ORQUESTRA SINFÓNICA
JOVEM DE MACAU

Música
21 de julho domingo — 21:30

 

Violino
Nancy Zhou

 

Direção Musical
Pedro Neves

 

Orquestra Sinfónica Jovem de Macau

 

Joly Braga Santos (1924-1988)

Abertura Sinfónica n.º 3, op.21

 

Doming Lam (n. 1928)

The Insect World II

 

Cheng Gang (n. 1935)

He Zhanhao (n. 1933)

Concerto para violino «Butterfly Lovers»

 

Igor Stravinski (1882-1971)

O Pássaro de Fogo

         
         

A Abertura Sinfónica n.º 3, op. 21, composta em 1954 por Joly Braga Santos é, indubitavelmente, uma das obras deste compositor mais interpretadas. Apesar de inspirada num tema alentejano facilmente identificável que percorre toda a obra, não a podemos classificar, no sentido estrito do termo, como uma obra folclórica.
Deste programa constam igualmente duas obras de compositores chineses contemporâneos: The Insect World II é uma fantasia orquestral para crianças composta por Doming Lam em 1979, e o Concerto para violino «Butterfly Lovers» de Chen Gang escrito em 1959 em parceria com He Zhanhao, na altura seu colega do Conservatório de Música de Xangai. O Pássaro de Fogo de Igor Stravinski é inspirado nos contos do folclore russo e narra a jornada do príncipe Ivan nos domínios do mágico Katschei, o Imortal. Apresentado em 1910 pela primeira vez como bailado para a companhia dos Ballets Russes de Sergei Diaghilev, O Pássaro de Fogo é a primeira obra que Stravinski escreve para esta companhia, encetando assim uma frutífera colaboração que culminaria com Petrushka (1911), A Sagração da Primavera (1913) e Les Noces (1923).


     

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA JOVEM DE MACAU


Orquestra Sinfónica Jovem de Macau

Composta por estudantes universitários de escolas primárias e secundárias, a Orquestra Sinfónica Jovem de Macau foi criada em 1997 por um grupo de professores e antigos músicos da Orquestra de Câmara de Macau. Desde a sua fundação já apresentou mais de uma centena de espetáculos. A Orquestra Jovem de Macau tenta manter sempre bem presentes os seus objetivos iniciais, nomeadamente a oportunidade de proporcionar aos jovens a prática orquestral e de se apresentarem em espetáculos, o intercâmbio de experiências, o incentivo e a promoção dos seus interesses, permitindo-lhes, assim, desenvolver os seus talentos musicais. Os músicos ensaiam habitualmente com professores da Academia de Artes Performativas de Hong Kong, da Orquestra Filarmónica de Hong Kong e da Orquestra Sinfónica de Guangzhou. Atualmente, a orquestra é constituída por 100 elementos que ambicionam um nível de excelência musical para além do prazer que lhes é dado pela música. A orquestra tem um vasto repertório que vai de obras clássicas a obras mais contemporâneas. Além de Veiga Jardim, o seu maestro honorário, e alguns professores locais, a Orquestra já pôde colaborar com ilustres músicos como Leung Kin Fung, Ye Suh-Han, Li Chuan Yun, Xie Nan, Richard Tsang, Hu Yong Yan, Pan Lin Zi, The Lee Trio (EUA), Professor Yves Sévère e Raphael Sévère (França), Edward Tarr (EUA), Jeremy Carter (Reino Unido), Matthew Krel (Rússia), Akiko Nakajima (Japão), Christian Schneider (Alemanha), Elizabeth Brauss (Alemanha), Lukas Stepp (Alemanha), Yoram Levy (Israel), Elinor Levy (Austrália) e Martin Schebesta (Aústria), America String Quartet, Artem Konstantinov (Rússia), entre vários. Em julho e agosto de 2010, a Orquestra viajou até à Europa pela segunda vez para atuar no Young Euro Classic e no Music Riva Festival, respetivamente em Berlim e em Riva del Garda, Itália, passou pelo Festival ao Largo e juntou-se à Prague Philharmonic Orchestra para um concerto no Smetana Concert Hall em Praga. Em dezembro de 2010, uniu-se à Royal Flemish Philharmonic para o Concerto de Ano Novo e no ano seguinte deu um concerto em parceria com a EOS Symphony Orchestra em comemoração do 100.º aniversário da Revolução Chinesa de 1911. Por ocasião do Concerto de Ano Novo de 2013, no Teatro Nacional de São Carlos, a Orquestra Sinfónica Jovem de Macau juntou-se à Orquestra Sinfónica Portuguesa, para executarem a Sinfonia n.º 3 em Lá menor de Mendelssohn sob a batuta de Julia Jones. Nesse mesmo ano, fez uma digressão pelos EUA e apresentou-se em salas como o Kennedy Centre em Washington e o Merkin Concert Hall em Nova Iorque, entre várias.

       
       

NANCY ZHOU


Nancy Zhou — Violino

Nancy Zhou, nascida em 1993, frequenta a Keystone School em San Antonio, Texas. Influenciada pelo pai e professor, Long Zhou, Nancy estuda violino desde os 4 anos de idade. Deu o seu primeiro recital quando tinha 5 anos. Desde então fez master classes com Nadja Salerno-Sonnenberg (2005). Peter Oundjian (2001), Pinchas Zukerman (2006), Glenn Dicterow (2009), e Koichiro Harada da Toho School of Music do Japão (2007), e tocou para o maestro Kurt Masur (2009). Nancy também participou de várias competições. Começou a competir em 2003 e venceu o Pearl Amster Concerto Competition duas vezes, em 2003 e 2004. Foi premiada na competição internacional Kingsville aos 10 anos. Em 2006 participou na sua primeira competição internacional. Participou no 13º Concurso Internacional Wieniawski para violinistas até 30 anos, classificando-se entre os 24 melhores de um grupo de 108 candidatos. Na primavera de 2008 viajou para Washington, onde recebeu o primeiro prémio no 5º Concurso Internacional Johansen de violino. Recebeu o primeiro prémio na 2ª Competição Internacional Chinesa de Violino, em Nova Iorque, em agosto de 2009. No inverno de 2010 foi laureada da 10ª Competição Internacional de Violino Jean Sibelius e ganhou o prémio especial pela melhor performance. Foi membro ativo das Orquestras Juvenis de San Antonio e venceu o Concurso de Concerto YOSA (2004), ao atuar com a Orquestra Filarmónica como solista. Além de competir internacional e nacionalmente, Nancy participou no programa de rádio nacional, “From the Top” (2005) e tem estado constantemente ativa fora da escola. Matriculou-se no Festival e Escola de Música de Aspen (junho-julho de 2008), estudando com Paul Kantor, e na New School String Seminar da New School, dirigido por Jaime Laredo (em dezembro de 2008). Como beneficiária da Fundação do Círculo de Amigos da violinista alemã Anne-Sophie Mutter desde 2008, Nancy colaborou com a Sra. Mutter em digressões por toda a Europa. Além disso, a Sra. Mutter patrocinou generosamente o progresso musical de Nancy, com um bolsa de estudos. Outros destaques incluíram recitais a solo na Southwestern University (novembro de 2009), em Washington, DC (outubro de 2009), em Baden-Baden na Alemanha (julho de 2010), e na Igreja Metodista de Coker (março de 2010). O repertório do concerto inclui também a Sinfonia espanhola, op. 21, de Lalo, com a Mid-Texas Symphony (outubro de 2009), o Concerto para violino de Sibelius, a sua estreia profissional com a San Antonio Symphony (em janeiro de 2010), o Concerto para violino de Paganini com a Orquestra Symphony of the Hills (abril de 2010), o Concerto para violino n.º 2, de Prokofiev, com a Filarmónica do Príncipe Jorge (outubro de 2010) e o Concerto para violino de Tchaikovsky com a Filarmónica de Baden-Baden na Alemanha (julho de 2010). Além da música, Nancy foi agraciada com o Princeton Book Prize (em abril de 2010).

       
       

PEDRO NEVES


Pedro Neves — Direção Musical

É conhecido pela sua versatilidade enquanto artista, sendo o seu percurso pautado pela consistência, profundidade e coerência artisticas, sempre através de uma expressiva liderança. O seu repertório abarca todos os períodos da história da música, incluindo a música produzida nos dias de hoje, tendo já realizado numerosas estreias de compositores portugueses. Atualmente é maestro titular da Orquestra Clássica de Espinho, tendo tido no passado estreitas ligações com a Orquestra Gulbenkian, como maestro associado, e também com a Orquestra do Algarve, como maestro titular. É membro fundador da orquestra de cordas Alma Mater.
Destacam-se as colaborações com a Real Filarmonia da Galiza, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Depois do sucesso do bailado O Lago dos Cisnes de Tchaikovski, Pedro Neves colaborou com a Companhia Nacional de Bailado na produção do bailado O Quebra Nozes de Tchaikovski. Fez recentemente a sua estreia com a Orquestra Filarmónica do Luxemburgo e com a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, realizando com esta última a estreia do concerto para violino e orquestra do compositor brasileiro Celso Loureiro Chaves; o sucesso desta colaboração levou Pedro Neves de novo ao Brasil para a participação no Festival de Inverno de Campos do Jordão. Ainda em Portugal, colaborou com a Orquestra Clássica da Madeira e a Orquestra Filarmonia da Beiras, dirigindo também a ópera La cenerentola de Rossini no Teatro Nacional de São Carlos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Como professor e mentor de jovens músicos, é docente na Academia Nacional Superior de Orquestra e na Universidade do Minho.
Como impulsionador da nova música, colabora frequentemente com o Remix Ensemble Casa da Música, com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e com o Sond’arte Electric Ensemble, com o qual realizou digressões ao Japão e à Coreia do Sul. O seu percurso como violoncelista é realizado no Conservatório de Música de Aveiro, na classe de Isabel Boiça, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do professor Paulo Gaio Lima e na Escuela de Música Juan Pedro Carrero, em Barcelona, sob orientação de Marçal Cervera. Licenciou-se em direção de orquestra na classe de Jean Marc Burfin, na Academia Nacional Superior de Orquestra, prosseguindo os seus estudos com Emilio Pomàrico e Michael Zilm. É doutorando na Universidade de Évora, sendo o objeto do seu estudo as seis sinfonias de Joly Braga Santos.