MÚSICA

ÁRIAS, VALSAS E CANÇÕES

17 de julho terça-feira · 21:30

 

Orquestra do Conservatório Regional
das Artes do Montijo

 

Direção musical Ceciliu Isfan

Soprano Ana Cosme
Tenor João Rodrigues
Barítono João Merino

 

Johann Strauss (1825-1899)

Venetianer-Galopp

 

Giuseppe Verdi (1813-1901)

Sempre liberaLa Traviata

 

Johann Strauss (1825-1899)

Pizzicato Polka

 

Gaetano Donizetti (1797-1848)

Una furtiva lagrima — L'Elisir d'amore

 

Johann Strauss (1825-1899)

Im Krapfenwaldl

 

Giochino Rossini (1792-1868)

La Calunnia — Il barbiere di Siviglia

 

Dmitri Shostakovich (1906-1975)

Valsa n.º 2

 

Josef Strauss (1827-1870)

Feuerfest

 

Franz Lehár (1870-1948)

Lippen Schweigen — Die lustige Witwe

 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Deh vieni alla finestra — Don Giovanni

 

Ernesto de Curtis (1875-1937)

Non ti scordar di me

 

Josef Strauss (1827-1870)

Wildfeuer

 

Luigi Denza (1846-1922)

Funiculì, Funiculà

 

Eduardo di Capua (1865-1917)

O sole mio

 

Neste concerto faremos uma viagem musical pela Europa dos séculos XVIII, XIX e primeira metade do século XX com valsas dos irmãos vienenses Johann e Joseph Strauss, de outro genial vienense que é Wolfgang Amadeus Mozart com uma ária da sua ópera Don Giovanni escrita para a Ópera de Praga e estreada em 1787, árias das óperas Il Barbiere di Siviglia (1813) e L’Elisir d’amore (1832) dos italianos Gioachino Rossini e Gaetano Donizetti, respetivamente, uma ária da opereta Die Lustige Witwe (A Viúva Alegre, 1905) escrita pelo austro-húngaro Franz Léhar, e uma intrigante Valsa n.º 2 pelo russo Dmitri Shostakovich, composta em 1938 e popularizada graças ao filme ‘Eyes Wide Shut' de Stanley Kubrik (1999). Para terminar, ouviremos três canções populares de três compositores napolitanos: Luigi Denza (Funiculì, Funiculà, 1880), Eduardo di Capua (O sole mio, 1898) e Ernesto de Curtis (Non ti scordar di me, 1912).


         

BIOGRAFIAS

   
Orquestra do Conservatório Regional de Artes do Montijo

O Conservatório Regional de Artes do Montijo (CRAM) é uma escola de ensino especializado de música, que surge por iniciativa da Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo (AFPDM), sua entidade titular, colmatando, desta forma, uma lacuna no ensino oficial das Artes na região, pretendendo abranger as áreas da Música, Dança e Teatro. O CRAM propõe-se formar músicos, criadores, professores mas também ouvintes. Na verdade, o ensino artístico não só promove a aquisição de competências nos domínios da execução artística especializada a nível vocacional como também ajuda a formar pessoas, desenvolvendo aprofundadamente o seu sentido estético e capacidade crítica. O Conservatório Regional de Artes do Montijo iniciou as suas atividades letivas em 29 de setembro de 2010. Em boa hora, rompemos com preconceitos e tabus instalados no ensino musical tradicional. Um dos contributos mais importantes e relevantes do CRAM relaciona-se com a aprendizagem em grupo. Como escola de ensino artístico especializado, a nossa principal vocação é o ensino. Contudo, o ensino não se resume à sala de aula, porquanto realizamos várias atividades desde o 1.º ano, tais como audições de classe (por instrumento); concertos de final de período (Natal, Páscoa e verão), ópera infantil, espetáculos didáticos, entre outros. É também objetivo do CRAM a realização de workshops/cursos intensivos instrumentais e/ou vocais nas férias escolares que promovam o estudo do instrumento e estimulem os nossos alunos por via da troca de experiências. O CRAM pretende potenciar os equipamentos culturais existentes na região, procurando estreitar as relações com as coletividades locais, envolvendo a comunidade em geral. O CRAM hoje é uma referência no ensino artístico na região de Setúbal. Conta com uma Orquestra Sinfónica, Orquestra de Cordas, Orquestra de Sopros e Percussão, Orquestras de Iniciação de Sopros e Cordas, vários Grupos de Música de Câmara, Coro Infantil e Juvenil e uma Companhia de Dança Contemporânea.


         
Ceciliu Isfan

Nasceu em Deva, Roménia, onde começou os seus estudos de violino com apenas seis anos de idade. Em Bucareste, frequenta o Conservatório na classe do Professor Mugar Popovici com quem estuda viola de arco. Enquanto estudante do Conservatório, desloca-se anualmente a Itália, a fim de participar nos "Corsi Estivi di Perfezionamente Orchestrale Fedella Febarolli". Foi aluno na Academia George Dima, Cluj-Napoca, Roménia, onde obteve o seu diploma com as classificações máximas. Na Roménia ganha consecutivamente o 1.º prémio Nacional de Viola de Arco desde 1983 a 1988. Com o seu quarteto Quod Libet ganha vários primeiros prémios, não só na Roménia como noutros países europeus. Entre 1990 e 1992 ocupa o lugar solista no naipe das violas de arco na Folkwang Kammer Orchester de Essen na Alemanha. No mesmo período, trabalha como assistente de Vladimir Mendelssohn. Especializou-se em música de câmara tendo tocado em vários quartetos na Roménia, França, Itália, Alemanha, Holanda, entre outros. Integrou a Orquestra Metropolitana de Lisboa em 1992 como solista no naipe das violas de arco, sendo, igualmente, professor na Academia Nacional Superior de Música. Atualmente, integra a Orquestra Sinfónica Portuguesa como coordenador de naipe adjunto. Dá aulas de violino, viola de arco, música de câmara e orquestra na Escola Alemã de Lisboa (desde 1994) e no Conservatório Regional de Artes do Montijo (desde 2011). Como maestro da orquestra sinfónica do Conservatório Regional de Artes do Montijo apresentou diversos programas como barroco, galas de ópera, músicas de filme, entre outras obras. Participou em vários cursos e master classes em direção de orquestra e música de câmara em Tirgu-Mures, Cluj-Napoca e Craiova, Roménia. Desde 2016, participa nos cursos de direção de orquestra do maestro Jean Sebastian Bereau. Membro dos grupos Lautari, Belle Epoque Ensemble, Vianna de Motta, entre outros. Os seus recitais e as suas atuações na Europa, América do Norte e Ásia receberam uma estrondosa receção por parte do público e da crítica.


         
Ana Cosme

Nasceu no Bombarral, tendo iniciado os seus estudos musicais no Círculo de Cultura Musical Bombarralense. Estudou com José Carlos Xavier na EMCN, com Ana Paula Russo, com Elsa Saque e Sílvia Mateus na ESML onde obteve a licenciatura, tendo continuado a aperfeiçoar-se com a cantora Sílvia Mateus. É membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Como solista, participou na Cantata “O Conquistador“ de Jorge Salgueiro, na “Misa Cubana”de José Maria Vitier, “Stabat Mater“ de Pergolesi e “Requiem” de Fauré. Em recital, apresentou-se com os pianistas Anna Tomasik, Nuno Lopes, Francisco Sassetti, Nuno Vieira de Almeida, João Vale e João Paulo Santos. Integrou o elenco das óperas: “Die Lustige Vitwe” de Léhar; “A Raposinha Matreira” de Janáček; “Albert Herring” de Britten; “O Achamento do Brasil” de Jorge Salgueiro; Orpheu e Eurídice” de Gluck; A Vingança da Cigana” de Leal Moreira; “Bataclan” de Offenbach; A Bela Adormecida” de Respighi; “Le nozze di Figaro” de Mozart; e “Kátìa Kabanovᔠde Janáček.


         
João Rodrigues

Nasceu em Lisboa. Estudou canto na EMCN com Filomena Amaro e na ESML com Luís Madureira, Helena Pina Manique e Elsa Saque. Realizou aperfeiçoamento com João Lourenço. Integrou os elencos de Porgy and Bess (Crabman), Die Meistersinger von Nürnberg (Aprendiz) e Parsifal (3º Escudeiro) no São Carlos, Le Vin Herbé de F. Martin no Teatro Aberto, Il matrimonio segreto (Paolino) de Cimarosa, Così fan tutte (Ferrando), Die Zauberflöte (Tamino) na Fundação Gulbenkian, Susana (Carlos) de A. Keil, A Floresta (Professor de música) de E. Carrapatoso no Teatro São Luiz, A Vingança da Cigana (Pierre) de Leal Moreira, Raphael, reviens! (Raphael) de B. Cavanna na Fundação Gulbenkian, Francesca da Rimini (Dante) de Rachmaninov, Salome (4º Judeu) no São Carlos, Bataclan (Kekikako) de Offenbach, Jerusalém (Hinnerck) de V. Mendonça e Paint Me (Lee) de L. Tinoco na Culturgest, Porgy and Bess (Sporting Life) de Gershwin no Centro Cultural de Belém. Cantou com as orquestras da Juventude Musical Portuguesa, Conservatório da Covilhã, Gulbenkian, de Câmara de Cascais e Oeiras, Sinfonietta de Lisboa, Filarmonia das Beiras, Sinfónica Portuguesa, Metropolitana de Lisboa, do Algarve e da ESML. Cantou em estreia absoluta O meu Poemário Infantil de E. Carrapatoso, concerto com transmissão direta para a União Europeia de Rádios e Oratória Popular de Nuno Côrte-Real. Realizou no Teatro São Luiz recitais com o pianista Nuno Vieira de Almeida e no São Carlos com o pianista João Paulo Santos. Participou no concerto final da 1ª edição do Festival ao Largo do Teatro Nacional de São Carlos, sob a direção do maestro David Levi.


         
João Merino

Licenciado pela ESMAE na classe de Oliveira Lopes. Como bolseiro da Santa Casa da Misericórdia do Porto, trabalhou com Francisco Lázaro, em Barcelona. Apresentou-se nas óperas: Die Zauberflöte, Le nozze di Figaro, Così fan tutte e Don Giovanni de Mozart; Il barbiere di Siviglia, L’occasione fa il ladro e Il viaggio a Reims de Rossini; Carmen de Bizet; La traviata e Rigoletto de Verdi; Tosca e Gianni Schicchi de Puccini; Eugene Onegin de Tchaikovski; Hänsel und Gretel de Humperdinck; Werther de Massenet; Œdipus Rex de Stravinski; El gato montés de Penella; El Gato com Botas de Montsalvatge; Lindane e Dalmiro de J. C. Silva; La Bella Dormente nel Bosco de Respighi; Maria de Buenos Aires de Piazzolla, Il capello di paglia di Firenze de Nino Rota; Blue Monday de Gershwin e Evil Machines de Luís Tinoco e Terry Jones. Em concerto: Messiah de Händel; Magnificat e Oratória de Natal, de Bach; Criação e Petite messe solennelle de Haydn; a integral das Missas e o Requiem de Mozart; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Stabat Mater de Rossini; Requiem de Fauré; Missa n.º 3 de Bruckner; Carmina Burana de Orff; Dom Quixote a Dulcineia de Ravel; Kindertotenlieder de Mahler; Aventures de Ligeti, entre outros. Apresentou-se como solista em Portugal, Espanha e Itália sob a direção de C. Costa, C. Soler, E. Nielsen, F.Totan, G. Andreoli, I. Cruz, J. Jones, J. Skudlik, J. P. Santos, F. Lobo, L .Koenigs, M. André, M. Jurowski, M. Ortega, R. Massena, O. Hadari, P. Herreweghe, T. Hoffman e X.Poncette. Em cena com encenação de A.Teodósio, A.H.Lopes, C.Avilez, C.Gruber, C.v.Götz, E.Sagi, G.Vick, G.Joosten, J.C.Soler, L.M.Cintra, N.Graça-Silvestre, P.Matos, P.Konwitschny, R.Pais, R.Carsen, S.Medcalf entre outros.