MÚSICA

NOITE WAGNER

14.07 sexta, 21:30

15.07 sábado, 21:30

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa

 

Rachel Nicholls soprano

Justin Brown direção musical

Richard Wagner (1813-1883)

Die Meistersinger von Nürnberg Abertura

Tristan und Isolde, Prelude e Liebestod: Mild und leise (Prelúdio e Cena final)

Parsifal

Karfreitagszauber (A magia de Sexta-feira Santa)

Götterdämmerung

Siegfried’s Rheinfahrt (A viagem de Siegfried pelo Reno)

Schlussszene: Scheite schichtet mir dort (Cena Final, Imolação de Brünnhilde)


Die Meistersinger, ópera em 3 atos estreada em Munique em 1868, para além de ser uma das mais longas óperas do repertório lírico, é a única comédia da maturidade de Richard Wagner. A história centra-se na personagem real de Hans Sachs, sapateiro-poeta que, em meados do século XVI viajou pela Alemanha como mestre cantor. Eis uma ópera de Wagner povoada por gente comum, sem quaisquer poderes mágicos ou sobrenaturais como no drama medieval de Tristan und Isolde, estreada também em Munique em 1865 e que foi apresentada este ano na temporada do TNSC, ou em Parsifal, essa longa viagem espiritual que, dada a mensagem declaradamente cristã, Wagner preferiu classificá-la de obra sacra para cena que se estreou no Bayreuth Festspielhaus, em 1882, um ano antes da morte do compositor. O concerto encerra com dois excertos de Götterdämmerung, ópera que finaliza a Tetralogia O Anel do Nibelungo: no primeiro ato, ao amanhecer, Brünnhilde envia Siegfried para novas aventuras, Viagem de Siegfried pelo Reno, e no último ato, Cena Final da Imolação, em que a heroína é consumida pelas chamas da pira funerária do seu amado Siegfried.

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.