MÚSICA

NOITES DA BROADWAY

   

13.07 quinta, 21:30

 

Os mais populares musicais de todos os tempos cantados pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos

 

Kodo Yamagishi piano

 

Miguel Menezes contrabaixo

 

Pedro Araújo e Silva bateria

 

Giovanni Andreoli direção musical

 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Giovanni Andreoli maestro titular

1. Broadway Blockbuster


2. West Side Story

Leonard Bernstein (1918-1990)

Tonight · I Feel Pretty · Maria · America · One Hand, One Heart · Somewhere


3. Beauty and the Beast

Alan Menken (n.1949)

Be our Guest · Belle · Something there Gaston · The Mob Song Beauty and the Beast


4. Disney on Stage

Hakuna Matata (The Lion King) · Supercalifragilisticexpialidocious (Mary Poppins) · Trashin’the Camp (Tarzan)


5. Andrew Lloyd Weber In Concert

Superstar (Jesus Christ Superstar) · Everything’s Alright (Jesus Christ Superstar) · Don’t Cry for me Argentina (Evita) · Mister Mistoffelees (Cats) · Memory (Cats) · Unexpected Song (Song and Dance) · Think of me (The Phantom of the Opera) · Love changes everything (Aspects of Love) · The Phantom of the Opera (The Phantom of the Opera)


6. Over the Rainbow

Harold Arlen (1905-1986)


7. Moon River

Henry Mancini (1924-1994)


8. Theme from New York, New York

John Kander (n. 1927)


9. Cabaret

John Kander (n. 1927)


É praticamente impensável visitar Nova Iorque sem assistirmos a pelo menos a um musical na Broadway, nessa longa avenida nova-iorquina que ocupa um lugar de espetáculo e fantasia no imaginário coletivo. Cantada por Sinatra, Streisand ou Ella Fitzgerald, ou inspirado ilustres compositores norte americanos como Gershwin, Cole Porter, Stephen Sondheim, Leonard Bernstein, Alan Menken ou Andrew Lloyd Weber para a criação de espetáculos musicais que se tornaram formas influentes da cultura popular norte-americana. Nos seus mais de 40 teatros, iluminados por néons durante 24 horas por dia, algumas dessas produções como West Side Story (1960), Hello Dolly (1964), Jesus Christ Superstar (1970), Cats (1981), The Phantom of the Opera (1986) ou The Lion King (1997), mantêm-se anos em cartaz e a adaptação ao cinema de alguns destes musicais serviu para que o seu sucesso fosse internacional. Mesmo longe da Broadway, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, saberá seguramente recriar para todos nós a magia de alguns desses grandes êxitos dos musicais da Broadway.


Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em condições de efetividade em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória.   Entre 1962 e 1975 colabora nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtém o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participa em estreias mundiais de autores portugueses, casos de Fernando Lopes Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia).   Em 1980 é criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direcção de Antonio Brainovitch.   A plena afirmação artística do conjunto será creditada a Gianni Beltrami, que assume a direção em 1985 e beneficia de condições de trabalho até então inéditas em Portugal. Nesta fase assinalam-se as seguintes intervenções: Oedipus Rex (Stravinski); Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny (Weill); Kiú (De Pablo); L’Enfant et les Sortilèges (Ravel); e Dido and Aeneas (Purcell). Registe-se a participação em Grande Messe des Morts (Berlioz), em Turim, a convite da RAI. Depois da morte de Gianni Beltrami, João Paulo Santos assume a direção, constituindo-se como o primeiro português no cargo em toda a história do Teatro de São Carlos. Sob a sua responsabilidade registam-se êxitos, tais como: Mefistofele (Boito); Blimunda e Divara (Corghi); Sinfonia n.º 2 (Mahler), com a Orquestra da Juventude das Comunidades Europeias; Die Schöpfung (Haydn); Faust e Requiem (Schnittke); Perséphone e Le Rossignol (Stravinski); Evgeni Onegin (Tchaikovski); Les Troyens (Berlioz); Missa Glagolítica (Janácek); Tannhäuser e Die Meistersinger von Nürnberg (Wagner); e Le Grand macabre (Ligeti). Com o Requiem de Verdi o Coro desloca-se a Bruxelas, no quadro da Europália (1991).   No âmbito da Expo-98 actuou no concerto de encerramento. O conjunto tem actuado sob a direção de algumas das mais prestigiadas batutas, tais como Antonino Votto, Tullio Serafin, Vittorio Gui, Carlo Maria Giulini, Oliviero de Fabritiis, Otto Klemperer, Molinari-Pradelli, Franco Ghione, Alberto Erede, Alberto Zedda, Georg Solti, Nello Santi, Nicola Rescigno, Bruno Bartoletti, Heinrich Hollreiser, Richard Bonynge, García Navarro, Wolfgang Rennert, Rafael Frühbeck de Burgos, Franco Ferraris, James Conlon, Harry Christophers, Michel Plasson e Marc Minkowski, entre outros. Também foi dirigido em óperas e concertos pelos mais importantes maestros portugueses, com relevo especial para Pedro de Freitas Branco.


Kodo Yamagishi Maestro Assistente do Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Natural do Japão, começou os seus estudos de piano e teoria de música aos 7 anos de idade. Entre 1988 e 2002, em Viena, estudou piano, pedagogia instrumental, canto, composição e manteve sempre os seus estudos em direção orquestral no Conservatório de Viena e na Universidade de Música de Viena tendo-lhes dado sequência com o mestrado na mesma instituição. Dirigiu a orquestra Pro-arte Wien de Universidade de Música, Orquestra Filarmónica do Estado de Cidade Oradea, Orquestra Sinfónica do Cairo, Orquestra Sinfónica Szombathely, Orquestra do Teatro de Ópera “Pfalztheater”, Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra Sinfónica do Ginásio Ópera da qual foi Maestro Titular. Desde a temporada de 2004/05 que desempenha as funções de Maestro Assistente no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Com o Coro de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos dirigiu e acompanhou a piano vários concertos. É desde 2009 Assistente convidado no Departamento de Música da Universidade de Évora e, desde 2015, Diretor da Orquestra da Universidade. Em 2002, dirigiu concertos de Salão com a Orquestra de Salão de Merano. De 2003 a 2004 foi Maestro Correpetidor e Kapellmeister no Pfalztheater em Kaiserslautern, onde dirigiu récitas de óperas em várias cidades alemãs. Na Áustria, entre 1997 e 2002, colaborou em montagens de várias óperas. Em 2000, foi o maestro da produção da ópera L’enfant et les sortilèges em Tübingen; em 2006, foi finalista (2.º lugar) do “Concurso Internacional de Direção Orquestral Prémio OSESP” em São Paulo; em 2009, dirigiu o Coro do Teatro de Ópera do Estado em Istambul, Devlet Opera ve Ballesi; e foi Maestro Correpetidor para o Festival de Mozart na Corunha.


Miguel Menezes Contrabaixo

Natural de Leiria, inicia cedo os seus estudos musicais em Lisboa, aprendendo contrabaixo clássico na Escola de Música do Conservatório da capital, em simultâneo com o jazz, no Hot Club de Lisboa. Esta vontade de abordar o contrabaixo em variadas linguagens musicais distintas é algo que acompanha o músico desde o início da sua carreira. Estuda em Londres na Trinity College of Music, iniciando o ensino superior em contrabaixo clássico, onde tem a oportunidade de tocar em diversas orquestras e ensembles. Estuda e aperfeiçoa os seus conhecimentos com Corin Long, Manuel Rêgo, Iouri Axenov, Marc Ramirez, Rinat Ibragimov e Josef Niederhammer na área clássica. Estuda jazz com Nelson Cascais e Ken Filiano. É um músico ativo no clássico, jazz e world music, atividade que partilha com o ensino do instrumento e da prática orquestral em comunidades oriundas de bairros social e economicamente desfavorecidos de Lisboa.


Pedro Araújo e Silva Bateria

Nasceu em Braga, tendo-se iniciado na música pela mão do seu avô Francisco Guilherme. Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga. É diplomado pela Escola Profissional de Música de Espinho, na classe de Miguel Bernat. Frequentou o Curso Livre de Percussão na Escola Superior de Música Artes e Espectáculo do Porto e Curso Superior de Instrumentista de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do Prof. Jean-François Lézé. Neste momento é aluno na Escola Superior de Música de Lisboa na classe do Prof. Carlos Voss. Colaborou com o Grupo de Percussão e Orquestra de Câmara e Grupo de Percussão da Escola Profissional de Música de Espinho, com o Grupo de Percussão da Escola Superior de Música Artes e Espectáculo do Porto, Ensemble Metropolitano de Percussões, com a Orquestra do Norte, com o Quarteto de Jazz Nova Blue. Colaborou nas orquestras dos programas de televisão Parque Maior, Globos de Ouro e Dá-me Música. Colabora regularmente com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Clássica da Madeira, OrchestrUtópica. Colaborou também com o agrupamento Divino Sospiro e Ensemble Português de Trombones com quem gravou um cd, Orquestra de Sonhos participando na gravação ao vivo de um dvd com Da Weasel. Participou em master classes de percussão com Robert Van Sice, Emannuel Séjourné, Miguel Bernat, Graham Jones, Jan Pustjens, com os percussionistas Allen Otte, James Culley e Rusty Burge, The Percussion Group (Cincinatti) e com Nicolas Martanciow (solista da Orquestra de Paris). É desde outubro de 2000 Solista B na Orquestra Sinfónica Portuguesa. Fez parte do Ensemble RAUM, como baterista tal como do grupo “Lisbon Underground Music Ensemble” (Lume). É membro fundador do “4º Tempo” movimento cultural de Braga. Orientou a IV e V oficina musical na classe de percussão em Montalvo e participou comoprofessor no 2º Encontro Académico de Percussão de Setúbal. É baterista do quarteto de cordas “CORVOS” desde 2006. É Professor na Academia Nacional Superior de Orquestra (Metropolitana), na classe de percussão, desde 2008.


Giovanni Andreoli Maestro Titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Estudou Piano, Composição e Direção Coral e de Orquestra. Iniciou a sua atividade enquanto maestro residente no Teatro Nacional de São Carlos. Colaborou na RAI de Milão, Arena de Verona e Teatros La Fenice de Veneza e Carlo Felice de Génova. Trabalhou com os maestros Delman, Muti, Chailly, Barshai, Karabtchevski, Arena, Santi, Campori, R. Abbado e Renzetti. Na Bienal de Música de Veneza, estreou mundialmente obras de Guarnieri, De Pablo, Clementi e Manzoni. Dirigiu os Carmina Burana e a Petite messe solennelle (coro e orquestra do La Fenice);L’esperienza corale nel ‘900 italiano (Dallapiccola, Rota e Petrassi); L’ elisir d’amore, em Reiquiavique; Missa da coroação (Mozart) e Missa n.º 9 (Haydn), em São Paulo; Via crucis (Liszt), em Orvieto; Les noces (Stravinski), no Festival de Granada; Otello (Rossini), no Theater an der Wien; a primeira audição moderna da Missa amabilis e Missa dolorosa de Caldara (orquestra e coro do La Fenice); Il barbiere di Siviglia (Teatro dei Vittoriale, Gardone- Riviera); La traviata (Teatro Real de Copenhaga); Una cosa rara de Soler (Teatro Goldoni, Veneza); duas produções de La bohème (Teatro Grande de Brescia, com Giuseppe Sabbatini; em Lanciano, com a Orquestra Giovanile Internazionale). Gravou para a BMG Ricordi, Fonit Cetra e Mondo Musica Munchen, entre outras obras, Orfeo cantando... tolse (A. Guarnieri) na RAI de Florença (1996) e os Carmina Burana com o Teatro La Fenice. De 1994 a 2004, foi o responsável artístico pela temporada lírica do Teatro Grande de Brescia. Em 2006, iniciou a sua colaboração com a Companhia de Ópera Portuguesa, dirigindo Madama Butterfly, La traviata e o Requiem de Verdi em Lisboa e no Festival de Óbidos. Retomou o cargo de maestro titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, que já ocupara entre 2004 e 2008, em janeiro de 2011.