MÚSICA

08.07 — sexta-feira, 21:30h

09.07 — sábado, 21:30h

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Orquestra de Sopros e Percussão do Conservatório Regional de Artes do Montijo

 

Pedro Meireles violino

Cesário Costa direção musical

 

Mário Laginha

Mãos na pedra, olhos no céu

 

Édouard Lalo

Sinfonia Espanhola, op.21

 

Piotr Ilitch Tchaikovski

Abertura 1812

 

Arquitetos riscam o céu, operários trabalham a pedra no fascínio pelo caos numa cidade em construção. “Opor-se à espessura destes muros, a insurreição do olhar", frase de um poema de Eugénio de Andrade que dá o tom maior a Mãos na pedra, olhos no céu, obra de Mário Laginha composta para o filme de João Botelho e estreada em janeiro de 2001 na cerimónia de abertura de Porto Capital Europeia da Cultura. Escrita bem mais cedo, em 1874, por Édouard Lalo, a Sinfonia Espanhola, op.21 é, na sua essência, um concerto para violino com 5 andamentos que Lalo dedicou ao seu amigo e grande violinista espanhol Pablo Sarasate e cujo final apoteótico pretende descrever o frenesim de uma cidade espanhola. Ouvida pela primeira vez em 1882, a Abertura 1812, de Tchaikovski, fecha o programa numa outra cidade: a de Moscovo que festeja com sinos e canhões a retirada do território russo das tropas de Napoleão Bonaparte.

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.

Orquestra de Sopros e Percussão do Conservatório Regional de Artes do Montijo

O Conservatório Regional de Artes do Montijo [CRAM], como escola de ensino especializado de música, propõe-se formar músicos, criadores, professores mas também ouvintes. Uma vez que o ensino não se resume à sala de aula, realiza várias atividades, tais como audições de classe (por instrumento); concertos de final de período (Natal, Páscoa e Verão), ópera infantil, espetáculos didáticos, entre outros. O CRAM hoje é uma referência no ensino artístico na região de Setúbal, contando com uma Orquestra Sinfónica, uma Orquestra de Cordas, Orquestra de Sopros e Percussão, Orquestras de Iniciação de Sopros e Cordas, vários Grupos de Música de Câmara, Coro Infantil e Juvenil. Um dos contributos mais importantes do CRAM: a aprendizagem em grupo. Diz a tradição que o individual deve prevalecer sobre o coletivo e que a aprendizagem em grupo apenas se justifica após uma longa e cuidada preparação solitária. O CRAM, sem descurar a preparação individual, pretende proporcionar aos seus alunos a prática da música como ato coletivo e social desde o início dos estudos.

Pedro Meireles

Iniciou os estudos de violino com a sua mãe e prosseguiu a sua formação no Conservatório de Música do Porto com Carlos Fontes e Suzanna Lidegran, terminando o curso com a classificação máxima. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu a licenciatura e o mestrado na Royal Academy of Music, tendo-lhe sido atribuído um DipRAM e o Prémio J&A Beare. Foi galardoado com primeiros lugares em concursos como o Prémio Maestro Silva Pereira, o Prémio Marjorie Hayward, o Prémio Mica Comberti, o Prémio de Viola Theodore Holland, o Sir Arthur Bliss Memorial Prize e o Prémio de Viola Max Gilbert. Venceu também, por três vezes, o Prémio Jovens Músicos da RTP. Como concertista e como músico de câmara, realizou mais de duzentos concertos em algumas das mais conceituadas salas da Europa. Em 2005 apresentou o Stradivarius “Viotti” da coleção da Royal Academy of Music em concerto de gala no Victoria and Albert Museum, em Londres. Foi concertino e concertino adjunto das orquestras Royal Philharmonic, Orion Symphony, New London Orchestra, Brandenburg Sinfonia e Ashover Festival Orchestra. Foi professor de Violino no Conservatório Nacional, na Academia de Música de Santa Cecília e na Academia de Música de Lisboa. Presentemente, é Concertino Principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa e Concertino Auxiliar da Orquestra Gulbenkian. Este ano, foi agraciado como Membro Associado da Royal Academy of Music.