MÚSICA

CARMINA BURANA

6 julho sexta-feira · 7 julho sábado · 21:30

 

Direção musical
Domenico Longo

Soprano
Carla Caramujo

Tenor
Carlos Cardoso

Barítono
Christian Luján

 

Coro Juvenil de Lisboa
Maestro titular Nuno Margarido Lopes

 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular Joana Carneiro

 

Carl Orff (1895-1982)

CARMINA BURANA

 

Estreada na Ópera de Frankfurt a 8 de junho de 1937, a cantata cénica Carmina Burana faz parte da trilogia de Carl Orff (1895-1982) que inclui Catulli Carmina e Trionfo di Afrodite. Inspirada em 24 poemas escritos em latim medieval dos séculos XII e XIII, a obra de Orff fala-nos da efemeridade da riqueza e da vida, dos prazeres do jogo, da bebida e da alegria sentida pelo regresso da primavera. Logo após a estreia, Carmina Burana tornou-se uma peça muito popular, que começa e termina com O fortuna, um tema instantaneamente reconhecido em todo o mundo.


   
   

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975, colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, como Fernando Lopes-Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980, foi criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch. A afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, a partir de 1985. João Paulo Santos sucedeu-lhe e sob a sua responsabilidade registam-se vários êxitos: Mefistofele, Blimunda e Divara, Le rossignol, Eugene Onegin, Les Troyens, Tannhäuser e Le grand macabre, entre muitos outros. Em 1991, deslocou-se com o Requiem de Verdi a Bruxelas. O Coro tem atuado sob a direção de maestros como Votto, Serafin, Gui, Giulini, Fabritiis, Klemperer, Molinari-Pradelli, Ghione, Erede, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Bartoletti, Bonynge, Navarro, Rennert, Burgos, Ferraris, Conlon, Christophers, Plasson, entre outros, e também de maestros portugueses, como Pedro de Freitas Branco. Atualmente, é dirigido por Giovanni Andreoli.


         

CORO JUVENIL DE LISBOA


Coro Juvenil de Lisboa

É coro residente no Teatro Nacional de São Carlos, com o qual tem colaborado e estabeleceu um protocolo desde a sua formação em 2011 pelo maestro Nuno Margarido Lopes. Este projeto estreou a 14 de maio de 2011 no Museu da Música e no Palácio Nacional da Ajuda. Dos concertos realizados destacam-se os seguintes artistas: Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção do maestro João Paulo Santos; Festivais de Outono com o ator João Grosso (Teatro Aveirense); Gala Verdi 200 Anos (Grande Auditório da Culturgest); Festival Música em São Roque com a Orquestra Damas de São Carlos; Prémio Internacional Festival Terras Sem Sombra, concerto de homenagem a Teresa Berganza; 25 Anos de Carreira do soprano Elisabete Matos, no Teatro Nacional de São Carlos, com o Coro do TNSC; Orquestra Sinfónica Portuguesa; os solistas Aquiles Machado, Juan Pons e Elisabete Matos. Desde 2012 que tem participado anualmente no Prémio Festival Terras Sem Sombra, no Festival ao Largo e nas temporadas do Teatro Nacional de São Carlos, destacando-se as óperas Werther, El Gato Montés, Carmen e Pagliacci. Colabora também com a Embaixada de França em Portugal. Em 2013, lançou o primeiro CD, com obras de Victor Palma.


         

DOMENICO LONGO


Domenico Longo

Aluno de Donato Renzetti, colaborou com o Prémio Nobel, Dario Fo. No Teatro Carlo Felice de Génova, dirigiu I Capuleti ed i Montecchi. Pagliacci, com a ICO Magna Grécia, Werther no Teatro Pergolesi, La traviata, indicado pelo Maestro Michele Mariotti, no Teatro Comunale de Bolonha, e Così fan tutte no Teatro Palma de Maiorca. Mais recentemente, a Missa Tango de Bacalov, Black El Payaso e Pagliacci no Teatro la Zarzuela em Madrid, e Il segreto di Susanna e Gianni Schicchi, com encenação de Davide Garattini. Dirigiu Macbeth no Teatro Nacional de São Carlos com Elisabete Matos e Àngel Òdena. Inaugurou a Temporada 2015/2016 do Teatro Nacional de São Carlos com Madama Butterfly, o concerto de encerramento dos Dias da Música no CCB e Cavalleria Rusticana, versão concerto, no Festival ao Largo, edição 2016. Colabora com a Orchestra Pomeriggi Musicali, Teatro Petruzelli, Magna Grecia, Camera delle Marche, Filarmonica Marchigiana, Teatro Comunale di Bologna, Mozart Sinfonietta, Sinfonica Pescara, OMS de Bari, Orchestra Comunidad de Madrid, Sinfonica Ciudad de Granada, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Sinfónica Illes Balears.


         

NUNO MARGARIDO LOPES


Nuno Margarido Lopes

Estudou Piano com Alexei Eremine e Composição com Evgueni Zoudilkin. Em 1997 inicia a colaboração com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Teatro Nacional de São Carlos onde se fixou e exerce atualmente funções de maestro correpetidor e assistente do maestro João Paulo Santos. Apresentou-se em concerto com Daniel Hope, Dimitra Theodossiu e Elisabete Matos. É diretor artístico e maestro titular do Coro Juvenil de Lisboa desde a sua fundação em 2011.


         

CARLA CARAMUJO


Carla Caramujo

Diplomada pelas Guildhall School of Music and Drama e Royal Conservatoire of Scotland, venceu os Concursos Luísa Todi, Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge, Dewar Award, Chevron Excellence e Ye Cronies Awards. Apresentou-se com a London Sinfonietta, Royal Scottish Symphony Orchestra, Orquestras do Norte, Metropolitana, Yucatán, Córdoba, Sinfónica Portuguesa e Gulbenkian, Músicos do Tejo e Ensemble de los Buenos Aires, sob a direção de Diego Licciardi, Julia Jones, João P. Santos, José Esandi, Johannes Stert, Nicholas Kraemer, Marc Tardue, A. Polyanichko, Pedro Amaral, Pedro Carneiro, nas salas de Heidelberg, Smetana (Praga), Sage Gateshead (Newcastle), Barbican (Londres), Gulbenkian, CCB, Teatros Péon Contreras (Mérida), Traverse (Edimburgo), San Martin (Córdoba), SODRE (Montevideu), Usina del Arte (Buenos Aires) entre vários festivais. Em ópera, destacou-se enquanto Contessa di Folleville em Il viaggio a Reims, Gilda em Rigoletto, Violetta em La traviata, D. Anna em Don Giovanni, Rainha da noite em Die Zauberflöte, Fiordiligi em Così fan tutte, Herz em Der Schauspieldirektor, Adele em Die Fledermaus, Lisette em La rondine, Adina em L’elisir d’amore, Armida em Rinaldo, Controller em Flight (Dove), Salomé em O sonho, Soprano em Lady Sarashina (Eötvös) e Iara em Onheama (Ripper).


         

CARLOS CARDOSO


Carlos Cardoso

Natural de Tarouquela, estudou na Universidade da Beira Interior com o Maestro Ferreira. Venceu o 1.º Prémio do Concurso Luísa Todi, o 3.º Prémio no Concurso Magda Olivero, 1.º Prémio no Concurso de Canto dos Rotários, em Lisboa, 2.º Prémio no Concurso Internacional Rubini em Romano di Lombardia, onde se estreou como Ernesto em Don Pasquale. Entre 2010 e 2011 foi membro do Estúdio de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos e entre 2011 e 2013 da Accademia del Teatro alla Scala, em Milão. Com a Accademia apresentou-se em concertos por Itália, bem como em Un giorno di Regno no Teatro Filarmónico de Verona, em La Scala di Seta e em Don Carlo como Conde de Lerma no Teatro alla Scala. Outras estreias incluíram Edgardo em Lucia di Lammermoor na Dutch National Opera Amesterdam, Conte di Libenskof em Il viaggio a Reims no Rossini Opera Festival em Bad Wildbad, Fernando em La Favorita no Liceu de Barcelona (em versão de concerto) e Don Ramiro em La Cenerentola no Teatro alla Scala. Destacam-se dos compromissos recentes: Il viaggio a Reims na Dutch National Opera Amsterdam; La Cenerentola no Teatro alla Scala; Duque de Mântua em Rigoletto para o Festival Verdiano 2015, no Teatro Verdi de Busseto; Duque em Rigoletto (cover de V. Grigolo) no Teatro alla Scala; Adriana Lecouvreur no Teatro de la Monnaie, Bruxelas; Don Narciso em Il Turco in Italia na Landestheater em Salzburgo; e, mais uma vez, Duque de Mântua em Rigoletto em Busseto.


       

CHRISTIAN LUJÁN


Christian Luján

Nasceu na Colômbia. Iniciou os seus estudos no Instituto das Belas Artes, em Medellin, estudando Guitarra Clássica. Em Portugal frequenta o Curso de Musicologia na FCSH da Universidade Nova de Lisboa e o Curso de Música (Canto Lírico) na Escola de Música do Conservatório Nacional. Em 2012, continua os seus estudos no Flanders Opera Studio em Gent. Pós-graduado pela International Opera Academy, em 2015, sob a direção de Guy Joosten. Trabalhou com encenadores como Peter Konwitscny, Guy Joosten, Vincent Van den Elshout, e Benoit De Leersnyder; com maestros como René Jacobs, Pietro Rizzo e Yannis Pouspurikas; com cantores como Jose van Dam, Natalie Dessay, Sir Thomas Allen, Ann Murray, Dietrich Henschel, Susan Waters, e pianistas como Malcolm Martineau e Hein Boterberg. Tem interpretado papéis como Albert (Werther), Leporello (Don Giovanni), Guglielmo (Così fan tutte), Dr. Grenvil (La traviata), O Carcereiro (Dialogues des Carmélites), Varsonofjev (Khovanshchina), Charles Edward (Candide), Papageno (Die Zauberflöte), K. Mauricio (A Morte do Palhaço de Mário Branco), Pinellino (Gianni Schicchi), Father (Romy Schneider Opera de Joris Blanckaert), Lodovico/Montano (Otello), Vermummte Herr e Otto em Frühlings Erwachen (Flagey, Vlaamse Opera e outros teatros na Bélgica), Publio (La clemenza di Tito), entre outros.