MÚSICA

QUINTA DE TCHAIKOVSKI

10 de julho terça-feira · 21:30

 

Flauta
Anabela Malarranha

Direção musical
Andrea Sanguineti

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular Joana Carneiro

Aram Khachaturian (1903-1978)

Concerto para flauta

 

Piotr llitch Tchaikovski (1840-1893)

Sinfonia n.º 5 em Mi menor, op.64

 

Aram Khachaturian (1903-1978) escreveu concertos para violino, piano e violoncelo, mas nenhum para flauta. O Concerto para Flauta é na verdade uma transcrição do seu Concerto para Violino em Ré menor, composto em 1940. Em 1968 e encorajado pelo próprio compositor, o ilustre flautista francês Jean-Pierre Rampal transcreveu para flauta o concerto para violino permanecendo fiel à composição original. Os três andamentos desta obra, que denotam um certo estilo francês, são de uma extrema dificuldade técnica, criando ao longo da sua execução uma atmosfera exótica e quase mística. A Sinfonia n.º 5 em Mi menor, op.64 de Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893) escrita entre maio e agosto de 1888, estreou-se em novembro desse ano em São Petersburgo. Apesar da confiança abalada devido ao insucesso da sua Sinfonia n.º 4, Tchaikovski logrou escrever, dez anos mais tarde, uma sinfonia de quatro andamentos que prima pela segurança técnica e por um surpreendente equilíbrio estrutural.


         

BIOGRAFIAS

   

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos. Tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo participações em festivais de música nacionais e internacionais. Colabora com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, com destaque para a tetralogia O Anel do Nibelungo e Dialogues des Carmélites, a participação no Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, no Prémio Jovens Músicos-RDP e na Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. Tem-se apresentado sob a direção de maestros como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Jeffrey Tate, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.


         

ANDREA SANGUINETI


Andrea Sanguineti

Aplaudido pela crítica e pelo público e considerado pelos especialistas como um dos maestros mais promissores da sua geração, Andrea Sanguineti foi muito recentemente denominado de “génio” pelo programa de rádio Deutschlandradio-Kultur, por ocasião da produção de The Dead City de Korngold. É atualmente Diretor Geral Musical de G. Hauptmann Theater Görlitz-Zittau e Maestro Titular da Neue Lausitzer Philharmonie. É muito solicitado como maestro convidado por alguns importantes teatros, festivais e orquestras, como a Oper Graz, Oper Leipzig, Nationaltheater Mannheim, Enescu Philharmonie em Bucareste, RSO Radio Symphony Orchestra em Viena e Teatro Massimo Bellini na Catânia. O seu vasto repertório varia entre operetas vienenses e óperas alemãs, tais como Tristan und Isolde ou Tannhäuser, sem descurar os estilos francês e italiano e a ópera contemporânea. Carmen, L’ Africaine, La traviata, Il trovatore, La Cenerentola, Il viaggio a Reims, La forza del destino, Macbeth e Powder Her Face foram algumas das óperas que dirigiu recentemente, com solistas como Annette Dasch, Lucio Gallo, Stefania Bonfadelli, Silvia Tro Santafé, Simone Alaimo, Franco Farina e Albert Pesendorfer. No campo concertístico, Andrea Sanguineti expande o seu repertório principal, abrangendo desde as sinfonias de Beethoven e Brahms até às composições mais vanguardistas como Turangalîla-Symphonie de Olivier Messiaen, Prométhée de Skrjabin ou o Concerto para Orquestra (de Marco Polo) de Tan Dun.


         

ANABELA MALARRANHA


Anabela Malarranha

Natural de Évora, onde estudou música, tendo depois completado os estudos académicos na Academia de Música Eborense e na Escola Profissional de Música de Évora com o professor Nuno Ivo Cruz. Licenciou-se na Academia Nacional Superior de Orquestra em 1998. Em 2001 concluiu o Mestrado no Conservatório Real de Haia na Holanda com os professores Rien de Reede, Thies Roorda e Emily Beynon. Frequentou master classes com William Bennett, Patrick Gallois, Peter-Lukas Graf, Aurèle Nicolet, Carlos Brunnel, Konrad Hünteler, Patrícia Morris e Vincent Cortvrint (piccoloem>) e Jeanne Baxtreasser. Foi laureada com o 1.º prémio no Concurso da Juventude Musical Portuguesa em 1990 e 1992. Atuou como solista com várias orquestras nacionais, destacando-se a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra das Beiras. Das suas apresentações em recitais a solo e música de câmara, destaca-se o recital no Concertgebouw, em Amesterdão, incluído na programação do Curso Holland Music Sessions. Foi primeira flauta na Orquestra Metropolitana de Lisboa entre 2000 e 2005. Lecionou na Academia Nacional Superior de Orquestra, Escola Profissional Metropolitana, Conservatório de Música da Metropolitana, Escola Superior de Música de Lisboa, Escola Profissional de Música de Évora, Academia de Música Eborense e Universidade de Évora. Tem orientado diversos master classes em Portugal desde 2000. Integra a Orquestra Sinfónica Portuguesa desde 2005.