MÚSICA

ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA

12 de julho quinta-feira · 21:30

 

Oboé
Sally Dean

Direção musical
Pedro Amaral

 

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Maestro titular Pedro Amaral

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Concerto para Oboé e Orquestra

 

Antonín Dvořák (1841-1904)

Sinfonia n.º 9 ("Novo Mundo")

 

Durante a primavera e o verão de 1777, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) ocupou-se com a escrita do Concerto para Oboé em Dó maior, K. 314 que ofereceu ao famoso oboísta italiano Giuseppe Ferlendis. Com três andamentos cuja duração não excede 20 minutos, este concerto, um dos mais importantes no repertório de oboé, foi dado como perdido durante quase 150 anos, tendo sido redescoberto em 1920 pelo maestro Bernhard Paumgartner. A Sinfonia n.º 9 em Mi menor, op.95, mais popularmente conhecida por Sinfonia do Novo Mundo, foi composta por Antonín Dvořák (1841-1904) em 1892 durante a sua estadia nos Estados Unidos quando o compositor foi convidado a fundar o Conservatório Nacional de Música, precursor da atual Juilliard School of Music. Esta sinfonia com quatro andamentos, a última de Dvořák, foi estreada com estrondoso sucesso no Carnegie Hall de Nova Iorque em 1893. As críticas, altamente elogiosas, definiram a obra como sendo uma nobre composição de proporções heróicas, inspirada na beleza dos espirituais negros e em canções das plantações. Contudo, e segundo palavras do próprio compositor, a sua intenção foi apenas escrevê-la de acordo com o espírito das melodias nacionais norte-americanas.


         

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA


Orquestra Metropolitana de Lisboa

A Orquestra Metropolitana de Lisboa mantém uma programação regular desde 1992, pelo que comemorou, em 2017, 25 anos de vida. Os seus músicos asseguram uma intensa atividade na qual a qualidade e a versatilidade têm presença constante, permitindo abordar géneros diversos, proporcionando a criação de novos públicos e a afirmação do caráter inovador do projeto AMEC | Metropolitana, de que esta orquestra é a face mais visível. Nos programas sinfónicos, jovens intérpretes da Academia Nacional Superior de Orquestra juntam-se à Metropolitana, cuja constituição regular integra já músicos formados nesta escola, sinal da vitalidade da ponte única que aqui se faz entre a prática e o ensino da música. Este desígnio, que distingue a identidade da Metropolitana, por ser exemplo singular no panorama musical internacional, complementa-se com a participação cívica, que se traduz na apresentação frequente em eventos públicos relevantes, como o festival Dias da Música, que se realiza anualmente no Centro Cultural de Belém, e do qual a OML é orquestra residente. Cabe-lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar uma programação regular junto de várias autarquias da região centro e sul, para além de promover iniciativas de descentralização cultural por todo o país. Desde o seu início, a Metropolitana é referência incontornável do panorama orquestral nacional. Apesar de sedeada em Lisboa, onde apresenta uma temporada de cerca de três dezenas de concertos com orquestra e dezenas de programas de música de câmara, a OML estende atualmente a sua área de influência a 12 dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e às cidades do Porto, Coimbra, Setúbal e Leiria. Tem gravados mais de uma dezena de CD – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics. Ao longo destas duas décadas, colaborou com inúmeros maestros e solistas de grande reputação no plano nacional e internacional, de que são exemplos os maestros Pablo Heras-Casado, Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Michael Zilm, Emilio Pomàrico, Nicholas Kraemer, Leonardo García Alarcón, Hans-Christoph Rademann, Victor Yampolsky, Joana Carneiro e Pedro Neves ou solistas como Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Cura, José Carreras, Felicity Lott, Elisabete Matos, Leon Fleisher, Maria João Pires, Artur Pizarro, Sequeira Costa, António Rosado, Jorge Moyano, Natalia Gutman, Gerardo Ribeiro, Anabela Chaves, António Menezes, Sol Gabetta, Michel Portal, Marlis Petersen, Dietrich Henschel e Mark Padmore, entre outros. A Direção Artística da Orquestra Metropolitana de Lisboa é, desde julho de 2013, assegurada pelo maestro e compositor Pedro Amaral.


         

PEDRO AMARAL


Pedro Amaral

Nascido em Lisboa, Pedro Amaral, compositor e maestro, é um dos músicos europeus mais ativos da nova geração. Inicia os estudos em composição como aluno privado de Lopes-Graça, a partir de 1986, ao mesmo tempo que prossegue a sua formação musical geral no Instituto Gregoriano (1989/91). Ingressa depois na Escola Superior de Música de Lisboa onde conclui o curso de composição na classe do professor Christopher Bochmann, em 1994. Instala-se em Paris, onde estuda com Emmanuel Nunes no Conservatório Superior, graduando-se com o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri. Estuda ainda direção de orquestra com Peter Eötvös (Eötvös Institute, 2000) e Emilio Pomàrico (Scuola Civica de Milão, 2001). Paralelamente à sua formação musical prática, prossegue os estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, obtendo, em 1998, o Mestrado em Musicologia Contemporânea com uma tese sobre Gruppen de K. Stockhausen – com quem trabalha como assistente em diferentes projetos – e, em 2003, um doutoramento com uma tese sobre Momente e a problemática da forma na música serial. Em maio de 2010, estreou em Londres a sua ópera O sonho, a partir de um drama inacabado de Fernando Pessoa. Unanimemente aplaudida pela crítica, a obra foi interpretada por um prestigioso elenco de cantores portugueses acompanhados pela London Sinfonietta sob a direção do compositor, tendo sido apresentada em Londres e Lisboa. Como compositor e/ou maestro, Pedro Amaral trabalha regularmente com diferentes ensembles e orquestras, nacionais e estrangeiros. Foi maestro titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2008/09) e do Sond’Ar-Te Electric Ensemble (2007/10). Desde o ano letivo de 2007/2008, é Professor Auxiliar da Universidade de Évora (Composição, Orquestração e disciplinas afins). Desde julho de 2013, Pedro Amaral é diretor artístico da AMEC / Metropolitana.


         

SALLY DEAN


Sally Dean

Nasceu em 1978 em Adelaide, na Austrália. Estudou no Elder Conservatorium da Universidade de Adelaide com o famoso oboísta Jiri Tancibudek, a quem Martinů dedicou o seu Concerto para Oboé e Orquestra. Posteriormente, continuou os seus estudos em Londres, na prestigiada Royal Academy of Music, onde completou o diploma de pós-graduação em Oboé, assim como o diploma de professora deste instrumento. Nesta escola, teve como professores Douglas Boyd e Melinda Maxwell. Concluídos os estudos em Londres, instalou-se em Karlsruhe, na Alemanha, para estudar na Musikhochschule com o famoso músico e pedagogo Thomas Indermühle, concluindo com alta distinção o Diplom Künstlerische Ausbildung. Foi distinguida em vários concursos internacionais, incluindo o Janet Craxton Prize para o melhor aluno de Oboé da Royal Academy of Music (2001), o 1.º Prémio no Concurso Internacional de Oboé Lauschmann em Mannheim (2003). Nesse mesmo ano, foi finalista do prestigiado Concurso Internacional para Instrumentos de Sopro de Bayreuth, na Alemanha. Tem-se dedicado a uma intensa atividade como solista e em música de câmara, tendo atuado em países como França, Inglaterra, Alemanha, Portugal e Austrália, onde se apresentou a solo com a Adelaide Symphony Orchestra. Tem sido frequentemente convidada a desempenhar o lugar de primeiro oboísta em várias orquestras, das quais se destacam a Adelaide Symphony Orchestra, Orquestra Nacional do Porto, Kürpfalsiches Kammerorchester Mannheim e English National Ballet Orchestra. Em 2004, Sally Dean integrou a Orquestra Metropolitana de Lisboa, onde ocupa o lugar de Solista A e chefe de naipe, assim como professora de Oboé na Academia Nacional Superior de Orquestra.