FADOS E ZARZUELAS

MÚSICA
17 de julho quarta-feira — 21:30

 

Fadista
Teresa Tapadas

Tenor
Luís Gomes


Direção musical
Ceciliu Isfan

 

Orquestra
do Conservatório Regional
de Artes do Montijo

 

Pedro Teixeira da Silva (n. 1971)

Abertura São Jorge

 
 

Federico Moreno Torroba (1891-1982)
Arr. Miguel Ortega (n. 1963)

De este apacible rincón de Madrid

 
 

Alain Oulman (1928-1990) e Ary dos Santos (1937-1984)
Arr. Vasco Pearce de Azevedo (n. 1961)

Alfama

 
 

Reveriano Sotullo (1880-1932) e Juan Vert (1890-1931)
Rev. Miguel Ortega (n. 1963)

Bella Enamorada

 
 

Alves Coelho Filho (1882-1931)
Arr. Ceciliu Isfan (n. 1967)

Cartas de Amor

 
 

Pascual Marquina Narro (1873-1948)
Arr. Ceciliu Isfan (n. 1967)

Espana Cani

 
 

João Nobre (n. 1916)
Arr. José Manuel Raminhos (n. 1946)

Canto Fado

 
 

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Arr. Titus Isfan (n. 1994)

En Aranjuez con tu amor

 
 

Alexandre O'Neill (1924-1986), Alain Oulman (1928-1990)
e Vasco Pearce de Azevedo (n. 1961)

Gaivota

 
 

Pablo Sorozabal (1897-1988)
Arr. Miguel Ortega (n. 1963)

No puede ser

 
 

Carlos do Carmo (n. 1939)
Arr. Vasco Pearce de Azevedo (n. 1961)

Lisboa menina e moça

 
 

Manuel Penella (1880-1939)

El gato montés

 
 

David Mourão-Ferreira (1927-1996)
Arr. Vasco Pearce de Azevedo (n. 1961)

Barco Negro

 
 

Agustín Lara (1897-1970)
Arr. Titus Isfan (n. 1961)

Granada

       
       

Pedro Teixeira da Silva estreou a sua obra Abertura São Jorge em junho de 2018 na Igreja do Convento da Graça, em Lisboa. Especialmente escrita para a Orquestra Sinfónica Portuguesa, São Jorge é uma referência marcante de força e sentimento onde, simbolicamente, se exalta o grito de fé «São Jorge» aquando da batalha de Aljubarrota contra as tropas castelhanas, em agosto de 1385. A fadista de origem ribatejana, Teresa Tapadas, interpretará obras do repertório fadístico tão consagradas como Gaivota, Lisboa Menina e Moça ou Barco Negro e a cargo do tenor Luís Gomes, vencedor na categoria de Zarzuela no Concurso Internacional de Canto OPERALIA, realizado no ano passado no Teatro Nacional de São Carlos, estarão canções e árias de algumas das mais celebradas zarzuelas deste popularíssimo género musical espanhol.


       

BIOGRAFIAS

   
         
Teresa Tapadas — Fadista

Os olhos de Teresa Tapadas, são mais do que o espelho da alma… Eles irradiam o eco da sua voz. Claros, cristalinos, magnéticos, cheios de luz como quando canta o fado que lhe vai na alma. Teresa Tapadas não é mais um caso clássico de alguém que, no berço, já sonhava ser fadista. Quis ser hospedeira de bordo, fez um curso superior de gestão, cantou no coral da Igreja, fez parte do Rancho Folclórico de Riachos, no Ribatejo onde ainda hoje vive. Mas aos poucos, levada por uma «fadistice» aqui outra ali, o Fado havia de ganhar terreno até traçar o rumo da sua vida. O 2º CD a solo de Teresa Tapadas, é uma obra pensada, amadurecida, cuidada ao extremo e de uma entrega total, quer da fadista – que aqui se estreia como autora — quer de todos os que participaram no projeto. Que «Traços de Fado» seja também um prazer para quem o ouve. Fruto do espetáculo no Auditório no CCB em Lisboa, realizado em dezembro de 2014 e integrado no Festival «Há Fado no Cais» já se encontra nas bancas o 3º CD intitulado «Teresa Tapadas ao vivo no CCB».


         
Luís Gomes — Tenor

Vencedor do prémio Zarzuela «Don Plácido Domingo Ferrer» e, em 2018, prémio do público do concurso organizado por Plácido Domingo, Operália, um dos mais prestigiados concursos do mundo, Luís Gomes estudou na Guildhall School of Music and Drama em Londres antes de ingressar no Jette Parker Young Artist Programme da ROH Covent Garden. As suas apresentações incluem Rodolfo em La bohème, Azaël em L’enfant prodigue para a Scottish Opera, Beppe em Pagliacci, Fenton em Falstaff e Chevalier de la Force em Dialogues des Carmélites para a ROH Covent Garden, Osburgo em La straniera na Concertgebouw Amsterdam, Don Ottavio em Don Giovanni, Nemorino em L’elisir d’amore para o Teatro Verdi em Trieste, Tebaldo em I Capuleti e i Montecchi no Buxton Festival e Rodolfo em La bohème para o Verbier Festival Academy. Apresentou-se igualmente na ROH Covent Garden como Gastone em La traviata, Amante em Il trittico, Pong em Turandot, Borsa em Rigoletto e Alabazar em Il Turco in Italia. Destacam-se os seus recitais na Wigmore Hall Rosenblatt, Petite Messe Solennelle de Rossini na De Doelen Rotterdam e em Roma sob a direção de Antonio Pappano. Mais recentemente, participou na gravação intitulada Decades com Malcolm Martineau. Regressou a Lisboa para representar Rinnuccio em Gianni Schicchi no Centro Cultural de Belém e para a sua estreia no papel de Alfredo em La traviata no Teatro Nacional de São Carlos. Interpretou igualmente o papel de Alfredo com a Glyndebourne Tour 2018.


         
Orquestra do Conservatório Regional de Artes do Montijo

O Conservatório Regional de Artes do Montijo (CRAM) é uma escola de ensino especializado de música, que surge por iniciativa da Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo (AFPDM), sua entidade titular, colmatando, desta forma, uma lacuna no ensino oficial das Artes na região, pretendendo abranger as áreas da Música, Dança e Teatro. O CRAM propõe-se formar músicos, criadores, professores mas também ouvintes. Na verdade, o ensino artístico não só promove a aquisição de competências nos domínios da execução artística especializada a nível vocacional como também ajuda a formar pessoas, desenvolvendo aprofundadamente o seu sentido estético e capacidade crítica. O Conservatório Regional de Artes do Montijo iniciou as suas atividades letivas em 29 de setembro de 2010. Em boa hora, rompemos com preconceitos e tabus instalados no ensino musical tradicional. Um dos contributos mais importantes e relevantes do CRAM relaciona-se com a aprendizagem em grupo. Como escola de ensino artístico especializado, a nossa principal vocação é o ensino. Contudo, o ensino não se resume à sala de aula, porquanto realizamos várias atividades desde o 1.º ano, tais como audições de classe (por instrumento); concertos de final de período (Natal, Páscoa e verão), ópera infantil, espetáculos didáticos, entre outros. É também objetivo do CRAM a realização de workshops/cursos intensivos instrumentais e/ou vocais nas férias escolares que promovam o estudo do instrumento e estimulem os nossos alunos por via da troca de experiências. O CRAM pretende potenciar os equipamentos culturais existentes na região, procurando estreitar as relações com as coletividades locais, envolvendo a comunidade em geral. O CRAM hoje é uma referência no ensino artístico na região de Setúbal. Conta com uma Orquestra Sinfónica, Orquestra de Cordas, Orquestra de Sopros e Percussão, Orquestras de Iniciação de Sopros e Cordas, vários Grupos de Música de Câmara, Coro Infantil e Juvenil e uma Companhia de Dança Contemporânea.


         
Ceciliu Isfan — Direção Musical

Nasceu em Deva, Roménia, onde começou os seus estudos de violino com apenas 6 anos de idade. Em Bucareste, frequenta o Conservatório na classe de Mugar Popovici com quem estuda viola de arco. Enquanto estudante do Conservatório, desloca-se anualmente a Itália, a fim de participar nos «Corsi Estivi di Perfezionamento Orchestrale Fedella Febarolli». Foi aluno na Academia George Dima, Cluj-Napoca, Roménia, onde obteve o seu diploma com as classificações máximas. No seu país natal, ganha consecutivamente o 1.º prémio nacional de viola de arco desde 1983 a 1988. Com o seu quarteto Quod Libet ganha vários primeiros prémios, não só na Roménia como em outros países europeus. Entre 1990 e 1992 ocupa o lugar de solista no naipe das violas de arco na Folkwang Kammer Orchester de Essen, Alemanha. No mesmo período, trabalha como assistente de Vladimir Mendelssohn. Ceciliu Isfan especializou-se em música de câmara tendo tocado em vários quartetos na Roménia, França, Itália, Alemanha, Holanda, entre outros. Integrou a Orquestra Metropolitana de Lisboa em 1992 como solista no naipe das violas de arco, sendo, igualmente, professor na Academia Nacional Superior de Música. Atualmente, integra a Orquestra Sinfónica Portuguesa como coordenador de naipe adjunto. Dá aulas de violino, viola de arco, música de câmara e orquestra na Escola Alemã de Lisboa (desde 1994) e no Conservatório Regional de Artes do Montijo (desde 2011). Como maestro da orquestra sinfónica do Conservatório Regional de Artes do Montijo apresentou diversos programas como barroco, galas de ópera, músicas de filme, entre outras obras. Participou em vários cursos e Master classes em direção de orquestra e música de câmara em Tirgu-Mures, Cluj-Napoca e Craiova, Roménia. Desde 2016, participa nos cursos de direção de orquestra do maestro Jean Sebastian Bereau. Membro dos grupos Lautari, Belle Epoque Ensemble, Vianna da Motta, entre outros. Os seus recitais e atuações na Europa, América do Norte e Ásia receberam uma estrondosa receção por parte do público e da crítica.