BANDA SINFÓNICA DA GNR

MÚSICA
10 julho, quarta-feira — 21:30


       

Direção musical
João Afonso Cerqueira

Banda Sinfónica
da Guarda Nacional Republicana

             

Antonín Dvořák (1841-1904)

Abertura Carnaval,
op. 92, B169

 

Joly Braga Santos (1924-1988)

Sinfonia n.º 4 em Mi menor,
op. 16 — 4.º andamento

 

Modest Mussorgski (1839-1881)

Quadros de uma Exposição em Si Maior

 

A Abertura Carnaval, op. 92, B169, escrita na casa de campo de Dvořák no sul da Boémia entre julho e setembro de 1891, pertence a um ciclo de três aberturas de concerto originalmente intituladas «Natureza, Amor e Vida». Segundo palavras de Dvořák, a Abertura Carnaval pretende descrever um viajante solitário que, ao crepúsculo, chega a uma cidade onde decorre uma animada celebração.
Com apenas 26 anos, Joly Braga Santos escreveu a Quarta Sinfonia em Mi menor, op. 16, no Monte dos Perdigões, propriedade de Luiz de Freitas Branco, mentor de Joly Braga Santos. A obra é dedicada à Juventude Musical Portuguesa de que Joly Braga Santos foi cofundador, e nela podemos constatar a preocupação do compositor em «construir» música que pudesse dialogar com o Homem em toda a sua simplicidade e clareza.
Modest Mussorgski visitou em março de 1874, numa galeria de São Petersburgo, uma exposição de pintura dedicada à obra do seu grande amigo, o pintor Viktor Hartmann. Tal visita inspirou Mussorgski a compor, em junho desse mesmo ano, Quadros de uma Exposição em Si Maior. Obra escrita para piano, seria posteriormente orquestrada por Maurice Ravel que, com o seu apurado talento orquestral, soube extrair todas as subtilezas melódicas da partitura original do compositor russo.


         

BIOGRAFIAS

   

BANDA SINFÓNICA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA


Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana

A 4 de janeiro de 1838 nasce por decreto de D. Maria II a Banda da Guarda Municipal, posteriormente designada de Banda de Música da Guarda Nacional Republicana, após a implementação da república. Com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana em 2009, a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana passa a estar na dependência da Unidade de Segurança e Honras de Estado, sendo que esta constitui um dos órgãos que o Exmo. Comandante-Geral tem à sua disposição, para no âmbito da sua ação, desenvolver as suas atividades que compreendem as de representação a nível do protocolo de estado, cerimónias militares, culturais, recreativas e de divulgação da GNR. O elevado grau de especialização dos elementos que constituem a Banda Sinfónica da GNR, assim como o seu amplo e valioso arquivo permitem que esta atinja em concerto um nível artístico difícil de encontrar em agrupamentos congéneres. Ao longo da sua história para além dos inúmeros concertos com elevado reconhecimento em Portugal, muitos foram os êxitos obtidos em digressões internacionais destacando-se: Concurso Internacional de Bandas Militares em Badajoz, Espanha (1892); Madrid, San Sébastian e Barcelona, Espanha (1910); digressão ao Brasil (1930); participação na NATO – TAPTOE, nos Países Baixos (1963); gravação de concertos para a rádio em Paris (1963); concerto na cidade de Badajoz, Espanha (1965); representação de Portugal no IV Centenário da Fundação do Rio de Janeiro, Brasil; 20.º Festival Internacional de Bandas Militares em Mons, Bélgica (1980); intercâmbio cultural entre Portugal e Espanha, em Cáceres (1987); Cáceres e Plasencia, Espanha (1988); jornada de solidariedade com a zona sinistrada do Chiado, em Lisboa; participação no 4.º Festival Internacional de Bandas Militares em Modena, Itália (1995); participação no 5.º Festival Internacional de Bandas de Polícia em Basileia, Suíça (1996); digressão ao Luxemburgo: Differdange, Luxemburgo e Vianden (1998). A qualidade e excelência da Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana foram distinguidas em 2005 com o Prémio Amália na categoria de Música Clássica e em 2006 foi conferido à banda, por S. Exa. o Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, o título de membro honorário da Ordem do Infante D. Henrique. Desde 1838 a Banda Sinfónica da GNR foi chefiada, no período que a cada um se atribui, pelos maestros Jerónimo Soller (1838-1878), Jacques Murat (1878), Manuel Augusto Gaspar (1878-1901), António Gonçalves da Cunha Taborda (1901-1911), Joaquim Fernandes Fão (1911-1935), Lourenço Alves Ribeiro (1935-1959), Manuel da Silva Dionísio (1960-1973), Joaquim Alves de Amorim (1974-1982), Idílio Martins Fernandes (1982-1989), Vasco da Cruz Flamino (1989-2001) e Jacinto Coito Abrantes Montezo (2001-2008). O maestro major João Afonso Cerqueira é, desde 1 de novembro de 2008, o chefe e diretor artístico da Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana.


         

JOÃO AFONSO CERQUEIRA


João Afonso Cerqueira

Nasceu em 1967 e iniciou os estudos musicais com a idade de 9 anos, com o maestro Victor Bonjour. Em 1985 ingressou na Banda Sinfónica do Exército Português como clarinetista e fez o curso como instrumentista no Conservatório Regional de Setúbal. Na área de direção de orquestra foi aluno de António Saiote, Richard Zilman, Félix Hauswirth e Jean Sébastien Béreau. Em 2001 terminou a licenciatura em direção musical, sendo promovido a Alferes e foi nomeado para chefiar a Banda Militar da Madeira, com o mesmo posto. Em 2006, desempenhou o cargo de maestro adjunto da Banda Sinfónica do Exército e, em 2008, frequentou a Pós-graduação em direção de orquestra de sopros no Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares em Almada. Tem mantido uma atividade regular como maestro, tendo dirigido a Orquestra de Sopros dos Templários, Orquestra de Sopros GCEA/Região Autónoma da Madeira, Ensemble Palhetas Duplas, Bandas Filarmónicas, Banda Militar da Madeira, Banda Sinfónica do Exército, Coro do Teatro Nacional de São Carlos, entre outros tipos de formações musicais. Desde julho de 2010 é maestro da Banda da Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense e desde janeiro de 2014 da Banda da Associação Musical da Atalaia. Em 2010 foi condecorado com o Grau de Cavaleiro da Ordem Bernardo O’Higgins pela Presidente da República do Chile, em 2012 com a Cruz da Ordem do Mérito Melitense da Ordem Soberana e Militar de Malta e em 2013 com a Medalha de D. Nuno Álvares Pereira — Mérito da Guarda Nacional Republicana. Em 2008 foi nomeado chefe e maestro titular da Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana e em 2011 concluiu o Curso de Promoção a Oficial Superior no Instituto de Estudos Superiores Militares.