MÚSICA

BERNSTEIN E RAVEL

07.07 sexta, 21:30

08.07 sábado, 21:30

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa

 

Pedro Costa, vencedor do Concurso de Interpretação do XV Festival do Estoril de 2013 piano

Joana Carneiro direção musical

 

Joly Braga Santos (1924-1988)

Abertura Sinfónica n.º3

 

Leonard Bernstein (1918-1990)

Symphonic Dances

 

Maurice Ravel (1875-1937)

Concerto para Piano em Sol maior

 

Das composições mais marcantes da obra de Joly Braga Santos (1924-1988) destacam-se as 3 Aberturas Sinfónicas, peças de referência na Música Portuguesa do século passado. A Abertura Sinfónica, nº 3, escrita em 1954, de inspiração vincadamente folclórica, faz desta obra um brilhante exercício sinfónico vibrante e pleno de energia rítmica. Igualmente brilhantes e de energia contagiante são as Symphonic Dances, que Leonard Bernstein (1918-1990) em 1960 extraiu do seu musical de grande sucesso, West Side Story, escrito em 1957. Esta suite orquestral, animada pelo cool jazz e danças latinas, segue os principais episódios do drama de Romeu e Julieta, agora transferido para os bairros pobres de Manhattan. Recém-chegado da sua digressão pelos Estados Unidos, também Maurice Ravel (1875-1937) recorre a influências jazzísticas para escrever, entre 1929 e 1931, o seu Concerto para Piano em Sol maior. Estreado em Paris em janeiro de 1932 e de elevada dificuldade técnica, este concerto será interpretado pelo pianista Pedro Costa, vencedor do Concurso de Interpretação do XV Festival do Estoril de 2013.

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.

Joana Carneiro

Maestrina Titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa; Diretora Musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley; Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian; Diretora Artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra. Nascida em Lisboa, formou-se em Direção de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra. Concluiu o seu Mestrado em Direção de Orquestra pela Universidade de Northwestern e prosseguiu estudos de doutoramento na Universidade de Michigan. Estudou com Kenneth Kiesler (Michigan), Kurt Masur (Londres), Michael Tilson Thomas (Miami), Victor Yampolsky (Chicago), Mallory Thompson (Chicago) e Jean Marc Burfin (Lisboa). Joana Carneiro é, desde janeiro de 2014, Maestrina Principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Em 2009, foi nomeada Diretora Musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley. Joana Carneiro é Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian e Diretora Artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra. Na presente temporada, Joana Carneiro tem concertos com as Orquestras da Rádio Sueca, Gotemburgo, London Sinfonietta, Castilla y León Symphony, Royal Stockholm, Hong Kong, entre outras. Projetos futuros incluem concertos com a Orquestra Filarmónica de Los Angeles, Orquestra Sinfónica de São Francisco, Oslo, Rádio Sueca, Gotemburgo, Estocolmo, Helsínquia e Britten Sinfonia. Colaborações passadas com Sellars incluem The Gospel according to the Other Mary (English National Opera) e Œdipus Rex/Symphony of Psalms (Sydney), a última premiada com um “Helpmann Award”. Foi Maestrina Assistente da Filarmónica de Los Angeles, onde trabalhou com o seu mentor Esa-Pekka Salonen. Foi Maestrina Assistente da Los Angeles Chamber Orchestra e Diretora Musical da Campus Philharmonia Orchestra (Michigan). Joana Carneiro é Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

Pedro Costa

Pedro Costa tem-se afirmado como uma referência da nova geração de pianistas portugueses, especializado no acompanhamento de cantores e música de câmara.  Foi vencedor de importantes concursos como o Concurso de Interpretação do Estoril, o Prémio Helena Sá e Costa, o Concurso Louis Spohr, em Kassel (Alemanha), o Concurso New Tenuto (Bélgica), o Concurso Florinda Santos e o Concurso Internacional Cidade do Fundão. Teve a oportunidade de tocar como solista com orquestras como a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, a Orquestra da ESMAE, a Orkest der Lage Landen e a Koninklijke Muziekkapel van de Gidsen. Atuou já em diversas salas europeias, colaborando com cantores e instrumentistas em festivais internacionais.  É membro do Perspective Trio (com o oboísta Guilherme Sousa e o fagotista Paulo Ferreira) com quem venceu o Prémio Jovens Músicos em 2015. Como vencedores do Prémio GDA, preparam agora uma gravação de um CD com obras portuguesas inéditas para esta formação. Pedro Costa acompanha regularmente cantores como Marina Pacheco, Ana Caseiro, Peixin Lee, Tiago Matos, Peter Kellner e André Baleiro. Nos últimos quatro anos participou no International Lied Master classes, em Bruxelas, liderado pelos cantores Udo Reinemann e Christianne Stotijn, onde teve igualmente a oportunidade de trabalhar com músicos como Anne Sophie von Otter, Peter Schreier, Ann Murray, Julius Drake, Christoph Prégardien, Sir Thomas Allen, Mitsuko Shirai, Hartmut Höll, entre outros. Nascido em 1989, em Macau, é licenciado pela ESMAE no Porto (na classe do professor Luís Filipe Sá). Em 2015, terminou o Mestrado em Piano com distinção no Koninklijk Conservatorium Brussel, na Bélgica, na classe do professor Piet Kuijken. Atualmente encontra-se a frequentar um mestrado especializado em acompanhamento de canto, na Kunstuniversität Graz, na Áustria, na classe do professor Joseph Breinl.