MÚSICA

SOLISTAS DE LISBOA

18 de julho quarta-feira · 21:30

 

Violino Pedro Meireles

Violino Ana Pereira

Violino Francisco Lima

Violino António Figueiredo

Viola Samvel Barsegian

Viola Joana Cipriano

Violoncelo Marco Pereira

Violoncelo Irene Lima

   

Dmitri Shostakovich (1906-1975)

Duas peças para octeto de cordas

 

Felix Mendelssohn (1809-1847)

Octeto

 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) iniciou a composição das Duas peças para octeto de cordas, op. 11 em 1924, quando frequentava ainda o Conservatório de Leninegrado e trabalhava na sua admiravelmente precoce 1.ª Sinfonia. Os dois andamentos do octeto — Adagio e Scherzo — extremamente rítmicos e de um discreto lirismo, são exemplos de um jovem compositor modernista e revelam já uma decisiva estrutura formal que iria caracterizar toda a sua obra posterior. Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) escreveu o seu Octeto em Mi bemol maior, op.20 no outono de 1825 quando tinha apenas 16 anos e dedicou-o como presente de aniversário ao seu amigo e violinista Eduard Ritz. O octeto é considerado um marco do génio de Mendelssohn nos seus anos de mocidade. A peça foi revista em 1836 antes da sua estreia pública e, seguindo as instruções do compositor, deve ser tocada ao estilo de uma sinfonia.


         

BIOGRAFIAS

   

SOLISTAS DE LISBOA


Solistas de Lisboa

A música erudita tem, nos últimos 100 anos e de uma forma mais ou menos regular, conquistado um lugar importante na sociedade Portuguesa. Esse processo tem sido marcado pelo aparecimento de orquestras, compositores e solistas de talento, qualidade e carreira internacional. Infelizmente o mesmo não se observa ao nível da música de câmara, forma essencial de expressão musical que tem presença garantida nos países de grande tradição cultural ao nível da música "clássica". Este projecto centra-se na divulgação das grandes obras do repertório camerístico, através da sua audição em concertos comentados e da sua transmissão radiofónica, contando com a presença de alguns dos mais conceituados músicos membros das principais orquestrasde Lisboa.


         

PEDRO MEIRELES


Natural do Porto. Foi aluno do Conservatório de Música do Porto, onde estudou com Carlos Fontes e Suzanna Lidegran e, posteriormente, na Royal Academy of Music, em Londres, onde concluiu a licenciatura e o mestrado em Violino e Viola de Arco, tendo-lhe sido atribuído um DipRAM, assim como o Prémio J & A Beare. Venceu o Concurso da Juventude Musical Portuguesa aos nove anos de idade e foi galardoado com primeiros lugares em concursos como o Prémio Maestro Silva Pereira, o Prémio Marjorie Hayward, o Prémio Mica Comberti, o Prémio de Viola Theodore Holland, o Sir Arthur Bliss Memorial Prize e o Prémio de Viola Max Gilbert. Venceu também, por três vezes, o Prémio Jovens Músicos da RTP, nas modalidades de Violino e Viola. Como concertista e como músico de câmara, realizou mais de duzentos concertos em algumas das mais conceituadas salas da Europa. Foi concertino e concertino adjunto das orquestras Royal Philharmonic, Orion Symphony, New London Orchestra, Brandenburg Sinfonia, Ashover Festival Orchestra e Orquestra Gulbenkian. Orientou inúmeras master classes de Violino e Viola e integrou o júri dos principais concursos e prémios de Música em Portugal. Recentemente gravou o Concerto para 2 violinos de Sérgio Azevedo e o Concerto para Violino de Luís de Freitas Branco. Toca regularmente a solo com as principais orquestras do país e, presentemente, ocupa o lugar de Concertino Principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa.


         

ANA PEREIRA


Natural de Lanhelas, iniciou os estudos musicais na banda da sua terra natal, ingressando aos doze anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na Classe de Violino de José Manuel Fernandéz Rosado. Começou logo nesta fase a ser distinguida em concursos como no Prémio Jovens Músicos (2002) obteve o 3.º Prémio de Violino e o 3.º Prémio de Música de Câmara. Participou no 1.º Concurso de Violino Tomás Borba, sendo premiada com o 2.º Prémio. Selecionada para a Academia Nacional Superior de Orquestra, começou a estudar com Aníbal Lima, licenciando-se em 2007. Antes, obteve o 2.º Prémio no Concurso Jovens Músicos e o 1.º Prémio no mesmo concurso. No ano de 2007 venceu a modalidade de Música de Câmara, como 1.º violino do Quarteto Artzen, grupo do qual é membro fundador. Recentemente, foi vencedora do Prémio Internacional Jovens Violinistas 2011 – A Herança de Paganini. Participou em masterclasses com prestigiados violinistas, nomeadamente Serguei Arantounian, Anotoli Swarzburg, Evélio Teles, Zófia Kuberska-Wóyciska, Gerardo Ribeiro, Michael Tseitlin Carmelo de los Santos, Igor Oistrach e Evegeny Bushkov, entre outros. Foi concertino da Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, da Orquestra Académica Metropolitana, da Orquestra Sinfonieta de Lisboa e da Orquestra de Ópera Portuguesa. Foi também eleita como concertino para a Orquestra Nacional de Jovens APROARTE 2002 e para o II Estágio da Orquestra Sinfónica Académica Metropolitana. Tocou em diversas orquestras como a Sinfonietta do Porto, Sinfonietta de Lisboa, APROARTE, Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra de Ópera Portuguesa, OrchestrUtopica, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Remix Essemble e Orquestra Metropolitana de Lisboa. Apresentou-se como solista com as maiores orquestras nacionais e, no estrangeiro, com a Joensuun Kaupunginorkesteri (Finlândia). Atua regularmente como concertino da Orquestra Sinfonietta de Lisboa e é membro fundador da camerata de cordas Alma Mater. Ocupa, desde 2015, o lugar de Concertino da Orquestra Metropolitana de Lisboa, formação que integra desde 2008. Faz parte do corpo docente das Escolas da Metropolitana desde 2009.


         

FRANCISCO LIMA


Natural de Lisboa iniciou os seus estudos musicais na Fundação Musical dos Amigos das Crianças (FMAC) na classe de Ana Margarida Sanmarfull. Licenciado em violino na ESML na classe de Khachatour Amirkhanian. Prosseguiu estudos com Yuzuko Horigome no Conservatório Real de Bruxelas onde terminou, em 2014, o mestrado em performance. Na Bélgica trabalhou igualmente com Dirk Vermeulen e Erik Robberecht e participou em projetos com a Orchestre National de Belgique, Oxalys Ensemble e Orchestre de La Monnaie. Frequentou master classes com Igor Petrushevk y, Antje Weithass, Mauricio Fuchs e Krzysztof Wegrzyn. Premiado no Concurso de Cordas da FMAC (2007), Concurso Internacional Cidade do Fundão (2009), Concurso José Augusto Alegria para Jovens Intérpretes em Évora (2009) e Prémio Jovens Músicos (2014). Em 2016 teve o 1.º Prémio no Concurso de Cordas Vasco Barbosa, apresentando-se a solo com a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Também nesse ano ganhou o 1.º Prémio no Prémio Jovens Músicos da Antena 2. Foi membro e concertino da Orquestra Sinfónica Juvenil, instituição da qual foi bolseiro, entre 2009 e 2012. Membro da Orquestra de Jovens da União Europeia de 2012 a 2016, apresentou-se em salas como a Konzerthaus (Berlim) e a Concertgebouw (Amesterdão). Membro da Orquestra XXI, apresenta-se regularmente no Centro Cultural de Belém, Fundação Gulbenkian e Casa da Música. Colaborou com maestros como Vladimir Ashkenazy, Zubin Mehta, Heinz Holliger, Gianandrea Noseda, Emilio Pomàrico, Peter Stark, Dirk Brossé, Daniel Klajner, Andrew Manze, Krzysztof Urbanski, e solistas como Isabelle Faust, Jean Bernard Pommier, José Carreras, Placido Domingo, Daniel Hope, Reinhold Friedrich, Garrick Olsohn, entre outros. Terminou os seus estudos na Escola Superior de Música Reina Sofia, na classe de Ana Chumachenko. Atualmente desempenha a função de Primeiro Concertino Auxiliar na Orquestra Gulbenkian.


         

ANTÓNIO FIGUEIREDO


Natural de Lisboa, iniciou os seus estudos na Fundação Musical dos Amigos das Crianças (FMAC) onde concluiu o Curso Geral de Violino na classe de Leonor de Sousa Prado. Em 1989 venceu o Prémio Jovens Músicos e, em 1992, completou os seus estudos no Conservatório Nacional de Lisboa. Entre 1992 e 1995 integrou a Orquestra de Jovens Músicos da Comunidade Europeia, onde trabalhou com maestros como Carlo Maria Giulini, Mstislav Rostropovitch, Vladimir Ashkenazy, Gustav Khun, George Pretre, Leonard Slatkin, James Judd, Sir Colin Davis, entre outros. Em 1996, obteve o diploma de pós-graduação "Advanced Studies in Violin” da Royal Academy of Music na classe de Eric Gruenberg. É também docente do Conservatório de Setúbal. Frequentou masterclasses com Max Rabinovitsj, Anatoly Bajenov, Jacques Israelievitch, Alexandre Pavlovic e Viktor Liberman. Colaborou com orquestras como a Orquestra Gulbenkian, Orquestra do Norte, Orquestra Régie Sinfonia, Robert Schumann Orchestra e Die Niederrheinischen Sinfoniker. É regularmente convidado como concertino na Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra de Câmara Portuguesa e Sinfonietta de Lisboa. Membro fundador do quarteto “Vianna da Motta”, gravou em CD a integral dos quartetos deste compositor. Em 2012 foi solista com a Orquestra de Câmara Portuguesa interpretando Alfred Schnittke e no São Carlos com obras de Nino Rota. Foi convidado pelo maestro e solista Jean-Bernard Pommier para integrar o Ensemble International Béziers Musiké como concertino auxiliar, tendo atuado em várias cidades de França com a solista Olga Martinova. É membro efetivo da Orquestra Sinfónica Portuguesa onde tem trabalhado com alguns dos melhores maestros da atualidade como Harry Christophers, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Jeffrey Tate, Frühbeck de Burgos, Eliahu Inbal, Zoltán Peskó ou Donato Renzetti, entre ambos. Em 2015, e no âmbito do festival de Opera della Valle d`Itria, integrou a Orquestra Internacional de Itália, onde trabalhou com vários maestros, entre os quais Fabio Luisi.


         

SAMVEL BARSEGIAN


Natural da Arménia, começou a estudar violino aos seis anos de idade na Escola Especial de Música Tchaikovsky, mas aos quinze anos decidiu mudar para a viola de arco. Diplomou-se em 1989, tendo em seguida prosseguido o seu aperfeiçoamento no Conservatório Nacional de Yerevan, com Albert Brutian. Entre 1989 e 1991, foi solista da Orquestra Sinfónica da Rádio da Arménia e recebeu o Grande Prémio no Concurso Nacional da Arménia. Entre 1991 e 1995, estudou na Escola Superior de Música de Friburgo, na Alemanha, com Kim Kashkashian. Ao longo desse período, tocou sob a direção de maestros como Georg Solti, Valery Gergiev, Semyon Bychkov e Daniel Barenboim e atuou como solista com a Filarmónica da Arménia no Festival de Schleswig-Holstein. Prosseguiu os seus estudos na Juilliard School e concluiu uma pós-graduação na Escola Superior de Música de Karlsruhe. Posteriormente, desenvolveu a sua carreira artística com o professor Rudolf Barshai. Prticipou em vários workshops com maestros como Bertrand de Billy, Simone Young, Gilbert Varga, David Zinman e Lawrence Foster. É fundador e maestro da Lisbon Chamber Orchestra e tem dirigido várias orquestras na Europa. Em 2013, dirigiu pela primeira vez a Orquestra Gulbenkian, na qual é 1.º Solista do naipe das violas. É membro efetivo da Orquestra Sinfónica Portuguesa onde tem trabalhado com alguns dos melhores maestros da atualidade como Harry Christophers, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Jeffrey Tate, Frühbeck de Burgos, Eliahu Inbal, Zoltán Peskó ou Donato Renzetti, entre ambos. Em 2015, e no âmbito do festival de Opera della Valle d`Itria, integrou a Orquestra Internacional de Itália, onde trabalhou com vários maestros, entre os quais Fabio Luisi.


         

JOANA CIPRIANO


Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Castelo Branco na classe de António Ramos com quem concluiu o Curso de Instrumento, na Escola Profissional de Artes da Beira Interior. Completou a licenciatura em Violino na ESML, na classe de António Anjos, e na classe de música de câmara de Irene Lima e Olga Prats. Em 2013, concluiu os mestrados em performance e pedagogia na ESML, na classe de António Anjos e Alexandra Mendes. Durante esse período, estudou ainda na Lithuanian Academy of Music and Theatre na classe de Martynas Svegzda von Bekker através do programa “Erasmus”. Foi laureada em diversos concursos, sendo de destacar uma menção honrosa no Concurso de Arcos “Júlio Cardona” e o 1.º (2007) e 2.º (2006) lugar no Prémio Jovens Músicos, categoria Música de Câmara. Frequentou master classes com Serguei Arantounian, Gerardo Ribeiro, Angel Sanpedro, Jan Talich, Rainer Schimdt, Itamar Golan, Quarteto Artis, Quarteto Borodin e Quarteto Talich. Realizou concertos em países como a Lituânia, Bélgica, Itália, Áustria, Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Moçambique, África do Sul e Cabo Verde. Já colaborou com a Orquestra Gulbenkian, Ensemble 20/21, OrchestrUtopica, Remix Ensemble, Orquestra Sinfónica Portuguesa, entre outras. Paralelamente, fez a sua formação em viola de arco trabalhando com os violetistas António Oliveira e Silva, Pedro Muñoz, Ana Bela Chaves e Pedro Meireles. É violetista e membro fundador do quarteto ArtZen, com o qual obteve o 1.º lugar no Prémio Jovens Músicos e da Camerata Alma Mater dirigida por Pedro Neves. Ocupa desde 2017 o lugar de chefe de naipe na Orquestra Metropolitana de Lisboa, formação que integra desde 2015. Desenvolve a sua atividade pedagógica na Escola de Música do Conservatório Nacional e na Escola Profissional Metropolitana.


         

MARCO PEREIRA


Estudou violoncelo na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e na Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa, com Paulo Gaio Lima. Frequentou posteriormente a Escuela Superior de Música Reina Sofia, em Madrid, onde foi aluno de Natalia Shakovskaya. Durante este percurso teve a oportunidade de trabalhar com outros grandes mestres do violoncelo como Natalia Gutman, Gary Hoffman, Phillipe Muller ou Ivan Monighetti. O quarteto de cordas esteve sempre presente na sua carreira, desde muito cedo, atingindo o seu auge com a fundação do Quarteto de Cordas de Matosinhos. Este quarteto foi selecionado como ECHO Rising Stars 2015. Em 2003, venceu o concurso da Juventude Musical Portuguesa, nas categorias de Música de Câmara e Violoncelo — nível superior —, e recebeu o prémio Maestro Silva Pereira do Prémio Jovens Músicos. A nível internacional, foi-lhe atribuído um 1.º Prémio no concurso Liezen International Wettbewerb für Violoncello, na Áustria. Em 2006, recebeu também o 1.º Prémio no VI Certamen de Música de Cámara del Sardinero, em Santander. É 1.º Solista no naipe de violoncelos da Orquestra Gulbenkian. Apresenta-se regularmente como solista em concertos, tendo colaborado com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Joensuu Orchestra (Finlândia) e a Orquestra do Atlantic Music Festival (EUA), entre outras. Foi professor de violoncelo na Universidade de Aveiro e na Universidade do Minho. Desde 2011, é D’Addario Bowed Artist e Faculty Artist do Atlantic Music Festival — Watterville (EUA).


         

IRENE LIMA


Natural de Lisboa, iniciou os estudos musicais com Adriana de Vecchi e Fernando Costa na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Estudou em Paris com André Navarra e Philippe Muller. Apresentou-se a solo com a orquestra e em formações de câmara em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Itália, Brasil e Macau. De referir a sua atuação com a Orquestra Sinfónica da RTL com a qual executou o Concerto de Câmara para Violoncelo obbligato de Lopes-Graça, que lhe valeu elogiosa crítica, assim como atuações a solo com a Orquestra Sinfónica de Macau, a Sinfonia de Varsóvia, entre outras. Forma um duo com o pianista João Paulo Santos. Gravou para a EMI-Classics a Sonata para Violoncelo e Piano de Luís de Feitas Branco e, mais recentemente, um disco com obras de Vivaldi, Boccherini e Bréval. É atualmente Primeiro Violoncelo da Orquestra Sinfónica Portuguesa, lugar que ocupou igualmente na Orquestra do Teatro Real de Liège e na Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos. Leciona Música de Câmara na ESML. Apresenta-se regularmente em diversos festivais internacionais e temporadas de concertos como, por exemplo, Festival Internacional EUROPAMÚSICA, em Itália, ou a Festa da Música, com pianistas como Bruno Canino, Tânia Achot, Jorge Moyano, Roberto Arosio, Sónia Rubinsky, entre outros. Filipe de Sousa e Alexandre Delgado dedicaram-lhe obras para violoncelo solo.