MÚSICA

FILARMÓNICA DE ZAGREB

11.07 terça, 21:30h

 

Orquestra Filarmónica de Zagreb

 

Jasen Chelfi violoncelo

 

Avi Ostrowsky direção musical

 

Luka Sorkočević (1734-1789)

Sinfonia n.º 3 em Ré maior

 

Franz Joseph Haydn (1732-1809)

Concerto para Violoncelo n.º1 em Dó maior

 

Blagoje Bersa (1873-1934)

Idila (Idílio), Il giorno delle nie nozze, op.25b

 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Sinfonia em Dó maior n.º41, Júpiter)

 

É uma proposta para uma noite clássica que começa com uma obra de Luka Sorkočević (1734-1789), importante compositor croata nascido em Dubrovnik. Escrita entre 1756 e 1760, a Sinfonia n.º 3 em Ré maior, deixa transparecer as influências clássicas de uma Europa de então onde Gluck e Haydn eram nomes cimeiros, compositores que Sorkočević conheceu durante a sua estadia em Viena como embaixador da corte imperial. Franz Joseph Haydn (1732-1809) compôs, entre 1761 e 1765, os 3 andamentos em forma de sonata do seu Concerto para Violoncelo n.º1 em Dó maior. Esta obra que se encontrava perdida e encontrada em 1961 no Museu Nacional de Praga, foi dedicada a Franz Weigl, amigo de longa data de Haydn e violoncelista da corte de Nicolaus Esterházy. O solista será o violoncelista Jasen Chelfi. Outro compositor croata nascido em Dubrovnik foi Blagoje Bersa (1873-1934) que estudou em Zagreb e no Conservatório de Viena com Julius Epstein. A obra que ouviremos, Idila (Idílio) foi escrita em 1903, tendo como subtítulo Il giorno delle nie nozze, op.25b. A Sinfonia em Dó maior n.º41, Júpiter, é a última sinfonia composta por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Com 4 andamentos, é a derradeira, mais longa e complexa sinfonia deste compositor austríaco que, durante o verão de 1788 e com 32 anos de idade, a completou em apenas 16 dias. Mozart morreria em Viena 3 anos mais tarde, e há qualquer registo de que esta sinfonia tivesse sido estreada durante a vida do compositor.

Orquestra Filarmónica de Zagreb

Orquestra com mais de 100 anos de existência, é promotora da arte musical na Croácia e uma embaixadora cultural croata por todo o mundo. Iniciou a sua atividade em 1871 e, em 1920, foi-lhe atribuída a designação que até hoje se mantém. A sua história tem sido moldada por notáveis maestros titulares como Friedrich Zaun, Milan Horvat, Lovro von Matačić, Mladen Bašić, Pavle Dešpalj, Kazushi Òno, Pavel Kogan, Aleksander Rahbari e Vjekoslav Šutej e de distintos maestros e compositores tais como Leopold Stokowski, Paul Kletzki, Sir Malcom Sargent, Kurt Sanderling, Carlo Zecchi, Jean Martinon, Milan Sachs, Krešimir Baranović, Boris Papandopulo, Stjepan Šulek, Milko Kelemen, Igor Stravinski e Krzysztof Penderecki. Dentre os mais recentes maestros convidados estão Dmitri Kitajenko, Lorin Maazel, Leopold Hager, Uroš Lajovic, Valery Gergiev, Marko Letonja, Sir Neville Marriner. Teve também a honra de acolher famosos solistas como Yehudi Menuhin,Mstislav Rostropovich, Luciano Pavarotti, Ivo Pogorelić, Montserrat Caballe e Shlomo Mintz, entre tantos mais. A temporada de 2011-12 foi marcada pelo reforço da colaboração com o maestro Dmitri Kitajenko, considerado um dos grandes maestros de todos os tempos. Em julho de 2012, a Zagreb Philharmonic com a Slovenian Philharmonic Orchestra, oito cantores solistas e coro, num total de cerca de mil cantores croatas e eslovenos, sob a batuta do maestro russo Valery Gergiev, apresentaram Symphony of Thousands do compositor Gustav Mahler. Já atuou em quase todos os países europeus e participou em festivais como o Dubrovnik Summer Festival e Music Biennale Zagreb. A Zagreb Philharmonic dedica especial atenção à aproximação da música clássica às gerações mais novas, estimulando desta forma o seu interesse, ao realizar anualmente o Children and Youth Music Week. A colaboração habitual com a Zagreb Music Academy é uma importante atividade da orquestra, pois dá a futuros músicos profissionais a oportunidade de demonstrarem as suas capacidades e excelência. Em fevereiro de 2016, atuou na sala norte-americana mais prestigiante: o New York Carnegie Hall. O concerto da manhã do dia de Ano Novo em Salzburgo tornou-se num evento imprescendível da sua temporada concertística. A sua discografia com etiqueta croata e estrangeira (i.e., Virgin Classics, Deutsche Grammophon, Naxos), consta com um vasto número de prémios atribuídos, entre eles o prémio croata discográfico – Porin. Sob a liderança do seu novo maestro titular, David Danzmayr, e do maestro Dmitri Kitajenko, o seu consultor artístico, a Zagreb Philharmonic almejará pela continuidade da sua excelência artística.

Jasen Chelfi violoncelo

Terminou os seus estudos musicais básicos na classe de Dobrila Berković Magdalenić. Matriculou-se na Zagreb Music Academy, em 1997, na classe de Nikola Ružević, concluindo os seus estudos, em 2001, na classe de Andrej Petrač. Durante o percurso da sua formação aperfeiçoou os seus conhecimentos com Valter Dešpalj, Ralph Kirschbaum, Steven Isselis, Silvia Sondeckiene, David Grigorijan, Vladimir Perlin, Eleonore Schoenfeld, Leslie Parnas, Jens Peter Maintz, Phillip Muller e Boris Pergamenchikov. Terminou a sua licenciatura na classe de Mario Brunello. Em 1999, juntamente com outro músico croata, tocou na Mahler Youth Orchestra sob a direção de Frantz Westler Mosta e Claudio Abaddo. É membro da Zagreb Philharmonic Orchestra desde 2002, e chefe de naipe desde 2004. Ensinou, desde 2010, na escola de verão de Pučišća na ilha de Brač. Premiado em diversas ocasiões pelas suas execuções como solista e em orquestras de música de câmara, é membro ativo dos Ensembles Cantus e Acoustic Project e membro da associação Diaphason, com a qual participa no Festival Musical Indépendant Diapason

Avi Ostrowsky direação musical

Natural de Israel, concluiu os seus estudos na Rubin Academy of Telavive, onde foi aluno do Maestro Gary Bertini e de Mordechai Seter. Após ter ganho o primeiro prémio para jovens maestros atribuído pela Fundação Cultural Israel-América, mudou-se para Viena para estudar com Hans Swarowsky e concluiu os seus estudos na Music Academy de Viena em 1968. Também estudou e trabalhou com o Maestro Franco Ferrara em Itália. Em 1968, ganhou o 1º prémio no Nicolai Malko International Competition for Young Conductors em Copenhaga. No mesmo ano, tornou-se Diretor Musical e Maestro Principal da Haifa Symphony Orchestra, cargo que ocupou até 1972. Em 1970, fundou a Israel Kibbutz Orchestra e foi o seu Diretor Musical e Maestro Titular até 1974 e, novamente, entre 1998 e 2003. Em 1973, criou a Sinfonietta of Beer Sheva, tendo sido o seu Diretor Musical e Maestro Titular até 1978, ano em que se tornou o Maestro Titular da Antwerp Philharmonic Orchestra, na Bélgica, até 1984 e, em 1989, assumiu o cargo de Diretor Musical e Maestro Titular na Norwegian Radio Symphony Orchestra, até 1993. Dirigiu as mais prestigiantes orquestras mundiais, tanto em ópera como em concerto, das quais se destacam, London Symphony Orchestra, London Philharmonic Orchestra, Royal Philharmonic, Philharmonia Orchestra de Londres, BBC Philharmonic, Amsterdam Philharmonic, Brussels Philharmonic Orchestra, Belgian National Orchestra, Mariinsky Theater Symphony Orchestra, Academic Symphony Orchestra, La Fenice, Stockholm Philharmonic, Oslo Philharmonic, WDR Sinfonieorchester Köln, Stuttgart Philharmoniker, Philharmonia Hungarica, Zagreb Philharmonic, Ofunam Philharmonic do México, Mexico Philharmonic Orchestra, Bilkent Symphony Orchestra, Israel Philharmonic, Jerusalem Symphony Orchestra, e Rishon Lezion Symphony. Da sua discografia constam alguns CD e DVD, incluindo Stravinsky (The Rite of Spring), sinfonias de Stravinsky, Petroushka e Mahler, a Sinfonia Fantástica de Berlioz, sinfonias de Schubert e sinfonias de Shostakovich.