UMA NOITE DE VERISMO

19 de julho sexta-feira — 21:30

20 de julho sábado — 21:30

 

Direção musical
Andrea Sanguineti


Soprano
Cristiana Oliveira


Tenor
Carlos Cardoso


 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular Joana Carneiro

 

Ruggero Leoncavallo (1857-1919)

Pagliacci: Son quà! Ritornano!

 

Pietro Mascagni (1863-1945)

Cavalleria Rusticana: Gli aranci olezzano

 

Umberto Giordano (1967-1948)

Andrea Chénier: Come un bel dí di maggio

 

Giacomo Puccini (1858-1924)

Le Villi: Se come voi piccina io fossi

Le Villi: La Tregenda

 

Pietro Mascagni (1863-1945)

L'amico Fritz: Tutto tace!

 

Giacomo Puccini (1858-1924)

Chi'il bel sogno di Doretta

 

Ruggero Leoncavallo (1857-1919)

Pagliacci: I Zampognari

 

Pietro Mascagni (1863-1945)

Cavalleria Rusticana: Regina Coeli.

Inneggiamo il Signor non è morto

 

Giacomo Puccini (1858-1924)

Manon Lescaut: Donna non vidi mai

Manon Lescaut: Intermezzo

Madama Butterfly: Coro a bocca chiusa

 

Alfredo Catalani (1854-1893)

La Wally: Ebben? Ne andrò lontana

 

Francesco Cilèa (1866-1950)

L'Arlesiana: Intermezzo

(La note di S. Egligio)

 

Pietro Mascagni (1863-1945)

Iris: Inno del Sole (Preludio)

 

Giacomo Puccini (1858-1924)

La Rondine: Gia che il caso ci unisce...

Bevo al tuo fresco sorriso

         
         

Um programa integralmente dedicado ao repertório operático verista italiano interpretado por duas excecionais vozes líricas portuguesas da atualidade: o soprano Cristiana Oliveira e o tenor Carlos Cardoso. Se os nomes fundadores do verismo literário (1875–1895) foram Giovanni Verga e Luigi Capuana, já no repertório operático italiano são os nomes de Giacomo Puccini, Pietro Mascagni (cuja Cavalleria Rusticana é inspirada pela peça teatral de Verga) ou de Ruggero Leoncavallo ou o de Umberto Giordano, aqueles que, entre outros, mais produziram óperas veristas inspiradas num universo já distante do Romantismo, onde o quotidiano é marcado por um realismo por vezes sórdido ou violento. O verismo é seguramente uma das mais populares correntes do repertório operático italiano. Neste concerto, serão interpretadas, entre outras, as mais conhecidas árias e coros de Cavalleria Rusticana (1890), Pagliacci (1892), Andrea Chénier (1896) e La Rondine (1917).


         

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975, colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, como Fernando Lopes-Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980, foi criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch. A afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, a partir de 1985. João Paulo Santos sucedeu-lhe e sob a sua responsabilidade registam-se vários êxitos: Mefistofele, Blimunda e Divara, Le rossignol, Eugene Onegin, Les Troyens, Tannhäuser e Le grand macabre, entre muitos outros. Em 1991, deslocou-se com o Requiem de Verdi a Bruxelas. O Coro tem atuado sob a direção de maestros como Votto, Serafin, Gui, Giulini, Fabritiis, Klemperer, Molinari-Pradelli, Ghione, Erede, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Bartoletti, Bonynge, Navarro, Rennert, Burgos, Ferraris, Conlon, Christophers, Plasson, entre outros, e também de maestros portugueses, como Pedro de Freitas Branco. Atualmente, é dirigido por Giovanni Andreoli.


         

ANDREA SANGUINETI


Andrea Sanguineti — Direção Musical

Aclamado pela crítica e público, Andrea Sanguineti foi recentemente apelidado de «génio» pela Deutschlandradio-Kultur por ocasião da produção de The Dead City de E.W. Korngold. De temporadas anteriores destacam-se La bohème em Essen, Der fliegende Holländer em Erfurt, Il trovatore e Lucia di Lammermoor em Graz, Die lustige Witwe na Catânia, La traviata e Tosca em Leipzig, bem como concertos sinfónicos em São Carlos, Brasil e Opéra de Rouen. O seu vasto repertório varia entre operetas vienenses e óperas alemãs, tais como Tristan und Isolde ou Tannhäuser, sem descurar os estilos francês e italiano e a ópera contemporânea. No campo concertístico, Andrea Sanguineti expande o seu repertório principal, abrangendo desde as sinfonias de Beethoven e Brahms até às composições mais vanguardistas como por exemplo de obras de Olivier Messiaen ou de Skrjabin. Após os seus estudos de piano e composição, estudou direção de orquestra em Viena, e diplomou-se no Conservatório Giuseppe Verdi em Milão, especializando-se em repertório dramático. Colaborou na Staatsoper Hannover com a Niedersächsisches Staatsorchester e foi maestro principal em Würzburg, antes de ser diretor-geral musical em Görlitz e maestro principal na Neue Lausitzer Philharmonie, cargo que assumiu até 2018.

       
       

CRISTIANA OLIVEIRA


Cristiana Oliveira — Soprano

Vencedora de vários prémios internacionais no domínio da interpretação, tem recebido aclamadas críticas na imprensa especializada. Apresentou-se em vários recitais de Lieder em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América, destacando-se neste campo com a interpretação das quatro últimas canções de Richard Strauss. Estreou o ciclo Quatro canções para Inês de António Chagas Rosa. Com um crescente reconhecimento na interpretação de Oratória foi solista no Requiem e Missa da Coroação de Mozart, Oratória de Natal de Saint-Saens, Requiem de Bomtempo, Requiem de Verdi, Stabat Mater de Dvorak, Stabat Mater de Rossini e Requiem de Dvorak. É, no entanto, na ópera que mais se tem destacado, entre outros, nos papéis de Marie em La Fille du Regiment de Donizetti; Madame Cortese em Il Viaggio a Reims de Rossini; Micaela em Carmen de Bizet; Sophie em Werther; Gilda em Rigoletto de Verdi e Violetta em La traviata. Nas suas interpretações operáticas teve oportunidade de se apresentar em várias salas e eventos de referencia nacional e internacionaL, vários festivais em Barcelona, Northwest Opera Ireland, Teatro Nacional de São Carlos, Centro Cultural de Belém, Coliseu do Porto, Aula Magna, entre outros, com aclamados maestros e encenadores de renome.

       
       

CARLOS CARDOSO


Carlos Cardoso — Tenor

Natural de Tarouquela, estudou na Universidade da Beira Interior com o Maestro Ferreira. Venceu o 1.º Prémio do Concurso Luísa Todi, o 3.º Prémio no Concurso Magda Olivero, 1.º Prémio no Concurso de Canto dos Rotários, em Lisboa, 2.º Prémio no Concurso Internacional Rubini em Romano di Lombardia, onde se estreou como Ernesto em Don Pasquale. Entre 2010 e 2011 foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos e entre 2011 e 2013 da Accademia del Teatro alla Scala, em Milão. Com a Accademia apresentou-se em concertos por Itália, bem como em Un giorno di Regno no Teatro Filarmónico de Verona, em La Scala di Seta e em Don Carlo como Conde de Lerma no Teatro alla Scala. Outras estreias incluíram Edgardo em Lucia di Lammermoor na Dutch National Opera Amesterdam, Conte di Libenskof em Il viaggio a Reims no Rossini Opera Festival em Bad Wildbad, Fernando em La Favorita no Liceu de Barcelona (em versão de concerto) e Don Ramiro em La Cenerentola no Teatro alla Scala. Destacam-se dos compromissos recentes: Il viaggio a Reims na Dutch National Opera Amsterdam; La Cenerentola no Teatro alla Scala; Duque de Mântua em Rigoletto para o Festival Verdiano 2015, no Teatro Verdi de Busseto; Duque em Rigoletto (cover de V. Grigolo) no Teatro alla Scala; Adriana Lecouvreur no Teatro de la Monnaie, Bruxelas; Don Narciso em Il Turco in Italia na Landestheater em Salzburgo; e, mais uma vez, Duque de Mântua em Rigoletto em Busseto.