ORQUESTRA
GULBENKIAN

Música
18 de julho quinta-feira — 21:30

       

Violino
André Gaio Pereira


Direção Musical
Nuno Coelho


Orquestra Gulbenkian

       





       

Felix Mendelssohn (1809-1847)

Concerto para violino em Mi menor, op. 64

 

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Sinfonia n.º5 em Dó menor, op. 67

         

       

O Concerto para violino em Mi menor, op. 64, de Felix Mendelssohn Bartholdy é a obra de maior envergadura que Mendelssohn compôs para uma orquestra. Estreada a 13 de março de 1845, os três andamentos desta obra foram dedicados a Ferdinand David, ilustre violinista e grande amigo de Mendelssohn que também foi solista aquando da entusiástica estreia deste concerto. Obra imponente e de uma enorme transcendência técnica, é considerada hoje um dos expoentes máximos do repertório violinístico. A 5ª Sinfonia em Dó Menor, op. 67, dita a "Sinfonia do Destino", escrita por Ludwig van Beethoven e composta entre 1804 e 1808, foi a primeira sinfonia do autor escrita em tonalidade menor, o que só voltaria a acontecer na sua 9.ª Sinfonia. Com 4 andamentos, os seus primeiros compassos são, porventura, os mais facilmente identificáveis em toda a música europeia.


       

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA GULBENKIAN


Orquestra Gulbenkian

Fundada em 1962, a Orquestra Gulbenkian já percorreu mais de 55 anos de atividade. Inicialmente constituída por 12 músicos, foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de 60 instrumentistas. Esta constituição permite-lhe tocar um amplo repertório que abrange os principais períodos da história da música. Em cada temporada, realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em colaboração com alguns dos mais reputados maestros e intérpretes. Sendo uma referência musical no nosso país, distinguiu-se também, ao longo dos anos, em muitas das principais salas de concertos do mundo. A sua relevante discografia recebeu importantes prémios internacionais. Lorenzo Viotti é o maestro titular da Orquestra Gulbenkian. Giancarlo Guerrero é maestro convidado principal, Leonardo García Alarcón é maestro associado e Nuno Coelho é maestro convidado.

       
       

ANDRÉ GAIO PEREIRA


André Gaio Pereira — Violino

Nascido em Braga em 1994, André Gaio Pereira iniciou os estudos de violino aos 7 anos no Conservatório de Música de Lisboa. Estudou com a professora Inês Saraiva e o professor Aníbal Lima, tendo, em 2012, ingressado na classe do professor Remus Azoitei na Royal Academy of Music de Londres. Quatro anos depois licenciou-se com a distinção de melhor aluno do curso.
Em 2017, obteve o 1.º Prémio no PJM e o Prémio Maestro Silva Pereira - Jovem Músico do Ano. Obteve também o 2.º prémio e o Prémio Bach no Concurso Vasco Barbosa em 2016 e foi semifinalista no concurso internacional Johannes Brahms em 2015. Ao longo da sua carreira apresentou-se como solista com as orquestras Gulbenkian, Metropolitana de Lisboa, Filarmonia das Beiras, Clássica do Sul e Sinfonietta de Ponta Delgada.
No âmbito da música de câmara já se apresentou no Wigmore Hall e no Cadogan Hall e integrou os festivais Harmos, Mendelssohn on Mull e o Festival Internacional de Música de Marvão. É também membro reforço regular da London Symphony Orchestra e da English Chamber Orchestra e foi concertino da Academy Symphony Orchestra sob a regência de maestros como Semyon Bychkov, Sir Mark Elder e Edward Gardner.
Após ter concluído o seu Mestrado em Perfomance com o professor Levon Chilingirian em junho de 2018, segue uma carreira como solista, recitalista e músico de câmara.

       
       

NUNO COELHO


Nuno Coelho — Direção Musical

Nuno Coelho nasceu no Porto em 1989. Estudou violino no Conservatório de Música do Porto, em Klagenfurt e em Bruxelas. Estudou direção de orquestra, com Johannes Schaefli, na Universidade das Artes de Zurique. Em 2017 venceu o Concurso Internacional de Direção da Orquestra de Cadaqués. No verão de 2018 foi nomeado maestro convidado da Orquestra Gulbenkian e assistente de Gustavo Dudamel na Filarmónica de Los Angeles. Maestro assistente da Filarmónica dos Países Baixos entre 2015 e 2017, em junho de 2018 dirigiu a Orquestra do Real Concertgebouw como participante na RCO Daniele Gatti Master class. Participou também em Master classes dos maestros Esa-Pekka Salonen e Bernard Haitink e foi maestro assistente de Andris Nelsons, Christoph von Dohnányi, Thomas Adès, Stéphane Denève e Stefan Ausbury em Tanglewood.
Entre 2014 e 2016, Nuno Coelho foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Venceu o Prémio Jovens Músicos na categoria de Direção de Orquestra (2016), foi um dos premiados com o Neeme Järvi Prize, atribuído pelo Festival Menuhin de Gstaad e foi finalista na Nestlé and Salzburg Festival Young Conductors Competition. Em 2015 foi aceite no Dirigentenforum do Conselho Alemão da Música, uma plataforma de formação e promoção de jovens maestros na Alemanha.