MÚSICA

WAGNER, BACH E STRAUSS

13 de julho sexta-feira e 14 de julho sábado · 21:30

 

Violino
Xuan Du

Violino
Klara Erdei

Direção musical
Johannes Stert

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular Joana Carneiro

 

Richard Wagner (1813-1883)

Die Meistersinger von Nürnberg — Abertura

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Concerto para dois violinos

 

Richard Strauss (1864-1949)

Der Rosenkavalier Suite

 

Die Meistersinger, ópera cómica em três atos de Richard Wagner (1813-1883), estreou-se no Königliches Hoftheater em Munique em junho de 1868, dirigida por Hans von Bülow. A história desenrola-se em Nuremberga no século XVI e gira em torno da vida real dos Mestres Cantores, uma associação de poetas e músicos amadores, sendo Hans Sachs a personagem principal. Der Rosenkavalier Suite terá sido, muito provavelmente, orquestrada pelo maestro Artur Rodzinski que a dirigiu na estreia em outubro de 1944. Com temas da ópera Der Rosenkavalier que Richard Strauss (1864-1949) estreou em Dresden em 1911, a Suite evoca o amor da Marschallin por Octavian que, muito em breve, a trocará por Sophie, uma mulher bem mais jovem. O Duplo Concerto para Violino em Ré menor BWV 1043, o único concerto para dois violinos composto por Johann Sebastian Bach (1685-1750), é porventura uma das suas obras mais conhecidas do grande público, sendo considerada um dos melhores exemplos do período barroco tardio.


   
   

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

JOHANNES STERT


Johannes Stert

Maestro Principal na Ópera de Colónia e Maestro Convidado Principal na Ópera de Graz, durante vários anos, Johannes Stert depressa se tornou muito requisitado pelos mais importantes teatros de ópera de todo o mundo. Em 2008, estreou-se no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, com La Clemenza di Tito, tendo regressado no ano seguinte com Don Giovanni, e Dona Branca, em 2011. Muito recentemente, dirigiu uma nova produção de Die Zauberflöte na Ópera Nacional Coreana, em Seul. Em dezembro de 2009, estreou-se na Royal Danish Opera, em Copenhaga. Entre as temporadas de 2009-2014, Johannes Stert colaborou com os teatros alemães de Magdeburg e Staatstheater Oldenburg. Foi convidado a colaborar em vários festivais, tais como o Wiener Festwochen; Triennale Köln; Festival de Montepulciano; Festival “Dei due Mondi”, em Spoleto; Dresdner Festival de Música Contemporânea; Festival de Hitzacker; Festival “Schreyaner Autumn”; e Hamburg State Opera. Diversos concertos e projetos advieram da estreita colaboração que Johannes Stert tem mantido com importantes compositores como Karlheinz Stickhausen, John Cage, Manfred Trojhan, Johannes Fritsch, Volker Staub, Detlev Glanert, Maurizio Kagel e Hans Werner Henze. É frequentemente convidado para dirigir conceituados novos agrupamentos musicais, como o Ensemble Recherche e o Ensemble Köln. Johannes Stert é, desde 2004, Maestro Convidado da WDR Radio Orchestra, de Colónia. Além de concertos, dirigiu as gravações em CD da, pouco conhecida, ópera Merlin de Karl Goldmark, bem como as estreias dos dois concertos para piano de Friedrich von Flotow.


         

XUAN DU


Xuan Du

É desde 2014 concertino da Orquestra Sinfónica da Ópera Nacional da China, sediada em Pequim. Nascido numa família de músicos, iniciou os estudos de violino aos dez anos de idade e dois anos mais tarde apresentou-se no seu primeiro concerto. Posteriormente, e já com os seus estudos concluídos foi finalista do Concurso Nacional de Violino em Xangai. Em 1998 foi convidado a vir a Portugal pela Fundação Oriente tendo conseguido mais tarde o lugar de concertino assistente da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Em 2006, Xuan Du tornou-se concertino da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Para além do seu trabalho na OSP foi convidado a exercer o cargo de concertino convidado em orquestras como a Real Orquesta Sinfónica de Sevilha, a Orquestra Nacional do Porto, a BBC Philharmonic e a Tampere Philharmonic. Em 2008, foi convidado a ser o concertino da Real Orquesta de Sevilha numa digressão em Pequim, Xangai e Shenzhen. Em 2011 mudou-se para Londres, onde, como convidado ou como co-concertino trabalhou com orquestras como a London Philharmonic, a Royal Philharmonic, a Northern Sinfonia e a Bournemouth Symphony Orchestra. Durante os 17 anos que permaneceu na Europa, Xuan Du atuou como solista e como músico de câmara em vários festivais, tendo dado recitais na Alemanha, Dinamarca, França, Espanha, Portugal e Reino Unido. Xuan Du toca num violino de Dom Nicolò Amati de 1725.


         

KLÁRA ERDEI


Klára Erdei

Violinista e professora de violino, nascida na Hungria, iniciou os seus estudos de violino aos sete anos, sob a orientação de János Márffy. Frequentou o Conservatório de Szeged, onde foi aluna de Lájos Várnagy. A partir de 1977, frequentou a Academia de Música de Ferenc Liszt de Budapeste, tendo aprendido com os violinistas Mária Vermes, Ferenc Szecsodi e Semyon Snitkoswsky, este último professor no Conservatório Tchaikovski de Moscovo. Em 1978, atuou como primeiro violino num quarteto que, em representação da sua escola, venceu o concurso para quarteto de cordas da “Jeunesse Musicale International”, em Belgrado. Ingressou na Orquestra Filarmónica de Szeged, na Hungria, onde a partir de 1984 foi concertino. Lecionou no Conservatório de Szeged e participou em grupos de música de câmara, tendo também atuado como solista. Em 1988, foi convidada para ingressar na Orquestra Nova Filarmonia Portuguesa. No ano seguinte, entrou na Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional de S. Carlos. Também desde 1989, exerce a atividade de professora na Academia Musical dos Amigos das Crianças (AMAC), em Lisboa. Participou em diversas formações de câmara, nomeadamente no Trio Tagus, em conjunto com Gabriela Canavilhas e Luís Sá Pessoa. A partir de 1991, foi membro do Quarteto Arcus (renomeado Atalaya), com Vasco Barbosa, Teresa Beatriz e Kenneth Fraser. Desde 1993, é solista da Orquestra Sinfónica Portuguesa.