in Concert (Royal Albert Hall), Petra em A Little Night Music in Concert (London, West end), The Light Princess (The National Theatre), Betty em Sunset Boulevard (London, West end), Sarah Brown em Guys and Dolls (digressão pelo Reino Unido), Sheryl em Little Miss Sunshine (Arcola Theatre), Lucille em Parade, Mabel em Mack and Mabel e Violet em Side Show (Southward Playhouse, Londres) e a sua participação no concerto de celebração do 85.º aniversário de Stephen Sondheim (Theatre Royal Drury Lane).


         

LARA MARTINS


Lara Martins — Soprano

É uma das cantoras portuguesas com maior difusão internacional da atualidade. Uma artista que alia a excelência do seu instrumento vocal a uma grande sensibilidade e talento no domínio musical e dramático. Esse perfil traduz-se na capacidade de brilhar com igual mestria na ópera ou no teatro musical, onde foi uma das principais estrelas da produção de The Phanthom of the Opera, no mítico West End de Londres. Desenvolveu a sua formação na Guildhall School of Music and Drama, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Os seus dotes de elevado requinte cedo se evidenciaram, vindo a cantora a acabar o respetivo curso com a mais alta classificação. Desde então tem encantado alguns dos mais importantes palcos europeus, acompanhada por orquestras de topo. O seu repertório, abrangente, é revelador de uma artista com uma versatilidade pouco usual: viaja desde Mozart até Sondheim, passando por compositores tão diversos como Donizetti, Richard Strauss, Manuel de Falla, Kurt Weill, Gershwin, Bernstein ou A. Lloyd Weber.


         

LUÍS RODRIGUES


Luís Rodrigues — Barítono

Estudou no Conservatório Nacional e na Escola Superior de Música de Lisboa. Ganhou o 2.º Concurso de Interpretação do Estoril, o 4.º Concurso de Canto Luísa Todi e o Prémio Jovens Músicos da RDP em Música de Câmara, sendo ainda vencedor ex-aequo do concurso PoulencPlus (Mélodies de Poulenc) em Nova Iorque. Tem vindo a construir em Portugal uma sólida carreira no domínio da ópera, com papéis como Figaro (Il barbiere di Siviglia), Guglielmo (Così fan tutte), Nick Shadow (The Rake’s Progress), Escamillo (Carmen), Gianni Schicchi, Beauperthuis (Il cappello di paglia di Firenze), Sulpice (La fille du régiment), Don Profondo (Il Viaggio a Reims), Collatinus (The Rape of Lucretia), Don Giovanni, Rigoletto, Sharpless (Madama Butterfly), Lord Rochefort (Anna Bolena), Kurwenal (Tristan und Isolde), Mr. Gedge (Albert Herring), Eduard (Neues vom Tage), Semicúpio (Guerras do Alecrim e Mangerona), Marcello (La bohème), Tom (The English Cat), Papageno (Die Zauberflöte), Ramiro (L’heure espagnole) e Sumo Sacerdote (Samson et Dalila). Apresenta-se regularmente em concerto e recital e é frequentemente solicitado para estrear obras de música contemporânea.


         

MÁRIO REDONDO


Mário Redondo — Barítono

Ator e cantor formado pela ESTC e pela EMCN. Na ópera, destacam-se as suas criações de Geronimo em Il matrimonio segreto, de Cimarosa (S.Carlos, 2000), Sid em Albert Herring, de Britten (T. Aberto, 2002), Sam em Trouble in Tahiti, de Bernstein (França, 2003), Ivan Iakovlevitch em O Nariz, de Shostakovich (S. Carlos, 2006), Conde em Le nozze di Figaro, de Mozart (T.Trindade, 2006), Angelotti em Tosca, de Puccini (S. Carlos, 2008), Kuligin em Katya Kabanova, de Janáček (S. Carlos, 2011), Frate em Don Carlo, de Verdi (S. Carlos, 2011), Monterone em Rigoletto, de Verdi (S. Carlos, 2013), Pangloss em Candide, de Bernstein (S. Carlos, 2013), Bonzo em Madama Butterfly (S. Carlos, 2015) e Barão Douphol em La traviata (S. Carlos, 2018). No teatro, destacam-se os espetáculos Ópera de Três Vinténs, como Mack da Naifa, Os Sonhos de Einstein, Sweeney Todd, como Sweeney Todd, Evil Machines e O Misantropo. Em 2008 foi nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Ator de Teatro pelo seu trabalho em Sweeney Todd.


         

DIOGO OLIVEIRA


Diogo Oliveira — Barítono

Cursou canto no Conservatório Nacional com José Carlos Xavier. Participou em Master classes com Sarah Walker e Ernesto Palácio. Em recital apresentou Schwannengesang (Schubert), Sea Pictures (Elgar), Die Schöpfung (Haydn), L’enfance du Christ (Berlioz), Missa Nelson (Haydn), Stabat Mater (Dvořák), Te Deum (Charpentier), Te Deum (Leal Moreira), In Terra Pax (Frank Martin) e Carmina Burana (Orf ). Em 2005, venceu o primeiro prémio do Concurso Nacional de Canto Luísa Todi. Estreou-se no papel de Marullo (Rigoletto). Interpretou, entre outros, Ford (Falstaff), D.Magnifico (La cenerentola), Belcore e Dulcamara (L’elisir d’amore), Malatesta (D.Pasquale), Figaro (Le nozze di Figaro), Papageno (Die Zauberflöte), Uberto (La serva padrona), Tom (Little Sweep), Gil (Il Segreto di Susanna), Oswald (Sol de Invierno), Trombonok (Il Viaggio a Reims), Maximillian e Captain (Candide), Fallito (L’Opera seria), Pancottone (Lindane e Dalmiro), Moralès (Carmen) e Marcello (La bohème). Já cantou nas principais salas de espetáculo portuguesas, incluindo São Carlos, Gulbenkian e CCB. Fora de Portugal, cantou na Münchner Philharmoniker, Teatro Real e Teatro del Canal, Woodhouse e Abbaye Royale de Fontevraud.