MÚSICA

NOITES RUSSAS

20 de julho sexta-feira · 21:30

21 de julho sábado · 21:30

 

Direção musical
Emil Tabakov

Violino
Pedro Meireles

 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular Joana Carneiro

 

Mikhail Glinka (1804-1857)

Russlan e Ludmila — Abertura

Uma vida pelo Czar (Ivan Susanin) — Slavsya

 

Modest Mussorgski (1839-1881)

Boris Godunov, Na kogo ty nas pokidaesh

 

Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893)

Eugene OneguineValsa e Coro e Dança dos camponeses

 

Aleksandr Glazunov (1865-1946)

Concerto para violino em Lá menor, Op. 82

 

Nicolai Rimski-Korsakov (1844-1908)

A Lenda do Czar Saltan — o Voo do Moscardo

 

Serguei Prokofiev (1891-1953)

O amor das três laranjas — Suite Sinfónica

 

Aleksandr Borodin (1833-1887)

Príncipe Igor — Danças Polovtsianas(com Coro)

A música russa atravessou um longo período histórico que se iniciou pelas canções rituais e folclóricas e música sacra. É durante o século XIX e início do século XX que surgem compositores russos de música clássica cujas obras concertísticas e operáticas mereceram justa admiração mundial. Esta noite de música russa traz-nos excertos de óperas populares compostas por nomes de primeiríssima grandeza tais como Glinka (1804-1857) e a sua ópera Russlan e Ludmila, Príncipe Igor de Borodine (1833-1887), Boris Godunov de Mussorgski (1839-1881) ou Eugene Oneguin de Tchaikovski (1840-1893). Prokofiev (1891-1953) será recordado com excertos de duas óperas: O amor das três laranjas e Guerra e Paz, ambas escritas no início do século XX. O Concerto para Violino em Lá menor, op.82 foi composto por Alexander Glazunov (1865-1946) em 1904 e dedicado ao eminente violinista Leopold Auer, que o estreou em São Petersburgo em fevereiro de 1905. Sem pausas nem secções numeradas, o concerto é de considerável dificuldade técnica, muito representativa do estilo brilhante deste compositor.


         

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975, colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, como Fernando Lopes-Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980, foi criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch. A afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, a partir de 1985. João Paulo Santos sucedeu-lhe e sob a sua responsabilidade registam-se vários êxitos: Mefistofele, Blimunda e Divara, Le rossignol, Eugene Onegin, Les Troyens, Tannhäuser e Le grand macabre, entre muitos outros. Em 1991, deslocou-se com o Requiem de Verdi a Bruxelas. O Coro tem atuado sob a direção de maestros como Votto, Serafin, Gui, Giulini, Fabritiis, Klemperer, Molinari-Pradelli, Ghione, Erede, Zedda, Solti, Santi, Rescigno, Bartoletti, Bonynge, Navarro, Rennert, Burgos, Ferraris, Conlon, Christophers, Plasson, entre outros, e também de maestros portugueses, como Pedro de Freitas Branco. Atualmente, é dirigido por Giovanni Andreoli.


         

EMIL TABAKOV


Emil Tabakov

Emil Tabakov, mundialmente reconhecido como maestro, tem sido convidado a dirigir em países como Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Polónia, França, Itália, Rússia, Espanha, Roménia, Aústria, Suíça, Bélgica, Estados Unidos da América, Austrália, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Taiwan, Brasil, Israel, Holanda, África do Sul, Cuba, Equador e Colômbia. Já dirigiu ópera no Teatro La Fenice e Teatro Régio de Turim, concertos com a Orchestre National de France, Orchestre National d’Ile de France, Orchestre National de Lille,Tchaikovsky Symphony Orchestra of Radio Moscow, Moscow Philharmonic, New Russia Orchestra, Neue Philharmonie Westfalen, Seoul Philharmony, Tokyo City Philharmonic Orchestra, Rio de Janeiro Symphony Orchestra, Symphony Orchestra do México, Philharmonic Orchestra “George Enescu” Bucareshti, Athens Philharmonic Orchestra, Istanbul State Symphony Orchestra, Presidential Symphony Orchestra Ankara, entre tantas outras. A sua discografia inclui todas as Sinfonias de Mahler em 15 CD, a integral das Sinfonias de Brahms, Aberturas, Um Requiem Alemão, Sinfonia Alpina de Richard Strauss, Scheherezade de Rimsky-Korsakov, as Sinfonias de Scriabine, a integral dos concertos para piano de Beethoven, o Concerto para Orquestra de Bartok, The Miraculous Mandarin, Requiem de Verdi e excertos de óperas, bem como peças para as etiquetas Balkanton (Bulgária), Elan (Estados Unidos da América), Capriccio Delta (Alemanha), Mega-Music (Bulgária), Pentagon (Holanda), Gega-New (Bulgária) e EMI. Foi galardoado com “Músico do Ano”, atribuído pela Rádio National Búlgara, em 1992, e com o “Crystal Lyre” pela União de Músicos da Bulgária, em 2009. Foi nomeado “Homem do Ano”, em 1992, pelo Centro Bibliográfico Internacional de Cambridge. Em 2012, foi classificado pelo Centro Biográfico Internacional do Reino Unido como um dos 100 melhores maestros.


         

PEDRO MEIRELES


Pedro Meireles

Nasceu no Porto, tendo iniciado os estudos de violino com a sua mãe. Prosseguiu a sua formação no Conservatório de Música do Porto, terminando o curso com a classificação máxima. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu a licenciatura e o mestrado na Royal Academy of Music, em Londres, tendo-lhe sido atribuído um DipRAM, assim como o Prémio J & A Beare. Venceu o Concurso da Juventude Musical Portuguesa aos nove anos de idade, tendo sido posteriormente galardoado com primeiros lugares em concursos como o Prémio Maestro Silva Pereira, o Prémio Marjorie Hayward, o Prémio Mica Comberti, o Prémio de Viola Theodore Holland, o Sir Arthur Bliss Memorial Prize e o Prémio de Viola Max Gilbert. Venceu também, por três vezes, o Prémio Jovens Músicos da RTP, nas modalidades de violino e viola. Como concertista e como músico de câmara, realizou mais de duzentos concertos em algumas das mais conceituadas salas da Europa. Em 2005, apresentou o Stradivarius “Viotti” da coleção da Royal Academy of Music em concerto de gala no Victoria and Albert Museum, em Londres. Foi concertino e concertino adjunto das orquestras Royal Philharmonic, Orion Symphony, New London Orchestra, Brandenburg Sinfonia e Ashover Festival Orchestra. Pedro Meireles orientou inúmeras master classes de violino e viola e integrou o júri dos principais concursos e prémios de música do país. Foi professor de violino no Conservatório Nacional, na Academia de Música de Santa Cecília e na Academia de Música de Lisboa. Presentemente, ocupa o lugar de Concertino Principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa e de Concertino Auxiliar da Orquestra Gulbenkian. Em 2016, foi agraciado como Membro Associado da Royal Academy of Music.