ORQUESTRA
METROPOLITANA
DE LISBOA

MÚSICA
11 julho, quinta-feira — 21:30

 

Violoncelo
Nuno Abreu

Direção musical
Pedro Amaral

 

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Maestro titular Pedro Amaral

         

Joseph Haydn (1732-1809)

Concerto para violoncelo em Dó Maior, Hob.VIIb:1

 

Johannes Brahms (1833-1897)

Sinfonia n.º 2 em Ré Maior, op. 73

     

O Concerto para violoncelo em Dó Maior, Hob.VIIb:1 com três andamentos, foi escrito por Joseph Haydn (1732-1809) algures entre 1761 e 1765 para o seu amigo de longa data Franz Weigl, à época o primeiro violoncelo da Orquestra do Príncipe Nicolau Estherházy. Da obra, presumivelmente perdida, foi descoberta, em 1961, uma cópia da partitura original na Biblioteca Nacional de Praga. Embora persistam algumas dúvidas sobre a sua autenticidade, muitos estudiosos de Haydn acreditam ser ele o autor deste concerto, contemporâneo das suas 6.ª e 7.ª sinfonias.
Johannes Brahms (1833-1897) um dos expoentes máximos do Romantismo musical europeu do século XIX, escreveu a sua Sinfonia n.º 2 em Ré Maior, op.73, no verão de 1877. A sua composição foi rápida se compararmos com os 21 anos que Brahms demorou a completar definitivamente a sua Sinfonia n.º 1. Os quatro andamentos desta Sinfonia n.º 2 que atravessam esta obra, evocam uma atmosfera jovial e quase pastoril que, frequentemente, convida-nos a recordar passagens da Sinfonia n.º 6 de Beethoven. A Sinfonia n.º 2 de Johannes Brahms foi estreada em dezembro de 1877, em Viena, dirigida pelo reputado maestro Hans Richter.


         

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA


Orquestra Metropolitana de Lisboa

A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) mantém uma programação regular desde 1992. Os seus músicos asseguram uma intensa atividade que se distingue pela qualidade e pela versatilidade, o que permite abordar repertórios diversos, criar novos públicos e afirmar o caráter inovador do projeto AMEC | Metropolitana, do qual esta orquestra é a face mais visível. Desde o início, a OML afirmou-se como uma referência incontornável do panorama orquestral nacional. Apesar de estar sedeada em Lisboa, apresenta anualmente uma temporada com quase duas centenas de atuações que estendem a sua ação a 12 dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, com programações regulares junto de várias autarquias e deslocações frequentes a cidades de todo o país. Com espírito de participação cívica, a OML apresenta-se frequentemente em eventos públicos relevantes, tais como o festival Dias da Música que acontece todos os anos no Centro Cultural de Belém. Nos programas sinfónicos, jovens intérpretes da Academia Nacional Superior de Orquestra juntam-se à sua constituição base, a qual já integra, em si mesma, vários músicos formados nesta escola. Manifesta-se deste modo a importância que a Metropolitana confia na ponte entre a prática e o ensino da música. Este desígnio, que distingue a sua identidade, é exemplo único no contexto musical português e raro no panorama internacional. A OML tem gravados mais de uma dezena de CD — um dos quais disco de platina — para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics. Ao longo do seu historial, colaborou com inúmeros maestros e solistas de grande reputação nos planos nacional e internacional, de que são exemplos os maestros Pablo Heras-Casado, Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Michael Zilm, Emilio Pomàrico, Nicholas Kraemer, Leonardo García Alarcón, Hans-Christoph Rademann, Victor Yampolsky, Joana Carneiro, Pedro Amaral e Pedro Neves, ou os solistas Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Cura, José Carreras, Felicity Lott, Elisabete Matos, Leon Fleisher, Maria João Pires, Artur Pizarro, Sequeira Costa, António Rosado, Jorge Moyano, Natalia Gutman, Gerardo Ribeiro, Anabela Chaves, António Menezes, Enrico Onofri, Sol Gabetta, Michel Portal, Marlis Petersen, Dietrich Henschel e Mark Padmore, entre outros. A Direção Artística da Orquestra Metropolitana de Lisboa é, desde 2013, assegurada por Pedro Amaral que, a partir de 2018, acumula as funções de maestro titular.


         

PEDRO AMARAL


Pedro Amaral — Maestro Titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa

Iniciou os seus estudos em composição com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris (1998). Ainda em Paris, concluiu um Mestrado e um Doutoramento em Musicologia Contemporânea na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (2003). Estudou direção de orquestra com Peter Eötvös e Emílio Pomàrico. Em 2004 obteve o Prix de Rome. Professor da Universidade de Évora desde 2007 e membro da Academia de Belas Artes desde 2017, Pedro Amaral é autor de diversas obras, entre as quais as óperas O Sonho (2010) e Beaumarchais (2017). Em cada temporada dirige numerosos concertos, em Portugal e no estrangeiro, com um repertório amplo do Classicismo à contemporaneidade. Destacou-se pelas suas interpretações das óperas de Mozart e das grandes sinfonias do romantismo germânico, de Beethoven a Bruckner e Brahms, bem como na sua prática do repertório contemporâneo, em particular das obras de Berio, Boulez e Stockhausen de quem foi assistente. Foi maestro titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08) e do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10), sendo atualmente diretor artístico e maestro titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa.


         

NUNO ABREU


Nuno Abreu

Nascido em 1983, iniciou os seus estudos musicais na Fundação Musical dos Amigos das Crianças (Lisboa), onde estudou com Maria José Falcão. Em 2005 finalizou a licenciatura em violoncelo do curso de Instrumentista de Orquestra, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe de Paulo Gaio Lima, com as mais elevadas classificações. Realizou vários recitais em Portugal e no estrangeiro, tendo estreado variadas peças contemporâneas de compositores portugueses e estrangeiros. Nos Estados Unidos da América, venceu o Prémio Northshore Competition (2007). Em Portugal, venceu o Prémio Jovens Músicos na modalidade de Música de Câmara/Nível Superior (2004), o Concurso de Interpretação das Caldas da Rainha (2007) e obteve o 2.º Prémio e o Prémio do Público no Concurso de Interpretação do Estoril (2007). Em 2007 concluiu o Mestrado em Performance na Northwestern University School of Music (Chicago), com Hans Jensen, com a máxima classificação. Leciona na Escola Profissional da Metropolitana e ocupa o lugar de primeiro violoncelo na Orquestra Metropolitana de Lisboa.