MÚSICA

A VIDA DE VERDI

21.07 sexta, 21:30

22.07 sábado, 21:30

   

Em pouco mais de uma hora, um autêntico Festival Verdi que se inicia e culmina com Nabucco, um dos seus maiores êxitos

   

Cristiana Oliveira soprano

 

Roland Wood barítono

 

Andrea Sanguineti Direção Musical

   

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Giovanni Andreoli Maestro Titular

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Joana Carneiro Maestrina Titular

 

Giuseppe Verdi (1813-1901)


Nabucco

Abertura

Ernani

Si ridesta il leon di Castiglia

Il Corsaro

Alfin questo corsaro… cento leggiadre vergini

Macbeth

Patria opressa

Rigoletto

Tutte le feste al tempio… Sì, vendetta

Il Trovatore

Vedi le fosche notturne spoglie

La traviata

Addio del passato

I Vespri Sicilianni

Abertura

Un ballo in Maschera

Eri tu che macchiavi

La Forza del Destino

La Vergine degli angeli

Simone Boccanegra

Come in quest’ora bruna

Don Carlo

O Carlo ascolta

Aida

Gloria all’Egitto ad Iside

Otello

Ave Maria

Falstaff

È sogno o realtá?

Nabucco

Va, pensiero

Giuseppe Verdi (1813-1901), para além de ser o mais respeitado e popular compositor de ópera italiano foi, no seu tempo, uma figura política do Risorgimento idolatrada por centenas de milhares de italianos. Da exortação patriótica nas margens do Eufrates (Nabucco, 1842) aos bosques sombrios e mágicos de Windsor (Falstaff, 1893), a sua vasta obra — excetuando as poucas incursões no domínio da música sacra — soma uma vasta galeria de heróis e heroínas que, ainda hoje, nos encanta e comove. Rigoletto (1851), Il Trovatore e La traviata (ambas de 1853), são três óperas do seu período intermédio porventura as mais representadas. Porém, obras um pouco mais tardias tais como La forza del destino (1861), Aida (1871), Don Carlo (1867, versão italiana) ou Otello (1887) ocupam igualmente um lugar regular nos cartazes das temporadas dos teatros líricos de todo o mundo. O soprano Cristiana Oliveira, o barítono Roland Wood e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, convida-nos a uma viagem cronológica interpretando árias, duetos e coros de algumas de algumas das mais conhecidas óperas do génio imortal de Giuseppe Verdi.


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em condições de efetividade em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória.   Entre 1962 e 1975 colabora nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtém o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participa em estreias mundiais de autores portugueses, casos de Fernando Lopes Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia).   Em 1980 é criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direcção de Antonio Brainovitch.   A plena afirmação artística do conjunto será creditada a Gianni Beltrami, que assume a direção em 1985 e beneficia de condições de trabalho até então inéditas em Portugal. Nesta fase assinalam-se as seguintes intervenções: Oedipus Rex (Stravinski); Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny (Weill); Kiú (De Pablo); L’Enfant et les Sortilèges (Ravel); e Dido and Aeneas (Purcell). Registe-se a participação em Grande Messe des Morts (Berlioz), em Turim, a convite da RAI. Depois da morte de Gianni Beltrami, João Paulo Santos assume a direção, constituindo-se como o primeiro português no cargo em toda a história do Teatro de São Carlos. Sob a sua responsabilidade registam-se êxitos, tais como: Mefistofele (Boito); Blimunda e Divara (Corghi); Sinfonia n.º 2 (Mahler), com a Orquestra da Juventude das Comunidades Europeias; Die Schöpfung (Haydn); Faust e Requiem (Schnittke); Perséphone e Le Rossignol (Stravinski); Evgeni Onegin (Tchaikovski); Les Troyens (Berlioz); Missa Glagolítica (Janácek); Tannhäuser e Die Meistersinger von Nürnberg (Wagner); e Le Grand macabre (Ligeti). Com o Requiem de Verdi o Coro desloca-se a Bruxelas, no quadro da Europália (1991).   No âmbito da Expo-98 actuou no concerto de encerramento. O conjunto tem actuado sob a direção de algumas das mais prestigiadas batutas, tais como Antonino Votto, Tullio Serafin, Vittorio Gui, Carlo Maria Giulini, Oliviero de Fabritiis, Otto Klemperer, Molinari-Pradelli, Franco Ghione, Alberto Erede, Alberto Zedda, Georg Solti, Nello Santi, Nicola Rescigno, Bruno Bartoletti, Heinrich Hollreiser, Richard Bonynge, García Navarro, Wolfgang Rennert, Rafael Frühbeck de Burgos, Franco Ferraris, James Conlon, Harry Christophers, Michel Plasson e Marc Minkowski, entre outros. Também foi dirigido em óperas e concertos pelos mais importantes maestros portugueses, com relevo especial para Pedro de Freitas Branco.


Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.