MÚSICA

ORQUESTRA CLÁSSICA DA MADEIRA

19.07 quarta, 21:30

 

Orquestra Clássica da Madeira

 

Alexander Buzlov violoncelo

 

Gianluca Marcianò direção musical

Joly Braga Santos (1924-1988)

Staccato Brilhante Op.69

 

Edward Elgar (1857-1934)

Concerto para violoncelo em Mi menor Op.85

 

Gioachino Rossini (1792-1868)

Abertura, Guilherme Tell

 

Pietro Mascagni (1863-1945)

Intermezzo, Cavalleria Rusticana

 

Franz von Suppé (1819-1895)

Abertura Cavalaria Ligeira

 

Staccato Brilhante, op. 69 de Joly Braga Santos (1924-1988) dura apenas 2 escassos minutos e foi a última obra deste compositor. Encomendada pelo maestro Álvaro Cassuto para a estreia da então recém formada Nova Filarmonia Portuguesa, notabiliza-se por uma extraordinária precisão e por uma textura rítmica muito simples. Joly Braga Santos completou a partitura em abril de 1988, e a obra foi estreada no mês seguinte. O Concerto para Violoncelo em Mi menor, op.85 foi escrito em 1919 por Edward Elgar (1857-1937) no rescaldo da Primeira Guerra Mundial. A estreia não foi auspiciosa, e a obra só alcançou merecida notoriedade em meados dos anos Cinquenta graças à interpretação de Jacqueline du Pré. A Abertura de Guilherme Tell, a última ópera de Gioachino Rossini (1792-1868) estreada em Paris em 1829, e o Intermezzo de Cavalleria Rusticana, o único verdadeiro sucesso da carreira de Pietro Mascagni (1863-1945), estreada em Roma em 1890, são duas popularíssimas peças que antecederão outra igualmente famosa: a Abertura da Cavalaria Ligeira, opereta do compositor Franz Suppé (1819-1895) estreada no Carltheater de Viena, em março de 1866.


Orquestra Clássica da Madeira

Inicialmente constituída como Orquestra de Câmara da Madeira, fundada a 13 de fevereiro de 1964 pelo Prof. Jorge Madeira Carneiro, a Orquestra Clássica da Madeira (OCM) é uma das mais antigas do país em atividade. Presentemente, é gerida e dinamizada pela Associação Notas e Sinfonias Atlânticas (ANSA). A partir de 1995 e graças ao apoio decisivo do Governo Regional da Madeira, passa a designar-se por Orquestra Clássica da Madeira, data a partir da qual se assiste a uma maior profissionalização, com a entrada de mais instrumentistas e com a compra de instrumentos e equipamentos. Ao longo do seu percurso, a OCM realizou concertos a nível nacional e internacional, designadamente, festivais em Madrid, Roma e Macau este último por ocasião de uma digressão pela Ásia. Em 1998 gravou um CD com o violinista Zakhar Bron, e em 2005, uma série de 5 CD´s com solistas portugueses, numa edição com obras de W. A. Mozart, para a EMI Classics. Foi dirigida pelos maestros titulares Zoltán Santa, Roberto Pérez e Rui Massena e por maestros convidados nomeadamente, Gunther Arglebe, Silva Pereira, Fernando Eldoro, Merete Ellegaard, Paul Andreas Mahr, Manuel Ivo Cruz, Miguel Graça Moura, Álvaro Cassuto, Jaap Schröder, Luiz Isquierdo, Joana Carneiro, Cesário Costa, Paolo Olmi, Jean-Sébastian Béreau, Maurizio Dini Ciacci, Francesco La Vecchia, David Giménez. Passados 53 anos de atividade, a Orquestra Clássica da Madeira neste momento abraça um arrojado projeto artístico proporcionando uma temporada rica em programas do período clássico, romântico e contemporâneo, onde vamos ter a oportunidade de interpretar variadas obras em estreia mundial.


Alexander Buzlov

Nascido em Moscovo em 1983, é um dos mais ativos e talentosos violoncelistas da nova geração, e representa com honra a Escola Russa de Interpretação nos principais palcos mundiais. Uma das mais recentes conquistas veio com a sua participação no Emanuel Feuermann Cello Competition, em Berlim em novembro de 2010, onde foi galardoado com Grand Prix e o Prémio do Público. É formado pela escola de música e Colégio Conservatório Estatal Tchaikovsky de Moscovo e prosseguiu a sua formação com Mstislav Rostropovich, Daniil Shafran, Natalia Shakhovskaya, Boris Talalay, Eberhard Finke e Bernard Greenhouse. Entre 1996 e 2008 recebeu muitas e importantes distinções, na Rússia, Alemanha, Suiça, entre outros. Tocou a solo com todas as orquestras de destaque Russas, e trabalhou com variados maestros tais como: Mark Gorenstein, Yuri Bashmet, Valery Gergiev, Vladimir Spivakov, Vladimir Fedoseyev, Yuri Temirkanov, Konstantin Orbelian, Leonard Slatkin, Thomas Sanderling, Maria Eklund, Claudio Vandelli (Itália), Yakov Kreizberg (EUA), E. Tobacco (Bulgária) e Mitiyoshi Inoue (Japão). A estreia de Alexandre no prestigiado Carnegie Hall teve lugar em 2005, mesmo ano em que participou na gala Lincoln Center em Nova Iorque com a Orquestra de Saint Luke’s sob a batuta de Leonard Slatkin. “Dos numerosos jovens intérpretes que estiveram em palco nos recentes anos com a Utah Chamber Orchestra. Alexander Buzlov é o mais hábil e talentoso”, escreve um jornal americano em 2007. Tem atuado com músicos aclamados como: Natalia Gutman, Yuri Bashmet, Alexei Lyubimov, Vasily Lobanov e Tatiana Grindenko; e participado em festivais internacionais como: Musical Kremlin, Moscow Autumn, December Evenings of Svyatoslav Richter e Ars Longa (Moscovo), the White Nights, Arts Square and Musical Olympus (São Petersburgo), Festivals em Ludwigsburg e Usedom (Alemanha), Colmar (França), a Oleg Kagan Memorial Festivals em Moscovo e Kreuth (Alemanha), internacional chamber music festivals em Giverny e Montpellier (França),Crescendo (Israel), Chanel, Ginza (Japão) e Seiji Ozawa Academy (Suiça).


Gianluca Marcianò

Nascido em 1976, em La Spezia, na Itália, iniciou os estudos de piano aos cinco anos de idade, tendo prosseguido a sua formação com Piernarciso Masi na Academia de Música de Florença, com Dmitri Bashkirov, Joaquin Achucarro, Paolo Restanie com Massimiliano Damerini. Enquanto prodígio no piano durante a sua juventude, ganhou diversos concursos nacionais e internacionais e, desde então, apresentou-se em algumas das mais famosas salas de concerto em todo o mundo. Como maestro e diretor artístico dirigiu no Teatro Regio em Parma, no Teatro Carlo Felice em Génova; no Maggio Musicale Fiorentino, e no Concurso Internacional Beato Pio IX, em Roma. Em 2002, foi convidado pela SNG Opera Ballet Ljubljana, na Eslovénia para ser assistente do Maestro Loris Voltolini. Em 2005, cooperou com o Maestro Dieter Rossberg para Faust e Die Rheinnixen de Offenbach, tendo recebido um agradecimento especial da Boosey e Hawkes pelo seu trabalho no projeto. Em janeiro 2009 assume a função de diretor musical da HNK Opera Zagreb, o mais jovem até então a assumir esse cargo. É frequentemente convidado para dirigir a Chamber Orchestra of Slovenian Soloists KOS, Romanian Philharmonic Ion Dimitrescu, Ploiest Philharmonic, Orchestra Gli Armonici, Kamerata Kiev, e a Orchestra Ente De Carolis - Sassari. Em 2007 estreou-se no Poly Theater, em Pequim dirigindo o Drama Dance, na Opera Orchestra em Pequim. Presentemente é o principal maestro convidado, cargo que nunca havia sido ocupado por nenhum ocidental. Em novembro de 2007, estreou-se como maestro de ópera italiana no Teatro Verdi em Sassari com a estreia italiana de Debussy La Damoiselle Élue e de Poulenc Les Mamelles de Tirésias. Recentemente, Marcianò regressou de Pequim, no qual dirigiu um concerto de gala com Andrea Bocelli e a Orquestra Sinfónica de Pequim. Teve igualmente a sua estreia operática no Reino Unido com a realização de La Traviata no Festival Orchestra em Longborough.